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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Feira de São Bartolomeu (dia 24ago)

     No dia 24 de agosto, comemora-se o dia de São Bartolomeu (também conhecido por Natanael, Nathanael Bar-Tholomai, Bartholomäus, Bartholomew, etc.). Foi um apóstolo que viajou por quase toda a Ásia e Médio Oriente. É também considerado o apóstolo da Arménia.

Na pintura da Última Ceia, de Leonardo da Vinci, São Bartolomeu é o apóstolo mais à esquerda.
     Em Proença, existe uma zona da vila (entrada do lado nascente, vindo do Vale Porco) chamada São Bartolomeu, assim como uma capela em sua honra. Fica mesmo em frente à Pousada das Amoras...

     Ao dia deste santo esteve sempre associada a maior feira do ano, a Feira de Agosto ou de São Bartolomeu (antigamente também conhecida por Feira das Melancias), já que as outras feiras ao longo do ano (maio e dezembro) sempre tiveram menor significado.

Montes como este eram frequentes na Feira das Melancias...
     Antigamente, não havia praticamente ninguém que não fosse à vila, por ocasião dessa feira. Quase todas as ruas de Proença (que eram poucas na altura) eram ocupadas com tendas (e toldos que protegiam do calor ou da chuva). Vendia-se e comprava-se quase de tudo, mas realço: roupas, calçado, alfaias, árvores de fruta, loiças e artigos de barro, pipas de vinho, frutas (melancia e melão), gado, etc.

     Enquanto ainda não havia a generalização do uso de veículos automóveis, dava gosto ver as estradas cheias de pessoas que se deslocavam a pé, em burros, em carroças... Poucos eram os que iam de camioneta de carreira, pois havia apenas uma ou duas, pela manhã e outras tantas ao fim da tarde, para o regresso à aldeia.

      De todas as lembranças que tenho desse dia de feira, o que mais me impressionava era a forma como os nossos pais lidavam com os negociantes: pela manhã, costumavam observar os artigos que lhes interessavam, perguntavam o preço, às vezes experimentavam (por exemplo, roupas e calçado). Mas, muitas vezes, essas compras eram feitas apenas perto do final da feira, altura em que era costume os preços baixarem, quando os negociantes estavam já a arrumar os artigos e lhes apareciam os fregueses que tinham andado antes a regatear os preços!... 
    
     Ir à feira e não comprar (e comer) melancia e, às vezes melão, não era habitual. Via-se famílias inteiras, pela hora do calor, em maior quantidade na zona da Senhora das Neves (entrada sul), a deliciarem-se com melancia apetitosa, que provinha principalmente do Ribatejo ou dos campos de Idanha/Ladoeiro.

     Também me lembro de que muitos jovens aproveitavam a deslocação para a feira, ou o regresso da mesma, para conhecer novas moças e, por vezes aí, começar um namoro!...

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Sites que pode visitar, como complemento:

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Altima_Ceia
http://www.igogo.pt/proenca-a-nova/ (Guia de turismo e lazer de Portugal. Mais de 130 mil pontos de interesse: hotéis, restaurantes, pontos turísticos, etc.)

domingo, 15 de maio de 2011

Frases (inesquecíveis ou apenas engraçadas) de valecarreirenses...

Para recordar... Quem terá escrito ou dito estas frases (ou parecidas)? Se quiser colaborar com alguma de que se lembre, informe-me...

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- "A nha mãe não cá tá nem cá tem ovos"...;
- Quando se está a fazer um trabalho, "pára-se quando está quase bom..." - (conselho de carpinteiro!);
- Esta agenda pertence a Aníbal J. O novo dono acrescentou: Agora é do irmão. - (por volta de 1962/4);
- "Se não depenicas, não és pássaro!" - (por volta de 1962/3 - todos comendo bagos de um cacho colhido no caminho para a escola...);
- "Mana, gosto tanto de ti como da Terra até ao Céu!" - (de... para a Alice); 
- "Oh mãe, eu ouvi-te dizer que ias ordenhar a chuvenisca!" - (por volta de 1962/5) - Frase referida no artigo de janeiro 2010 - "À eira, colmo!";
- "Ó Ti Marês, dê cá o nariz, que eu já cá tenho a troquês." - (por volta de 1964/5);
- "Então, Arménio, caíste?"; "Não, não; estou-me a levantar". - (a jogar à bola, por volta de 1976/8);
- "E quem é que enterra a última pessoa que morrer?" - (por volta de 1969/71);
- "Os teus pais foram pra horta e mandar dizer-te pra ires ao presunto pra merenda, quando chegasses da escola..." - (por volta de 1965/6);
- "Tu tens c´abrandecer!";
- "O cão é teu (,) irmão?" E ainda: "Vai pra casa, cão, que o teu dono também já foi (,) cão!";
- "Pra onde é que vocês vão os dois?" - "Vamos buscar palha pra nós os três!..."
- Episódio passado no Largo da Fonte: "Ó miúdo, vai-me buscar ali um copo de água." Depois de muito insistir, virou-se para quem com ele estava e disse: "O garoto é mesmo bem-mandado: é preciso mandá-lo muitas vezes!...";
- "Eu gostava de ser porco, pra comer como eles, assim a abocanhar e cas mãos dentro do prato...";
- "Bebam aí este copito de aguardente, duma só vez, e depois gritem bem alto: Ó Elvas, ó Elvas..." - (a fazer aguardente, no alambique do povo... - referido no artigo de out2010);
- "Quando eu for Zé já lavro, quando eu for Tonho tenho uma mota e quando eu for pai limpo oliveiras." - (por volta de 1969/70);
- "Vê lá se consegues trincar esta bolota..." - (praxe ou partida feita aos mais novos, junto ao forno do pão, no tempo das bolotas);
- "Ó senhor, vá-se lá embora, que se está a fazer noite!..." - (O homem era duma aldeia vizinha e tinha a alcunha de "O Noites"...);
- Havia um outro homem que tinha a alcunha de "O Brusco". Então, naqueles dias em que o tempo estava com cara de chuva, o pessoal dizia baixinho (mas para ele ouvir): "Está o tempo brusco!" Ele respondia logo de seguida: "É a put* da tua tromba, meu gaiato de merda...";
- "Eu não tenho vinho, mas deixa-me ter..." - (propositadamente para confundir com "deixa meter");
- "Eu, quando morrer, quero viajar...";
- "Ó Ti Antonho, o 'whisky' faz bem ao coração..." - (toca a esvaziar a garrafa e jogar cartas...);
- "Eu andei a fazer cachopos c'a nha mãe" - (!);
- "Temos que levar a vida conforme ela se apresenta";
- ...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Provérbios (Adágios ou Ditados Populares) - para ir actualizando...

A amar e a rezar, ninguém se pode obrigar.
A ambição cerra o coração.
A ave de rapina não canta.
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado.
A bom gato, bom rato.
A cada bacorinho vem seu S. Martinho.
A cavalo dado não se olha o dente.
A César o que é de César, a Deus o que é de Deus.
A corda parte sempre pelo lado mais fraco.
A culpa morreu solteira.
A fama longe voa, e mais depressa a má que a boa.
A fome é o melhor conduto.
A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.
A ganhar se perde, e a perder se ganha.
A ignorância é a mãe de todas as doenças.
A ignorância e o vento são do maior atrevimento.
A justiça tarda mas não falha.
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.
A lei é dura mas é a lei (ou é para cumprir).
A Lua não fica cheia num dia (ou de um dia para o outro).
A má erva depressa nasce e tarde envelhece.
A melhor cozinheira é a azeiteira.
A melhor espiga é para o pior porco.
A mentira tem pernas curtas. 
A montanha pariu um rato.
A morte abre a porta da fama e fecha a da inveja.
A morte não escolhe idades.
A morte não espera.
A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina.
A necessidade aguça o engenho.
A noite é boa conselheira.
A nuvem passa mas a chuva fica.
A ocasião faz o ladrão.
A ociosidade é mãe de todos os vícios.
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.
A palavras loucas, orelhas moucas.
A pedra e a palavra não se recolhem depois de deitadas.
A pensar morreu um burro.
A perna não faz o que o joelho quer.
A pobre não prometas e a rico não devas.
A pressa é inimiga da perfeição.
À primeira, quem quer cai; à segunda, cai quem quer.
A quem do seu foi mau despenseiro não (con)fies o teu dinheiro.
A quem tudo quer saber, nada se lhe diz.
A rir se corrigem (ou castigam) os costumes.
A santo que não conheço, não rezo nem ofereço.
A soberba nunca foi boa conselheira.
A sorte de uns é o azar de outros.
A união faz a força.
A vaidade é o espelho dos tolos.
A ventre farto, o mel amarga.
A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima.
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Água corrente não mata gente; água parada é uma facada.
Água de Julho, no rio não faz barulho.
Água e vento são meio sustento.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Águas da Ascensão (39 dias depois da Páscoa) da palha fazem grão. 
Águas passadas não movem moinhos.
Águas verdadeiras, por S. Mateus (21set) as primeiras.
Albarda-se o burro à vontade do dono (ou freguês).
Alcança quem não cansa.
Amigo não empata amigo.
Amigo que não presta e faca que não corta: que se percam, pouco importa.
Amigo verdadeiro vale mais do que dinheiro.
Amigos, amigos, negócios à parte.
Amigos dos meus amigos, meus amigos são.
Amor com amor se paga.
Amor de pais não há jamais.
Amor e dinheiro não querem parceiro.
Amores arrufados, amores dobrados.
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar. (ver artigo de 22dez2011)
Ande o verão por onde andar, pelo S. João cá vem parar. (ou Ande por onde andar o verão, há de vir no S. João.)
Ano de nevão é ano de pão.
Antes calar que mal falar.
Antes causar inveja do que dó.
Antes mau ano que mau vizinho.
Antes minha face com fome amarela, que vergonha nela.
Antes que o mal cresça, corta-se pela raiz.
Antes que te cases, vê o que fazes.
Antes quebrar que torcer.
Antes quero asno que me leve, que cavalo que me derrube.
Antes tarde do que nunca.
Ao meio-dia, ou carrega ou alivia (a chuva).
Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo.
Ao rico, mil amigos se deparam; ao pobre, seus irmãos o desamparam.
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas.
Aquele que me tira do perigo é meu amigo.
Aquilo que sabe bem, ou faz mal ou é pecado.
As aparências iludem.
As boas contas fazem os bons amigos.
As favas, maio as dá, maio as leva.
As manhãs de Abril são doces de dormir.
As más notícias sabem-se depressa.
As obras falam, as palavras calam.
As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.
As palavras voam, a escrita fica.
As paredes têm ouvidos.
As sopas e os amores, os primeiros são os melhores.
Até ao lavar dos cestos é vindima.
Atrás de mim virá quem bem (ou mal) de mim dirá.
Atrás de quem corre, não falta valente.
Ave que canta demais não sabe fazer o ninho.
Ave só não faz ninho.
Aveia de Fevereiro enche o celeiro.
Azar no jogo, sorte no amor.
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo.

Baleias no canal, terás temporal.
Barco parado não faz viagem.
Barriga não tem fiador.
Barriga cheia, companhia desfeita.
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz.
Boca aberta: ou entra mosca ou sai asneira.
Boca que apetece, coração que padece.
Boda molhada, boda abençoada.
Boi velho gosta de erva tenra.
Bons dias em Janeiro, enganam o homem em Fevereiro.
Burro velho não aprende línguas.
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura.

Cá se fazem, cá se pagam.
Cabrito de um mês, queijo de três.
Cada cabeça sua sentença.
Cada cor, seu paladar.
Cada leitão em sua teta.
Cada macaco no seu galho,
Cada maluco com a sua mania.
Cada ovelha com sua parelha.
Cada panela tem a sua tampa.
Cada qual com seu igual.
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato (ou onde lhe doem os calos).
Cada terra com seu uso e cada roca com seu fuso.
Cada um é para o que nasce.
Cada um puxa a brasa à sua sardinha.
Cada um sabe as linhas com se cose.
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos.
Cadelas apressadas parem cachorros cegos.
Caminho começado é meio andado.
Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
Cão que ladra não morde.
Casa de esquina, ou morte ou ruína.
Casa o filho quando quiseres, a filha quando puderes.
Casa onde entra o sol não entra o médico.
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Casa roubada, trancas à porta.
Casamento, apartamento.
Casarás e amansarás.
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Cesteiro que faz um cesto faz um cento, se lhe derem verga e tempo.
Chuva de São João tira vinho e não dá pão (ou bebe o vinho e come o pão).
Círculo na Lua (ou no Sol), água na rua.
Com a verdade me enganas.
Com amigos desses, quem precisa de inimigos?
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado.
Com o fogo não se brinca.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Com um olho no prato, outro no gato.
Come para viver, não vivas para comer.
Comer e coçar, o mal é começar.
Como fizeres, assim acharás.
Conforme se toca, assim se dança.
Contra a força, não há resistência.
Contra factos, não há argumentos.
Criou a fama, deite-se na cama.

Da discussão nasce a luz (e, às vezes, cabeças partidas).
Da mão à boca vai-se a sopa.
Dá Deus nozes (ou pão) a quem não tem dentes.
De boas intenções está o inferno cheio.
De Espanha (ou nascente) nem bom vento nem bom casamento.
De médico (ou sábio) e de louco, todos nós temos um pouco.
De noite, todos os gatos são pardos.
De pequenino se torce o pepino.
Debaixo da pior moita, sai o melhor coelho.
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.
Depois da tempestade vem a bonança. (ver art. de 20jan2013)
Depois de fartos, não faltam pratos.
Depressa e bem não há quem.
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra.
Deus ajuda quem cedo madruga.
Deus dá o frio conforme a roupa.
Deus escreve direito por linhas tortas.
Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce.
Devagar se vai ao longe.
Dinheiro não traz felicidade (mas ajuda muito).
Diz o roto ao nu: 'Porque não te vestes tu?'.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Do boi manso me guarde Deus, que do bravo me guardo eu!
Do homem é o errar; da besta, o teimar.
Do Natal a Santa Luzia, cresce um palmo cada dia.
Dos fracos não reza a história.
Dos males, o menor.

É Carnaval, nada parece mal.
É mais fácil prometer que dar.
É na adversidade que se vê a amizade.
É preciso ver para crer.
Em Abril, águas mil.
Em boca fechada não entra mosca.
Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Em cima de melão, vinho de tostão.
Em Dezembro chuva, em Agosto uva.
Em Dezembro, treme de frio cada membro.
Em dia de festa, a barriga atesta.
Em Janeiro, cresce o dia meia-hora por inteiro; mas quem bem contar, uma hora há de achar.
Em Janeiro, sobe ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.
Em Julho, debulhar.
EMaioio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho, a cesto e a punho.
Em Março, onde quero eu passo.
Em Novembro, põe tudo a secar, que pode o sol não voltar.
Em Roma, faz como os romanos.
Em Setembro e Março, tanto durmo como faço.
Em Setembro, vindimar.
Em tempo de figos, não há amigos.
Em tempo de guerra mentira é como terra.
Em tempo de guerra não se limpam armas.
Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Enquanto há vida, há esperança.
Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Entrada de leão, saída de sendeiro.
Entre marido e mulher, não metas a colher.
Errando é que se aprende.
Errar é humano.
Erva daninha a geada não mata.

Fala-se no diabo e aparece-lhe o rabo.
Falar é fácil; o difícil é fazer.
Falar é prata, calar é ouro.
Faz o bem sem olhares a quem.
Fé em Deus e pé na tábua (ou no acelerador).
Feio é roubar e não poder carregar.
Fevereiro (ou Janeiro) quente traz o diabo no ventre.
Fia-te na Virgem (e não corras).
Filho de peixe sabe nadar.
Filho és, pai serás (assim como fizeres, assim acharás).
Filhos criados, trabalhos dobrados.

Gaivotas em terra, tempestade no mar.
Galinha do campo (ou do mato) não quer capoeira.
Galinha velha é que faz boa canja.
Gato escaldado, de água fria tem medo.
Geada na lama, chuva na cama.
Generoso como ninguém é aquele que nada tem.
Gordura é formosura.
Grande gabador, pequeno fazedor.
Grão a grão, enche a galinha o papo.
Guarda que comer, não guardes que fazer.
Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra.
Guardado está o bocado para quem o há de comer.

Há males que vêm por bem.
Há mar e mar, há ir e voltar.
Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
Haja saúde e coza o forno (mas que seja o pão nosso).
Homem pequenino, ou é velhaco ou dançarino.
Homem prevenido vale por dois.

Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto.
Imita a formiga e viverás sem fadiga.

Já a pulga tem catarro!
Janeiro fora, mais uma hora.
Junho calmoso, ano famoso.
Junho chuvoso, ano perigoso.
Junho dorme-se sobre o punho.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho não dá nada; mata a fome com a cevada.
Junho quente, Julho ardente.

Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho, foice (ou foicinha) em punho.
Junta-te aos bons, serás como eles; junta-te aos maus, serás pior do que eles.

Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão.
Lava mais água suja do que mulher asseada.
Leite de vaca não mata bezerro.
Logo que outubro venha, procura lenha.
Longe da vista, longe do coração.
Lua deitada, marinheiro de pé.
Lua nova marçalina (de março) trovejada 30 dias é molhada.
Luar de janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de agosto, que lhe dá no rosto.
Lugar ventoso, lugar sem repouso.

Macaco velho não trepa galho seco.
Madruga e verás, trabalha e terás.
Maio claro e ventoso faz o ano rendoso.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.
Mais homens se afogam num copo do que no mar.
Mais vale cair em graça do que ser engraçado.
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto.
Mais vale prevenir que remediar. 
Mais vale ser Rainha por um dia, do que escrava toda a vida.
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha.
Mais vale só que mal acompanhado.
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar.
Mais vale um pé no travão que dois no caixão.
Mais vale um que saiba mandar do que cem a trabalhar.
Mais vale uma palavra antes que duas depois.
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital.
Manda quem pode, obedece quem deve.
Mãos frias, coração quente (e amor para sempre).
Mãos quentes, amores ausentes.
Março marçagão, manhãs de inverno e tardes de verão.
Morra Marta, morra farta.
Morrer por morrer, morra o meu pai que é mais velho.
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Muita parra, pouca uva.
Muito alcança quem não cansa.
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá.
Muito esquece quem não sabe.
Muito riso, pouco siso.
Muitos cozinheiros estragam a sopa.
Mulher doente, mulher pra sempre.

Na Lua Cheia não cortes pau nem veia.
Nada como um dia depois do outro.
Não adianta chorar sobre o leite derramado.
Não batas mais no ceguinho.
Não contes com o ovo no cu da galinha.
Não dá a bota com a perdigota.
Não dá quem tem, dá quem quer bem.
Não deites foguetes antes da festa.
Não é com palha que se apaga o fogo.
Não é com vinagre que se apanham moscas.
Não há amor como o primeiro.
Não há bela sem senão.
Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.
Não há duas sem três.
Não há fome que não dê em fartura.
Não há fumo sem fogo.
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe.
Não há regra sem excepção.
Não há rosas sem espinhos.
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça.
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
Não ponhas o carro à frente dos bois.
Não tenhas mais olhos que barriga.
Não vendas a pele do urso antes de o matar.
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes.
Nem oito nem oitenta.
Nem sempre nem nunca.
Nem só de pão vive o homem.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Nem tudo o que reluz é ouro.
Nem tudo o que sobe cai.
Nem tudo o que vem à rede é peixe.
Ninguém diga "desta água não beberei".
Ninguém fica para semente.
No aperto e no perigo se conhece o amigo.
No meio está a virtude.
No melhor pano cai a nódoa.
No poupar é que está o ganho.
No princípio ou no fim, Abril é ruim.
No S. João, a sardinha pinga no pão.
No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
Norte frio, água no rio.
Nunca digas "desta água não beberei".
Nuvem baixa, sol que racha.

O barato sai caro.
O bom filho a casa torna.
O bom julgador por si se julga.
O casamento e a mortalha no céu se talha.
O feitiço vira-se contra o feiticeiro.
O fruto proibido é o mais apetecido.
O futuro a Deus pertence.
O homem põe e Deus dispõe.
O maio me molha, o maio me enxuga.
O novo, por não saber, e o velho, por não poder, deitam tudo a perder.
O óptimo é inimigo do bom.
O primeiro milho é dos pardais.
O prometido é devido.
O que a água dá, a água leva.
O que arde cura, o que coça sara e o que aperta segura.
O que está feito, feito está.
O que não mata, engorda.
O que não tem remédio, remediado está.
O que tem que ser tem muita força.
O saber não ocupa lugar.
O segredo é a alma do negócio.
O seguro morreu de velho (e a prudência foi ao seu enterro).
O seu a seu dono.
O Sol quando nasce é para todos (e a Lua é para quem a merece).
Olho por olho, dente por dente.
Olhos que não vêem, coração que não sente.
Onde come um, comem dois.
Os amigos são para as ocasiões.
Os cães ladram e a caravana passa.
Os dias de Natal são saltos de pardal.
Os homens não se medem aos palmos.
Os opostos atraem-se.
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Ovelha que berra, bocado que perde.

Paga o justo pelo pecador.
Palavra de rei não volta atrás.
Palavras, leva-as o vento.
Para a frente é que é andar.
Para baixo, todos os santos ajudam; para cima, só um e é coxo.
Para bom entendedor meia palavra basta.
Para bom mestre, não há má ferramenta.
Para grandes males, grandes remédios.
Para morrer basta estar vivo.
Para quem é, bacalhau basta.
Para ser um bom ano de pão, deve haver três nevadas e um nevão.
Parar é morrer.
Passarinhos e pardais não são todos iguais.
Patrão fora, dia santo na loja.
Pau que nasce torto jamais se endireita.
Pedra que rola não cria limo.
Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir, dai-o.
Peixe não puxa carroça.
Pela boca morre o peixe.
Pelo andar da carruagem, se vê quem lá vai dentro.
Pelo S. João a sardinha pinga no pão.
Pelo S. João deve o milho cobrir o chão.

Pelo S. Tiago (25jul), pinta o bago.
Pelo S. Lourenço (10ago), vai à vinha e enche o lenço.
Pelo S. Martinho (11nov), vai à adega e prova o vinho.
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber.
Perdido por cem, perdido por mil.
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco.
Pintos de S. João pela Páscoa ovos dão.
Pior cego é o que não quer ver.
Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.
Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera.
Porcos com frio e homens com vinho fazem grande ruído.
Pra frente, que atrás vem gente.
Pra trás mija a burra.
Preso por ter cão, preso por não ter (ou por ter gato).
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer.
Primeiro a obrigação, depois a devoção.

Quando a esmola é grande, o santo desconfia.
Quando Deus queria, até do norte chovia.
Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão.
Quando mal, nunca pior.
Quando mija um português, mijam dois ou três.
Quando o ano é de leite, até os bodes o dão.
Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.
Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas.
Quando um cai, todos o pisam.
Quando um não quer, dois não discutem.
Quanto mais alto se sobe, maior é o tombo.
Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães.
Quanto mais depressa, mais devagar.
Quanto mais me bates, mais gosto de ti.
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima (ou mais te vêem o cu).
Que a mão direita não saiba o que a esquerda dá.
Quem anda à chuva, molha-se.
Quem anda de boca aberta, ou entra mosca ou sai asneira.
Quem assim fala, não é gago.
Quem bem nada, não se afoga.
Quem boa cama fizer nela se deitará.
Quem brinca com o fogo queima-se. (Mas tem a vantagem de se aprender a lidar com ele...)
Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgum lado lhe vem.
Quem cala, consente.
Quem canta, seu mal espanta.
Quem casa em Agosto, não casa a gosto.
Quem casa não pensa, quem pensa não casa.
Quem casa quer casa.
Quem com ferros mata, com ferros morre.
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa.
Quem comeu a carne que roa os ossos.
Quem conta um conto, acrescenta um ponto.
Quem convida de véspera, não quer que vá à festa.
Quem corre por gosto não cansa.
Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar.
Quem dá o pão, dá a educação.(ou Quem dá o pão, também dá o pau.)
Quem desdenha quer comprar.
Quem diz a verdade, não merece castigo.
Quem diz as verdades, perde as amizades.
Quem diz o que quer, ouve o que não quer.
Quem é amigo de todos, não é de ninguém.
Quem é vivo sempre aparece.
Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
Quem em Maio não merenda, aos mortos (ou finados) se encomenda.
Quem em novo não trabalha, em velho come palha.
Quem escorrega também cai.
Quem espera, desespera.
Quem espera sempre alcança.
Quem está de fora, não racha lenha.
Quem está mal, que se mude.
Quem está (ou vive) no convento é que sabe o que lá vai dentro.
Quem estraga velho, paga novo.
Quem fala no barco, quer embarcar.
Quem faz o que pode (ou dá o que tem), a mais não é obrigado.
Quem feio ama, bonito lhe parece.
Quem mais jura, é quem mais mente.
Quem mais tem, mais quer.
Quem mal anda, mal acaba.
Quem muito chora, pouco mija.
Quem muito dorme, pouco aprende.
Quem muito fala (ou escolhe), pouco acerta.
Quem (bem) nada, não se afoga.
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece.
Quem não arrisca, não petisca.
Quem não chora, não mama.
Quem não come por ter comido, não é mal de perigo.
Quem não confia, não é de confiar.
Quem não deve, não teme.
Quem não pode, arreia.
Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.
Quem não sabe é como quem não vê.
Quem não se aventurou, não perdeu nem ganhou.
Quem não se sente, não é filho de boa gente.
Quem não semeia, não colhe.
Quem não te conhece, que te compre.
Quem não tem cão, caça com gato.
Quem não tem dinheiro não tem vícios.
Quem não tem panos não arma tendas.
Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra.
Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.
Quem não trabuca não manduca.
Quem nasceu para a forca não morre afogado.
Quem o alheio veste, na praça o despe.
Quem o seu cão quer matar, chama-lhe raivoso.
Quem paga adiantado é mal servido.
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte.
Quem planta no Outono, leva um ano de abono.
Quem quer boleta (bolota), que trepa (trepe, suba).
Quem quer faz (ou vai), quem não quer manda.
Quem quer festa, sua-lhe a testa.
Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina.
Quem sabe, sabe; quem não sabe, aprende
Quem sai aos seus não degenera. (por brincadeira: "quem... não é de Genebra")
Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
Quem tarde vier, comerá do que trouxer (ou houver).
Quem te avisa, teu amigo é.
Quem te cobre, que te descubra.
Quem tem amigos assim, não precisa de inimigos.
Quem tem boca vai a Roma.
Quem tem burro e anda a pé mais burro é.
Quem tem calos, não se mete em apertos.
Quem tem capa sempre escapa.
Quem tem cem mas deve cem pouco tem.
Quem tem filhos tem cadilhos.
Quem tem medo, fica em casa (ou compra um cão).
Quem tem telhados de vidro não atira pedras.
Quem tem unhas é que toca viola.
Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita.
Quem tudo quer tudo perde.
Quem vai à guerra dá e leva.
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento.
Quem vai ao mar avia-se em terra.
Quem vai para a cama sem ceia, toda a noite rabeia.
Quem vê caras não vê corações.
Quem vier atrás que feche a porta.
Querer é poder.
Queres um conselho? Pede-o ao velho.

Recordar é viver.
Rei morto, rei posto.
Ri melhor, quem ri por último.
Rir é o melhor remédio.
Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Roupa suja lava-se em casa.

Saber esperar é uma grande virtude.
Saco cheio não verga.
Santos da casa (ou da terra) não fazem milagres.
São mais as vozes que as nozes.
Se a Candelária (Senhora das Candeias - dia 02fev) chora, está o Inverno fora; se a Candelária rir, está o Inverno para vir.
Se cair, do chão não passa.
Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes!
Se o velho pudesse e o novo quisesse, nada havia que não se fizesse.
Se queres um bom alhal, semeia-o pelo Natal.
Se queres ver o teu corpo, abre o teu porco.
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei.
Sem eira nem beira.
Sem ovos não se fazem omeletes.
Semeia e cria: terás (ou viverás com) alegria.
Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes. - (ver artigo de 19set2011)
Só a morte não tem remédio.
Só se lembra de Santa Bárbara, quando troveja.
Só trabalha quem não sabe fazer mais nada.
Só vemos os argueiros nos olhos dos outros, mas não vemos as 'traves' nos nossos.
Sol de Junho madruga muito.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que um dia lá fica a asa.
Tão ladrão é o que vai à horta (ou vinha) como o que fica à porta (ou espreita).
Tempo é dinheiro.
Tempo perdido nunca se recupera.
Toda a brincadeira tem sempre um pouco de verdade.
Todo o burro come palha; a questão é saber dar-lha.
Todo o homem tem o seu preço.
Todos os caminhos vão dar a Roma.
Tostão a tostão se faz um milhão.
Tristezas não pagam dívidas.
Tudo está bem quando acaba em bem.
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.

Um burro carregado de livros parece (ou não é) doutor.
Um dia é da caça, o outro é do caçador.
Um dia não são dias.
Um homem atrapalhado é pior do que uma mulher bêbada.
Um olho no burro, outro no cigano.
Um rico avarento não tem amigo nem parente.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
Uma andorinha não faz a Primavera.
Uma desgraça (ou mal) nunca vem só.
Uma maçã por dia dá uma vida sadia.
Uma mão lava a outra; e ambas lavam a cara.
Uma mentira repetida torna-se verdade.
Uns comem os figos, a outros rebentam-lhes os lábios.

Vão-se os anéis, ficam os dedos.
Vaso ruim não quebra.
Velho casado com nova, filhos até à cova.
Velho com nova, ou corno ou cova.
Velho e namorado, cedo enterrado.
Velhos são os trapos.
Vem a guerra, vai-se a guerra, mas fica a terra.
Vender (ou comer) gato por lebre.
Venha quem vier, que venha por bem.
Vinho e amigo, do mais antigo.
Viver não custa; custa é saber viver.
Voz corrente muito mente.
Voz do povo, voz de Deus.
Vozes (ou zurros) de burro não chegam aos céus.

Xarope bem feito nem sempre surte efeito.

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

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Actualização de 09nov2017