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domingo, 5 de dezembro de 2010

Aos tortulhos (gasalhos, pinheiras, míscaros, reigotas...)

     Estima-se que haja na Terra cerca de 70.000 espécies de cogumelos e cerca de 100 em Portugal. Na nossa terra são conhecidos tradicionalmente pela designação genérica de tortulhos. Eles resultam da frutificação de certos fungos, em determinadas condições de temperatura e humidade. Nas nossas zonas (temperadas), eles aparecem, então, nos meses de temperatura mais amena, ou de transição entre o calor e o frio e vice-versa.

     Os nossos antepassados foram aprendendo a conhecer as variedades específicas das suas terras, pelo que sempre apreciaram os que são comestíveis e evitaram os que são tóxicos (venenosos), diferenciando-os pelas suas formas, cores, cheiros e tamanhos. Os que são produzidos em estufas e vendidos nas superfícies comerciais são variedades seguras, mas já os que aparecem espontâneamente nos campos podem ou não ser usados na alimentação. Alguns são tão venenosos que basta uma dentada para matar uma pessoa adulta!

     A ciência (micologia) só mais recentemente se tem vindo a dedicar ao seu estudo, atribuindo-se muitos benefícios ao consumo destes fungos: possuem muitas proteínas, fibras, minerais e vitaminas, mas poucas calorias e gordura, sendo uma excelente dieta alimentar. Atribuem-se-lhes ainda propriedades antivirais, antibióticas, anti-inflamatórias e até antitumorais. Baixam o açúcar do sangue e a tensão arterial...

     Pode indicar-se como primeiro sintoma de envenenamento uma diarreia, acompanhada ou não de suores frios, tremores, vómitos, náuseas, alucinações ou delírios, umas horas até um a dois dias após a ingestão. Muitas vezes essa diarreia parece passar, mas o fígado (e, às vezes, os rins) continua a ser seriamente afetado... O transplante parece ser a única solução nos casos mais graves, mas mesmo assim pode não impedir a morte, caso seja tardio ou o envenenamento muito grande.

     Conselhos: é preciso ter muito cuidado e saber distinguir os comestíveis dos venenosos; na dúvida, não se deve sequer arriscar, pois os efeitos nocivos são quase sempre muito graves, podendo levar à morte... Há quem diga que se lhes juntar um dente de alho (ou uma colher de prata) e este/a ficar branco/a, são comestíveis, mas isso pode não ser seguro! O mesmo se pode dizer da preparação com azeite a ferver... Infelizmente, praticamente todos os anos surgem, nos meios de comunicação, notícias de mortes provocadas por cogumelos e, nalguns casos as pessoas dizem-se ser perfeiros conhecedores do assunto!... Isto vem mostrar que quem não os conhece bem, não deve arriscar; e mesmo quem pense ser bom conhecedor deve ter certos cuidados!...

     No outono, após alguns dias de chuva, principalmente com temperatura e humidade quase constantes, aparecem os "gasalhos". No entanto, deixam de nascer logo que arrefece demasiado e aparecem as primeiras geadas... Nos pinhais, surgem as "pinheiras" (entre outros tantos venenosos, pelo que muito pouca gente os sabe distinguir).


Dois "gasalhos"

Outros três, à espera de ser arranjados...

Estes ainda cresciam mais...

     Na primavera, quando os dias começam a aquecer, aparecem os "tortulhos" (no meio do mato, em locais mais soalheiros, virados a nascente), que quase sempre são apanhados debaixo da terra, (posteriormente, saem e abrem, mas deterioram-se bastante e secam. Até se costumava dizer-se que "se cantar o cuco, já não prestam"!). Ao lado dos caminhos, apareciam também outras pequenas "bolas ou batatas", que eram designadas de "reigotas", muito raras mas saborosas. Estas duas variedades, para não enganar, devem ter um cheiro característico: a terra...

     O aspeto do cogumelo é também muito importante: deve ter sempre a parte inferior muito limpa (se aberto) e não ter vestígios de insetos. Na sua preparação, deve-se retirar suavemente a pele, raspá-lo e usar-se pouca ou nenhuma água, pois oxida facilmente.

Já partidos, prontos a confecionar...

     Tradicionalmente eram comidos de diversas maneiras, ainda hoje apreciadas: cortados às lascas e depois cozidos em arroz, guisados ou mexidos com ovo, assados na brasa (inteiros, com uma pitada de sal e um fio de azeite), etc...

Estes estão feitos com ovo...

     Podem juntar-se facilmente a qualquer ingrediente, pelo que apareceram agora muitas outras formas de preparação, tais como:

- Sopa rica de cogumelos;
- Estufado de cogumelos, entremeada e legumes;
- Lasanha de cogumelos;
- Quiche de cogumelos;
- Frango recheado com cogumelos;
- Salada de cogumelos;
- Torta com cogumelos;
- Strogonoff com cogumelos;
- Omelete com cogumelos;
- Feijoada com cogumelos;
- Pizza com cogumelos;
- Soja com cogumelos;
- Tofu com cogumelos...

... e tantas mais, conforme a imaginação de quem os queira confecionar!...
  
BOM APETITE!
Mas CUIDADO!: se não os conhece, não arrisque!... Podem custar-lhe a vida...
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Informação adicional (oxalá nunca seja preciso): Centro de Informação Antivenenos: 808 250 143 

sábado, 24 de julho de 2010

Flores e Plantas (em construção...)

Aqui vão ser apresentadas flores e plantas da flora da nossa zona... É para expandir. Quem quiser colaborar, é só enviar-me os contributos (textos, fotos, etc.). (Isto serve para todo o blogue...)

Tojo em flor:

Moita:

 Esteva (flores com chagas, 5 ou mais pétalas):

Esteva (flores sem chagas - por vezes chamadas "de N.ª Sr.ª" ou "albinas"): 

Rosmaninho:

Carqueja:

Trovisqueiro:

Garfos (relógios ou cordeiros):
 

"Flores do meio-dia" (diz a Alice) - "Bons dias" (diz a Fátima):

Capela (marcela):

Papoilas:


Dedaleira (calças-de-cuco ou campainhas):

 Cravo:

 (E as seguintes, como se chamam?...)

Jarros:

Cravinas:

Malmequer (margarida):
 

(E estas?)

(E esta?)

Vinca (...)

E estas?

Zínias (obrigado a Adélia -?- pela sua colaboração):

E as 2 seguintes?



Dente de Leão (?):

Girassol:

Videira (com uvas ainda verdes):

Aqui com uvas já maduras ('morangueiras'):

Figueira (com figos, alguns quase maduros ou "desemparelhados"):

Silvas (com amoras maduras e verdes), misturadas com uvas:

Macieira (com maçãs):

Pessegueiro (com pêssegos ainda bem verdes):


Ameixas a amadurecer, vermelhas (acima) e amarelas (abaixo):

Cerejeira e cerejas:


etc...
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Actualização de 20nov2013

Vista geral do Vale da Carreira (em diversos anos e ângulos)

Aqui publico fotos tiradas ao redor da aldeia, mostrando-a de diversos ângulos e em diferentes anos. Com agradecimentos a quem contribuiu (e que bem deve reconhecer algumas delas), nomeadamente: Ilda, Raul, Jorge, Tiago Cassapo, Irene Degiacometi, João Patrício...)

Em 1976:
Lá no alto, a eira. Vêem-se montes de palha e palheiros!

Quem veio buscar água à fonte? No Largo, estava o meu primeiro carro (Austin mini).
Era este abaixo:


Quem serão estas pessoas/jovens? O que andavam a jogar?
E de quem eram as cabras?


Vista sul: em primeiro plano, o "Fundo do Povo" e parte da "Tapada".

Em 1995:

Fotos de Maria Irene Degiacometi (Brasil)
Em 2004:



O belo e cuidado jardim, à beira da estrada.

Em 2009:




Em 2010:
Ao centro, na Tapada, o Ti Ramiro a lavrar...

Antigamente havia aqui azinheiras e sobreiros enormes! Agora, apenas algumas pequenas azinheiras...






Foto do Raul Sonso


Vista norte, tirada da Corga.

Em 2011:







Restos da eira...

Esta e as seguintes são da autoria do Tiago Cassapo Dias.









Panorama de sudoeste, de 24 agosto 2011 (actualmente é a foto de apresentação do blogue)


Em 2015:


Em 2017:
 
Depois do incêndio de 23/24jul - de João Patrício

(mais desta desgraça, em breve...)

São excelentes! Obrigado a todos.

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Última actualização: 03ago2017