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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Mais imagens do temporal (ciclone) daquele sábado (em vídeo)...
À experiência, aqui vai o meu primeiro vídeo do blogue. Pretendo mostrar vários efeitos do mau tempo daquele sábado (19jan2013) através de imagens elaboradas por mim ou recolhidas de diversos sites... Vejamos se sai bem!...
Veja acima a sequência de imagens: avisos, o ciclone antes de entrar no Minho, o seu trajecto estimado, destruição em terra e no mar, bem como perturbações na aviação...
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domingo, 20 de janeiro de 2013
O mau tempo do sábado, dia 19jan2013...
"Depois da tempestade vem a bonança", diz o provérbio. E confirmou-se: tivemos hoje um dia com pouco vento, embora ainda com chuva...
O dia 19jan2013 fica marcado por um temporal enorme, de norte a sul, com muitos prejuízos contabilizados ou a contabilizar ainda. Apresento aqui alguma informação sobre o que aconteceu. Provavelmente, no futuro surgirão informações mais rigorosas sobre a situação vivida neste terrível dia de sábado, em Portugal Continental... (Por isso, estes dados não têm grande exactidão ou rigor. Tal poderá suceder nos estudos que o IPMA - "ex. IM" - venha a realizar/divulgar...)
A aproximação e passagem duma depressão intensa, na fase de "ciclogénese explosiva" (com pressão atmosférica em rápido cavamento/decréscimo), vinha sendo prevista nos diversos modelos de previsão... Embora a situação tenha ainda sido um pouco mais severa do que indiciavam a generalidade das previsões/modelos (nalguns casos, o erro foi de quase 10 hPa), suponho que não houve maiores fatalidades pelo facto de os avisos meteorológicos e da Protecção Civil terem sido atempados... (Ou ainda pelo facto de ter ocorrido num fim de semana - ?! -...)
![]() |
| Avisos do IPMA. |
![]() |
| Problemas no ar, em terra e no mar (fotos Sapo.pt, asbeiras.pt e local.pt) |
Poderemos
falar dum ciclone? Sem prejuízo de novos dados e revelações que venham a ser
feitos pelas autoridades competentes, eu considerá-lo-ia como tal. Desde fevereiro de 1941,
que Portugal Continental não era atingido por uma depressão com valor tão
baixo. O centro penetrou no Minho ao princípio da manhã e deslocou-se
de WNW para ESE, atravessou a região do Douro, tendo entrado em
Espanha ainda antes do meio dia...
![]() |
| Trajecto estimado do ciclone. |
Comecemos por ver a imagem do satélite de órbita polar NOAA-19, das 02:28 do dia 19 - (a letra L indica a posição de Lisboa, aprox.):
Já nessa imagem se notava o típico formato (gancho) das depressões em cavamento rápido (também conhecido por "ciclogénese explosiva"). E daí até às 06 horas, acentuou-se o centro-imagem do ciclone. A partir daí, começou a mistura de massas de ar no centro e a depressão deixou de cavar.
Em termos de vento, o máximo de actividade sentiu-se ao longo da manhã, com muitas rajadas entre os 100 e os 140 km/h. A precipitação mais intensa verificou-se durante a noite e atingiu valores apreciáveis (entre 40 e 70 mm, em 12 horas). A seguir estão imagens de satélite que mostram o evoluir e deslocação do mesmo, de 6 em 6 horas.
| 00 H |
| 06 H |
| 12 H |
| 18 H |
![]() |
| Imagem satélite da Univ. Wisconsin-Madison (CIMSS). Gráfico da pressão em Pedras Rubras, do site do IPMA. |
Eu apenas tinha passado por uma experiência semelhante a esta. Nos Açores - creio que em fev1989 - uma depressão tão explosiva como esta, atravessou o Grupo Central do arquipélago com tal violência que, na Base das Lajes, a pressão atmosférica foi de cerca de 955 hPa...
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(Veja mais provérbios, no artigo de 09mai2011...)
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(Veja mais provérbios, no artigo de 09mai2011...)
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Ande o frio por onde andar...
Lembrei-me hoje de escrever sobre o ditado popular (provérbio) muito conhecido "Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar".
Uma das razões que me levaram a escrever sobre isto tem a ver com o tempo relativamente ameno que temos tido desde o final do verão. De facto, tivemos setembro e a primeira parte de outubro com tempo seco e temperaturas bem acima do normal. Depois choveu bastante, no final de outubro. E mais recentemente, a chuva voltou a afastar-se: desde 22nov até 09dez não choveu; depois choveu pouco de 10 a 16dez...
Assim, o tempo frio quase ainda não apareceu. Nas regiões do litoral ou próximo, ainda as temperaturas não baixaram dos 6 a 8 graus e, no interior, apenas em alguns pontos mais altos e no interior das Beiras e Trás-os-Montes, a temperatura já foi negativa... É normal, em quase todos os anos, por esta altura em minha casa já se ter acendido a lareira, mas este ano ainda não foi preciso!...
Sabe-se que a natureza (plantas, animais...) agem em função dos valores do tempo/clima. Com este tempo ameno e incaracterístico, algumas árvores, plantas, vegetação rasteira, etc. ficaram "baralhadas": foi como se estivessem já na primavera! Vejam aqui umas fotos, tiradas entre os dias 22dez e 22jan, em Massamá:
Assim, o tempo frio quase ainda não apareceu. Nas regiões do litoral ou próximo, ainda as temperaturas não baixaram dos 6 a 8 graus e, no interior, apenas em alguns pontos mais altos e no interior das Beiras e Trás-os-Montes, a temperatura já foi negativa... É normal, em quase todos os anos, por esta altura em minha casa já se ter acendido a lareira, mas este ano ainda não foi preciso!...
Sabe-se que a natureza (plantas, animais...) agem em função dos valores do tempo/clima. Com este tempo ameno e incaracterístico, algumas árvores, plantas, vegetação rasteira, etc. ficaram "baralhadas": foi como se estivessem já na primavera! Vejam aqui umas fotos, tiradas entre os dias 22dez e 22jan, em Massamá:
Uma figueira, que já há semanas começou a ganhar folhas e figos!...
Alecrim em flor e ervas em crescimento, sem sinais de frio...
Mas este tempo ameno não vai continuar, pois, como diz o ditado a que se faz referência, vem aí um maior arrefecimento, pelo que as temperaturas vão descer, o frio acentuar-se. Com ele, aumentarão as geadas e o gelo (pela madrugada).
Agasalhe-se, pois. E cuidado com o piso escorregadio!... Veja as previsões, usando as ligações na barra do lado direito do blogue...
Agasalhe-se, pois. E cuidado com o piso escorregadio!... Veja as previsões, usando as ligações na barra do lado direito do blogue...
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A sesta
Dormir a sesta toda a gente sabe o que é. Mas esse hábito de "passar pelas brasas", depois do almoço, era antigamente muito mais frequente do que agora.
Na nossa aldeia (e em toda a região, aliás como acontece no interior de quase toda a Península Ibérica e mesmo em muitos outros países), era quase um ritual sagrado: tinha de se dormir a sesta, depois do almoço, no período do verão. Servia tanto para recuperar de noites mal dormidas (devido ao calor sentido dentro de casa, pois não havia aparelhos de ar-condicionado ou ventoinhas, como agora), como pelo facto das pessoas se levantarem normalmente cedo (para trabalhar nas horas mais frescas). Por isso, as pessoas sentiam necessidade de dormir a sesta.
Não só os pais dormiam a sesta, mas também os filhos... Alguns chegavam a fugir de casa, sorrateiramente, e ir "para o pulo", em vez de descansar...
A sesta começava mal chegava o calor do verão (às vezes logo em maio, mas principalmente a partir do princípio de junho). O final do período de sesta coincidia com a Feira de Setembro, na Sobreira Formosa (dia 8). Lembro-me do meu pai dizer muitas vezes que esse era o último dia de sesta, pois os nossos antepassados seguiam à risca essa tradição!
Antigamente, era hábito dormir-se/descansar-se durante 1 hora ou mais, depois do almoço. Há quem opine, hoje em dia, que a duração da sesta não deve exceder os 20/30 minutos. Mas é meu entender que isso apenas se aplica a quem não passa pelos rigores do verão, como acontece por estas bandas...
Para complemento deste assunto, recomendo que visite a ligação seguinte, em castelhano, com o título (traduzido) "A sesta, um prazer recomendado que pode ser contraproducente se se prolonga demasiado":
Depois de ler esse excerto, pode visitar também outras partes do artigo... (Se não as acha, use a ligação anterior e substitua apenas o número 4 por 1, 2 ou 3)
Agora, talvez concorde que é bom recuperar ou, pelo menos, não deixar acabar os bons hábitos, como este de dormir a sesta...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O outono começou quente e seco! Mas, por fim, a chuva apareceu (e em força!). Depois, o inverno foi de secura extrema!...
Creio que ninguém se lembrará de algum mês de setembro ou outubro tão quentes e secos como estes... (Acrescentado em 12nov2017: e neste ano, até o novembro está a sê-lo). Quero dizer-vos que, à nossa latitude, isto pode acontecer. E a explicação é conhecida dos meteorologistas. As latitudes médias (± entre 30 e 55 graus), ao contrário das latitudes baixas (próximo do Equador) ou das altas (mais perto dos polos), não têm uma regularidade climática. Ou seja, as ditas "estações do ano" normalmente não têm início e fim exatamente na altura dos equinócios e solstícios.
Por isso, acontecem períodos mais ou menos longos (de algumas até mais de um mês), em que Portugal é atingido por uma massa de ar vinda de este, transportado por um anticiclone que se mantém estacionado a norte da Península Ibérica. Normalmente, os anticiclones movem-se (não tanto como as depressões), mas nestes casos, acontece que permanecem mais ou menos na mesma posição, impedindo que depressões, frentes e massas de ar marítimo (húmido) atinjam Portugal. Quando tal acontece, chama-se anticiclone de bloqueio...
O ar que nos atinge, transportado pela circulação desses anticiclones tem, pois, um trajeto continental, pelo que é seco. Assim, não chove por vezes durante um único dia do mês (ou eventualmente apenas aparece alguma precipitação num ou noutro dia, por acaso). E esse ar tanto pode ser relativamente quente (no princípio do outono - frequentemente - ou mesmo na primavera - mais raramente), como relativamente frio (no inverno). Neste último caso, temos geadas e gelo persistentes...
O mês de setembro passado teve precipitação apenas nos 3 ou 4 primeiros dias. E o de outubro continuou seco até ao dia 22/23. Isto perfez um total de 7 semanas sem precipitação! O normal teria sido nesse período terem caído, em termos médios, à volta de 200 mm (l/m2) de chuva, no Norte, cerca de 100, no Centro, e pelo menos 50, no Sul... As temperaturas, no período 05set-15out, estiveram sempre bastante acima do normal: por exemplo, em Castelo Branco (em Proença terá sido muito semelhante), as máximas foram sempre superiores a 26º C, tendo chegado a cerca de 34º em setembro e 33º em outubro! Mas houve locais do país com valores de mais de 35 ou 36!...
Entretanto, finalmente choveu (e bastante) desde 22 ou 23 até 27, atingindo-se precipitações acima do normal para igual período de tempo (houve locais onde caíram mais de 100 mm). Evidentemente, teria de haver perturbações e estragos significativos (inundações, pontes submersas, queda de árvores, derrube de postes e coberturas de edifícios, estufas danificadas, encerramento de barras dos portos, etc. Com tudo isto, e como quase sempre acontece, há vítimas...)
Com a mudança de tempo, a temperatura desceu acentuadamente até valores próximos do normal ou ligeiramente abaixo e caiu o primeiro nevão, na Serra da Estrela e noutras serras mais altas do Norte.
Então voltou a confirmar-se o provérbio que diz que setembro (e mesmo outubro) "seca fontes" ou "leva pontes"... Primeiro houve seca/calor; depois, inundações/estragos!...
Como complemento do que disse (e não só), lembrei-me dalgumas conclusões com que fiquei quando fiz um estudo climático de diversos aeródromos de Portugal, desde meados do século passado:
- Há anos em que, no período normalmente mais favorável à ocorrência de chuva (outono, inverno e primavera), durante um mês inteiro (ou até ligeiramente mais), as precipitações são nulas ou muito pequenas (inferiores a 10 mm), especialmente nas regiões do Centro e do Sul;
- A temperatura máxima extrema anual costuma ocorrer em julho ou agosto, mas também se tem verificado em junho ou setembro;
- Em alguns anos, o final de março e, mais frequentemente, abril e/ou maio também têm temperaturas altas...
Lembro-me de, por exemplo: 38º C em Lisboa, num 13 de maio (de 1978 ou 1979); 30º, no fim de março - (algumas pessoas mais idosas afirmam que, por volta de 1970, estiveram perto de 40º no fim de março, mas não pude confirmar). Também me lembro de estar a nevar na Serra da Estrela, num dia 10 de junho; houve um ano, (no final dos anos 70 ou princípio de 80) em que choveu todos os dias de junho, na nossa aldeia (trovoadas de origem térmica) - até o meu pai não se cansava de falar disso, pois os ribeiros e ribeiras não deixaram de correr...
Finalmente, também me lembro dos mais antigos dizerem que foi depois da II Guerra Mundial (1939-1945), ou mais ou menos por volta de 1950, que o tempo "começou a andar descontrolado"...
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Acrescentado em 03nov:
Se calhar, vem a propósito um pouco de humor, relativo à muita chuva que tem caído (desde 22out até hoje, 03nov):
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Acrescentado em 04mar2012:
O resto do inverno foi de uma secura alarmante! Quarenta e tal dias sem chuva, em quase todo o país: de meados de janeiro até aos primeiros dias de março... As reservas de água (barragens/albufeiras) só não estão pior porque houve precipitação abundante no período 22out a 23nov...
E as perspetivas para este mês não são animadoras!... Vá seguindo as observações/previsões, clicando nas ligações da barra lateral direita do blogue, em "INFORMAÇÃO DO TEMPO".
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Nota: Estes dados são muito superficiais. Comparar com os dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera - ver o seu site (www.ipma.pt), no separador "Clima".
Por isso, acontecem períodos mais ou menos longos (de algumas até mais de um mês), em que Portugal é atingido por uma massa de ar vinda de este, transportado por um anticiclone que se mantém estacionado a norte da Península Ibérica. Normalmente, os anticiclones movem-se (não tanto como as depressões), mas nestes casos, acontece que permanecem mais ou menos na mesma posição, impedindo que depressões, frentes e massas de ar marítimo (húmido) atinjam Portugal. Quando tal acontece, chama-se anticiclone de bloqueio...
O ar que nos atinge, transportado pela circulação desses anticiclones tem, pois, um trajeto continental, pelo que é seco. Assim, não chove por vezes durante um único dia do mês (ou eventualmente apenas aparece alguma precipitação num ou noutro dia, por acaso). E esse ar tanto pode ser relativamente quente (no princípio do outono - frequentemente - ou mesmo na primavera - mais raramente), como relativamente frio (no inverno). Neste último caso, temos geadas e gelo persistentes...
O mês de setembro passado teve precipitação apenas nos 3 ou 4 primeiros dias. E o de outubro continuou seco até ao dia 22/23. Isto perfez um total de 7 semanas sem precipitação! O normal teria sido nesse período terem caído, em termos médios, à volta de 200 mm (l/m2) de chuva, no Norte, cerca de 100, no Centro, e pelo menos 50, no Sul... As temperaturas, no período 05set-15out, estiveram sempre bastante acima do normal: por exemplo, em Castelo Branco (em Proença terá sido muito semelhante), as máximas foram sempre superiores a 26º C, tendo chegado a cerca de 34º em setembro e 33º em outubro! Mas houve locais do país com valores de mais de 35 ou 36!...
Entretanto, finalmente choveu (e bastante) desde 22 ou 23 até 27, atingindo-se precipitações acima do normal para igual período de tempo (houve locais onde caíram mais de 100 mm). Evidentemente, teria de haver perturbações e estragos significativos (inundações, pontes submersas, queda de árvores, derrube de postes e coberturas de edifícios, estufas danificadas, encerramento de barras dos portos, etc. Com tudo isto, e como quase sempre acontece, há vítimas...)
Com a mudança de tempo, a temperatura desceu acentuadamente até valores próximos do normal ou ligeiramente abaixo e caiu o primeiro nevão, na Serra da Estrela e noutras serras mais altas do Norte.
Como complemento do que disse (e não só), lembrei-me dalgumas conclusões com que fiquei quando fiz um estudo climático de diversos aeródromos de Portugal, desde meados do século passado:
- Há anos em que, no período normalmente mais favorável à ocorrência de chuva (outono, inverno e primavera), durante um mês inteiro (ou até ligeiramente mais), as precipitações são nulas ou muito pequenas (inferiores a 10 mm), especialmente nas regiões do Centro e do Sul;
- A temperatura máxima extrema anual costuma ocorrer em julho ou agosto, mas também se tem verificado em junho ou setembro;
- Em alguns anos, o final de março e, mais frequentemente, abril e/ou maio também têm temperaturas altas...
Lembro-me de, por exemplo: 38º C em Lisboa, num 13 de maio (de 1978 ou 1979); 30º, no fim de março - (algumas pessoas mais idosas afirmam que, por volta de 1970, estiveram perto de 40º no fim de março, mas não pude confirmar). Também me lembro de estar a nevar na Serra da Estrela, num dia 10 de junho; houve um ano, (no final dos anos 70 ou princípio de 80) em que choveu todos os dias de junho, na nossa aldeia (trovoadas de origem térmica) - até o meu pai não se cansava de falar disso, pois os ribeiros e ribeiras não deixaram de correr...
Finalmente, também me lembro dos mais antigos dizerem que foi depois da II Guerra Mundial (1939-1945), ou mais ou menos por volta de 1950, que o tempo "começou a andar descontrolado"...
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Acrescentado em 03nov:
Se calhar, vem a propósito um pouco de humor, relativo à muita chuva que tem caído (desde 22out até hoje, 03nov):
Acrescentado em 04mar2012:
O resto do inverno foi de uma secura alarmante! Quarenta e tal dias sem chuva, em quase todo o país: de meados de janeiro até aos primeiros dias de março... As reservas de água (barragens/albufeiras) só não estão pior porque houve precipitação abundante no período 22out a 23nov...
E as perspetivas para este mês não são animadoras!... Vá seguindo as observações/previsões, clicando nas ligações da barra lateral direita do blogue, em "INFORMAÇÃO DO TEMPO".
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Nota: Estes dados são muito superficiais. Comparar com os dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera - ver o seu site (www.ipma.pt), no separador "Clima".
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
"Setembro (e/ou outubro) seca as fontes ou leva as pontes"...
Lembrei-me de escrever umas linhas sobre o mês de setembro, que um ditado acusa de secar as fontes ou levar as pontes! A razão deste artigo tem a ver com o facto deste ano estarmos a ter um setembro com bom tempo (seco e quente), se comparado com a média para esta altura do ano. Quem tirou férias este mês está com sorte!... As uvas e outros frutos com apanha para esta altura terão maturado bem, terão mais açúcar...
Embora talvez as pessoas não se lembrem, isto não é assim tão excecional: acontece em certos anos praticamente não chover em setembro. Mas noutros anos, começa o tempo chuvoso (às vezes ainda em agosto) e quase não deixa de chover durante todo o mês. As latitudes médias (digamos entre os 30 e os 50 graus) têm destas coisas. E não há previsão a médio prazo que confirme isto ou aquilo... Já agora, anda por aí o boato de que quase não vai chover até ao fim do ano!!! Até dá para rir! Eu cá não acredito nisso; veremos, quando a chuva chegar...
Embora talvez as pessoas não se lembrem, isto não é assim tão excecional: acontece em certos anos praticamente não chover em setembro. Mas noutros anos, começa o tempo chuvoso (às vezes ainda em agosto) e quase não deixa de chover durante todo o mês. As latitudes médias (digamos entre os 30 e os 50 graus) têm destas coisas. E não há previsão a médio prazo que confirme isto ou aquilo... Já agora, anda por aí o boato de que quase não vai chover até ao fim do ano!!! Até dá para rir! Eu cá não acredito nisso; veremos, quando a chuva chegar...
De facto, é mais habitual por esta altura já terem começado as chuvas do final do verão, princípio do outono. Ou seja, é costume já haver passagem de frentes (sistemas frontais), que se deslocam da zona dos Açores para o centro da Europa. Ou, então, depressões vindas do lado das Canárias/Madeira em direção ao sul da Península Ibérica e Mediterrâneo.
A primeira dessas situações meteorológicas costuma provocar chuva, estendendo-se de norte para sul (ou do litoral para o interior), às vezes já em quantidades apreciáveis... Os primeiros 3 a 4 dias deste mês tiveram uma situação dessas: em locais de Trás-os-Montes, no dia 1, a precipitação chegou a ser de mais de 30 litros/m2 (ou mm) em apenas uma hora.
A segunda dessas situações desencadeia trovoadas e aguaceiros, por vezes fortes, com maior incidência no interior sul e centro do país. A precipitação é de tal modo abundante, às vezes em intervalos de tempo reduzidos, que chega a fazer grandes estragos, transbordando rios e ribeiras, danificando pontes e caminhos, etc... Chega a haver precipitações de algumas dezenas de mm (e até mais de cem) durante 24 horas... Daí vem a expressão "leva as pontes"!
A segunda dessas situações desencadeia trovoadas e aguaceiros, por vezes fortes, com maior incidência no interior sul e centro do país. A precipitação é de tal modo abundante, às vezes em intervalos de tempo reduzidos, que chega a fazer grandes estragos, transbordando rios e ribeiras, danificando pontes e caminhos, etc... Chega a haver precipitações de algumas dezenas de mm (e até mais de cem) durante 24 horas... Daí vem a expressão "leva as pontes"!
Os cursos de água chegam a transbordar, por vezes com grandes danos...
Se, porventura, nesta altura do ano, o anticiclone dos Açores permanecer, durante semanas, a estender-se em crista pelo norte da Península Ibérica, impede que as frentes atinjam o país. O vento sopra, predominantemente, do quadrante este, do interior de Espanha; logo, é mais seco e quente... E, se não houver desenvolvimento de depressões (de origem térmica ou sub-tropicais), a sul, não haverá instabilidade atmosférica, logo não haverá precipitações. Quando tal acontece, a somar a todo o período de verão anterior, as nascentes de água vão-se acabando e a seca chega... Daí a expressão "seca as fontes"!
Mas, pelo menos, as vindimas estão com sorte... Por norma, se as uvas forem apanhadas com tempo seco, a produção é menor mas de melhor qualidade. Quanto às sementeiras de outono, lembro-me bem de, às vezes, o meu pai as querer fazer e não haver chuva nem sinais dela! Já ele e os antigos diziam: não vale a pena ter pressa; ela sempre há de vir...
Ficam secas as fontes...
É o caso do presente ano, embora de forma não muito acentuada, porque tivemos precipitações nos primeiros dias do mês, como se disse antes, e ainda porque os meses anteriores, de verão, tiveram temperaturas mais amenas ou alguma precipitação, o que não é frequente... Se até ao fim do mês não chover, a situação agravar-se-á... E quando se propaga para outubro, é ainda pior... (Anotação feita em 01out: Na verdade, não choveu e a primeira quinzena de outubro vai pelo mesmo caminho. Logo, a situação está a piorar: atenção aos incêndios, à falta de água nas nascentes, etc...)Mas, pelo menos, as vindimas estão com sorte... Por norma, se as uvas forem apanhadas com tempo seco, a produção é menor mas de melhor qualidade. Quanto às sementeiras de outono, lembro-me bem de, às vezes, o meu pai as querer fazer e não haver chuva nem sinais dela! Já ele e os antigos diziam: não vale a pena ter pressa; ela sempre há de vir...
Aspecto dos solos, devido à secura...
Um outro ditado que tem muito a ver com este aqui tratado é: "De Espanha (ou de leste), nem bom vento nem bom casamento!" Precisamente porque o ar vindo desse quadrante é frio ou muito frio, no inverno, e quente ou muito quente, no verão (vento suão).
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- Acrescentado em 23out:
Aí está a chuva! Já houve uma amostra nas regiões do interior, entre a tarde de ontem e a manhã de hoje, como se pode ver no mapa abaixo. - (precip. em mm ou l/m2 / .8 significa 8 décimos de mm) - Para a tarde de hoje (dia 23) e durante a próxima noite, vai haver precipitação mais abundante, em todo o continente.
- Acrescentado em 24out:
Eis agora o mapa de precipitação nas últimas 24 horas, entre as 06h de ontem e as 06h de hoje. Foi intensa e a quase totalidade ocorreu durante a noite...
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- Acrescentado em 23out:
Aí está a chuva! Já houve uma amostra nas regiões do interior, entre a tarde de ontem e a manhã de hoje, como se pode ver no mapa abaixo. - (precip. em mm ou l/m2 / .8 significa 8 décimos de mm) - Para a tarde de hoje (dia 23) e durante a próxima noite, vai haver precipitação mais abundante, em todo o continente.
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Eis agora o mapa de precipitação nas últimas 24 horas, entre as 06h de ontem e as 06h de hoje. Foi intensa e a quase totalidade ocorreu durante a noite...
(fonte: http://www.weatheronline.co.uk)
- Acrescentado em 26out: - Adaptado do site do Instituto de Meteorologia (IM):
Salientam-se os valores de precipitação acumulada
entre as 18 UTC do dia 23 e as 06 UTC do dia 24: Viana do Castelo com 95mm, Guarda
com 65mm, Penhas Douradas com 60mm, Castelo Branco com 66mm, e Proença-a-Nova
com 77mm.
- Acrescentado em 30out:
A propósito de valores mais ou menos anormais, registados nestes dois últimos meses, aqui ficam valores climatológicos extremos de Portugal Continental (desde que há registos em Portugal), obtidos do site do IM:
A propósito de valores mais ou menos anormais, registados nestes dois últimos meses, aqui ficam valores climatológicos extremos de Portugal Continental (desde que há registos em Portugal), obtidos do site do IM:
Nota acrescentada em jan/2019: Os valores extremos podem ir sendo ultrapassados, com o decorrer dos anos. Como exemplo, * o maior valor da rajada de vento passou a ser de 176,4 km/h (na Figueira da Foz, em 13out2018, com o Furacão/tempestade Leslie) - ver art. de 14out2018.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Provérbios (Adágios ou Ditados Populares) - para ir actualizando...
Segue uma listagem de provérbios, muitos retirados de diversos sites da internet:
A amar e a rezar, ninguém se pode obrigar.
A ambição cerra o coração.
A ave de rapina não canta.
A amar e a rezar, ninguém se pode obrigar.
A ambição cerra o coração.
A ave de rapina não canta.
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado.
A bom gato, bom rato.
A cada bacorinho vem seu São Martinho.
A bom gato, bom rato.
A cada bacorinho vem seu São Martinho.
A cavalo dado não se olha o dente.
A César o que é de César, a Deus o que é de Deus.
A corda parte sempre pelo lado mais fraco.
A corda parte sempre pelo lado mais fraco.
A culpa morreu solteira.
A fama longe voa, e mais depressa a má que a boa.
A fama longe voa, e mais depressa a má que a boa.
A fome é o melhor conduto.
A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.
A ganhar se perde, e a perder se ganha.
A ganhar se perde, e a perder se ganha.
A ignorância é a mãe de todas as doenças.
A ignorância e o vento são do maior atrevimento.
A ignorância e o vento são do maior atrevimento.
A justiça tarda mas não falha.
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.
A lei é dura mas é a lei (ou é para cumprir).
A Lua não fica cheia num dia (ou de um dia para o outro).
A má erva depressa nasce e tarde envelhece.
A melhor cozinheira é a azeiteira.
A melhor espiga é para o pior porco.
A mentira tem pernas curtas.
A Lua não fica cheia num dia (ou de um dia para o outro).
A má erva depressa nasce e tarde envelhece.
A melhor cozinheira é a azeiteira.
A melhor espiga é para o pior porco.
A mentira tem pernas curtas.
A montanha pariu um rato.
A morte abre a porta da fama e fecha a da inveja.
A morte abre a porta da fama e fecha a da inveja.
A morte não escolhe idades.
A morte não espera.
A morte não espera.
A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina.
A necessidade aguça o engenho.
A noite é boa conselheira.
A nuvem passa mas a chuva fica.
A ocasião faz o ladrão.
A ociosidade é mãe de todos os vícios.
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.
A palavras loucas, orelhas moucas.
A pedra e a palavra não se recolhem depois de deitadas.
A pedra e a palavra não se recolhem depois de deitadas.
A pensar morreu um burro.
A perna não faz o que o joelho quer.
A perna não faz o que o joelho quer.
A pobre não prometas e a rico não devas.
A pressa é inimiga da perfeição.
À primeira, quem quer cai; à segunda, cai quem quer.
A quem do seu foi mau despenseiro não (con)fies o teu dinheiro.
A quem do seu foi mau despenseiro não (con)fies o teu dinheiro.
A quem tudo quer saber, nada se lhe diz.
A rir se corrigem (ou castigam) os costumes.
A santo que não conheço, não rezo nem ofereço.
A santo que não conheço, não rezo nem ofereço.
A soberba nunca foi boa conselheira.
A sorte de uns é o azar de outros.
A sorte de uns é o azar de outros.
A união faz a força.
A vaidade é o espelho dos tolos.
A ventre farto, o mel amarga.
A ventre farto, o mel amarga.
A verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima.
Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Água corrente não mata gente; água parada é uma facada.
Água de Julho, no rio não faz barulho.
Água de Julho, no rio não faz barulho.
Água e vento são meio sustento.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Águas da Ascensão (39 dias depois da Páscoa) da palha fazem grão.
Águas da Ascensão (39 dias depois da Páscoa) da palha fazem grão.
Águas passadas não movem moinhos.
Águas verdadeiras, por São Mateus (21set) as primeiras.
Águas verdadeiras, por São Mateus (21set) as primeiras.
Albarda-se o burro à vontade do dono (ou freguês).
Alcança quem não cansa.
Amigo não empata amigo.
Amigo que não presta e faca que não corta: que se percam, pouco importa.
Amigo verdadeiro vale mais do que dinheiro.
Amigos, amigos, negócios à parte.
Amigos dos meus amigos, meus amigos são.
Amor com amor se paga.
Amor de pais não há jamais.
Amor e dinheiro não querem parceiro.
Amor e dinheiro não querem parceiro.
Amores arrufados, amores dobrados.
Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar. (ver artigo de 22dez2011)
Ande o verão por onde andar, pelo São João cá vem parar. (ou Ande por onde andar o verão, há -de vir no São João.)
Ande o verão por onde andar, pelo São João cá vem parar. (ou Ande por onde andar o verão, há -de vir no São João.)
Ano de nevão é ano de pão.
Antes calar que mal falar.
Antes causar inveja do que dó.
Antes calar que mal falar.
Antes causar inveja do que dó.
Antes mau ano que mau vizinho.
Antes minha face com fome amarela, que vergonha nela.
Antes que o mal cresça, corta-se pela raiz.
Antes que te cases, vê o que fazes.
Antes quebrar que torcer.
Antes quero asno que me leve, que cavalo que me derrube.
Antes tarde do que nunca.
Ao meio-dia, ou carrega ou alivia (a chuva).
Ao meio-dia, ou carrega ou alivia (a chuva).
Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo.
Ao rico, mil amigos se deparam; ao pobre, seus irmãos o desamparam.
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas.
Aquele que me tira do perigo é meu amigo.
Aquilo que sabe bem, ou faz mal ou é pecado.
As aparências iludem.
As boas contas fazem os bons amigos.
As favas, maio as dá, maio as leva.
As manhãs de Abril são doces de dormir.
As manhãs de Abril são doces de dormir.
As más notícias sabem-se depressa.
As obras falam, as palavras calam.
As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.
As palavras voam, a escrita fica.
As paredes têm ouvidos.
As sopas e os amores, os primeiros são os melhores.
Até ao lavar dos cestos é vindima.
Atrás de mim virá quem bem (ou mal) de mim dirá.
Atrás de quem corre, não falta valente.
Atrás de quem corre, não falta valente.
Ave que canta demais não sabe fazer o ninho.
Ave só não faz ninho.
Aveia de Fevereiro enche o celeiro.
Aveia de Fevereiro enche o celeiro.
Azar no jogo, sorte no amor.
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo.
Baleias no canal, terás temporal.
Barco parado não faz viagem.
Barriga não tem fiador.
Barriga cheia, companhia desfeita.
Barriga não tem fiador.
Barriga cheia, companhia desfeita.
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz.
Boca aberta: ou entra mosca ou sai asneira.
Boca aberta: ou entra mosca ou sai asneira.
Boca que apetece, coração que padece.
Boda molhada, boda abençoada.
Boi velho gosta de erva tenra.
Bons dias em Janeiro, enganam o homem em Fevereiro.
Bons dias em Janeiro, enganam o homem em Fevereiro.
Burro velho não aprende línguas.
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura.
Cá se fazem, cá se pagam.
Cabrito de um mês, queijo de três.
Cada cabeça sua sentença.
Cada cor, seu paladar.
Cada leitão em sua teta.
Cada leitão em sua teta.
Cada macaco no seu galho,
Cada maluco com a sua mania.
Cada ovelha com sua parelha.
Cada panela tem a sua tampa.
Cada qual com seu igual.
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato (ou onde lhe doem os calos).
Cada terra com seu uso e cada roca com seu fuso.
Cada um é para o que nasce.
Cada um puxa a brasa à sua sardinha.
Cada um sabe as linhas com se cose.
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos.
Cadelas apressadas parem cachorros cegos.
Caminho começado é meio andado.
Caminho começado é meio andado.
Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
Cão que ladra não morde.
Casa de esquina, ou morte ou ruína.
Casa o filho quando quiseres, a filha quando puderes.
Casa o filho quando quiseres, a filha quando puderes.
Casa onde entra o sol não entra o médico.
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Casa roubada, trancas à porta.
Casamento, apartamento.
Casarás e amansarás.
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Cesteiro que faz um cesto faz um cento, se lhe derem verga e tempo.
Chuva de São João tira vinho e não dá pão (ou bebe o vinho e come o pão).
Círculo na Lua (ou no Sol), água na rua.
Círculo na Lua (ou no Sol), água na rua.
Com a verdade me enganas.
Com amigos desses, quem precisa de inimigos?
Com amigos desses, quem precisa de inimigos?
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado.
Com o fogo não se brinca.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Com um olho no prato, outro no gato.
Com um olho no prato, outro no gato.
Come para viver, não vivas para comer.
Comer e coçar, o mal é começar.
Como fizeres, assim acharás.
Compra a quem herdou, não compres a quem comprou.
Conforme se toca (ou a música), assim se dança.
Compra a quem herdou, não compres a quem comprou.
Conforme se toca (ou a música), assim se dança.
Contra a força, não há resistência.
Contra factos, não há argumentos.
Criou a fama, deite-se na cama.
Da discussão nasce a luz (e, às vezes, cabeças partidas).
Da mão à boca vai-se a sopa.
Dá Deus nozes (ou pão) a quem não tem dentes.
De boas intenções está o inferno cheio.
De Espanha (ou nascente) nem bom vento nem bom casamento.
De médico (ou sábio) e de louco, todos nós temos um pouco.
De noite, todos os gatos são pardos.
De pequenino se torce o pepino.
Debaixo da pior moita, sai o melhor coelho.
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.
Depois da tempestade vem a bonança. (ver artigos de 20jan2013 e 14out2018)
Depois de fartos, não faltam pratos.
Depressa e bem não há quem.
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra.
Deus ajuda quem cedo madruga.
Deus dá o frio conforme a roupa.
Deus escreve direito por linhas tortas.
Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce.
Devagar se vai ao longe.
Dinheiro não traz felicidade (mas ajuda muito).
Diz o roto ao nu: 'Porque não te vestes tu?'.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Do boi manso me guarde Deus, que do bravo me guardo eu!
Do homem é o errar; da besta, o teimar.
Do boi manso me guarde Deus, que do bravo me guardo eu!
Do homem é o errar; da besta, o teimar.
Do Natal a Santa Luzia, cresce um palmo cada dia.
Dos fracos não reza a história.
Dos males, o menor.
Dos males, o menor.
É Carnaval, nada parece mal.
É mais fácil prometer que dar.
É na adversidade que se vê a amizade.
É preciso ver para crer.
É na adversidade que se vê a amizade.
É preciso ver para crer.
Em Abril, águas mil.
Em boca fechada não entra mosca.
Em boca fechada não entra mosca.
Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Em cima de melão, vinho de tostão.
Em Dezembro chuva, em Agosto uva.
Em Dezembro, treme de frio cada membro.
Em cima de melão, vinho de tostão.
Em Dezembro chuva, em Agosto uva.
Em Dezembro, treme de frio cada membro.
Em dia de festa, a barriga atesta.
Em Janeiro, cresce o dia meia-hora por inteiro; mas quem bem contar, uma hora há de achar.
Em Janeiro, sobe ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.
Em Julho, debulhar.
EMaioio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho, a cesto e a punho.
Em Março, onde quero eu passo.
Em Novembro, põe tudo a secar, que pode o sol não voltar.
Em Julho, debulhar.
EMaioio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho, a cesto e a punho.
Em Março, onde quero eu passo.
Em Novembro, põe tudo a secar, que pode o sol não voltar.
Em Roma, faz como os romanos.
Em Setembro e Março, tanto durmo como faço.
Em Setembro, vindimar.
Em Setembro, vindimar.
Em tempo de figos, não há amigos.
Em tempo de guerra mentira é como terra.
Em tempo de guerra mentira é como terra.
Em tempo de guerra não se limpam armas.
Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.
Enquanto há vida, há esperança.
Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Entrada de leão, saída de sendeiro.
Entre marido e mulher, não metas a colher.
Errando é que se aprende.
Errar é humano.
Errando é que se aprende.
Errar é humano.
Erva daninha a geada não mata.
Fala-se no diabo e aparece-lhe o rabo.
Falar é fácil; o difícil é fazer.
Falar é prata, calar é ouro.
Faz o bem sem olhares a quem.
Fé em Deus e pé na tábua (ou no acelerador).
Feio é roubar e não poder carregar.
Falar é prata, calar é ouro.
Faz o bem sem olhares a quem.
Fé em Deus e pé na tábua (ou no acelerador).
Feio é roubar e não poder carregar.
Fevereiro (ou Janeiro) quente traz o diabo no ventre.
Fia-te na Virgem (e não corras).
Filho de peixe sabe nadar.
Filho és, pai serás (assim como fizeres, assim acharás).
Filhos criados, trabalhos dobrados.
Gaivotas em terra, tempestade no mar.
Galinha do campo (ou do mato) não quer capoeira.
Galinha velha é que faz boa canja.
Galinha velha é que faz boa canja.
Gato escaldado, de água fria tem medo.
Geada na lama, chuva na cama.
Generoso como ninguém é aquele que nada tem.
Geada na lama, chuva na cama.
Generoso como ninguém é aquele que nada tem.
Gordura é formosura.
Grande gabador, pequeno fazedor.
Grande gabador, pequeno fazedor.
Grão a grão, enche a galinha o papo.
Guarda que comer, não guardes que fazer.
Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra.
Guardado está o bocado para quem o há de comer.
Há males que vêm por bem.
Há mar e mar, há ir e voltar.
Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
Há sempre um chinelo velho para um pé doente.
Haja saúde e coza o forno (mas que seja o pão nosso).
Homem pequenino, ou é velhaco ou dançarino.
Homem prevenido vale por dois.
Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto.
Imita a formiga e viverás sem fadiga.
Já a pulga tem catarro!
Janeiro fora, mais uma hora.
Janeiro gear, Fevereiro chover, Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar, Agosto engavelar, Setembro vindimar, Outubro revolver, Novembro semear, Dezembro nascer (e nasceu Deus, para nos salvar).
Junho calmoso, ano famoso.
Junho chuvoso, ano perigoso.
Junho dorme-se sobre o punho.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho não dá nada; mata a fome com a cevada.
Junho quente, Julho ardente.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Janeiro fora, mais uma hora.
Janeiro gear, Fevereiro chover, Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar, Agosto engavelar, Setembro vindimar, Outubro revolver, Novembro semear, Dezembro nascer (e nasceu Deus, para nos salvar).
Junho calmoso, ano famoso.
Junho chuvoso, ano perigoso.
Junho dorme-se sobre o punho.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho não dá nada; mata a fome com a cevada.
Junho quente, Julho ardente.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho, foice (ou foicinha) em punho.
Junta-te aos bons, serás como eles; junta-te aos maus, serás pior do que eles.
Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão.
Lava mais água suja do que mulher asseada.
Leite de vaca não mata bezerro.
Lava mais água suja do que mulher asseada.
Leite de vaca não mata bezerro.
Logo que outubro venha, procura lenha.
Longe da vista, longe do coração.
Lua deitada, marinheiro de pé.
Lua nova marçalina (de março) trovejada 30 dias é molhada.
Luar de janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de agosto, que lhe dá no rosto.
Lugar ventoso, lugar sem repouso.
Macaco velho não trepa galho seco.
Madruga e verás, trabalha e terás.
Maio claro e ventoso faz o ano rendoso.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Madruga e verás, trabalha e terás.
Maio claro e ventoso faz o ano rendoso.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.
Mais homens se afogam num copo do que no mar.
Mais vale cair em graça do que ser engraçado.
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto.
Mais vale prevenir que remediar.
Mais vale ser Rainha por um dia, do que escrava toda a vida.
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha.
Mais vale só que mal acompanhado.
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar.
Mais vale um pé no travão que dois no caixão.
Mais vale um que saiba mandar do que cem a trabalhar.
Mais vale uma palavra antes que duas depois.
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital.
Manda quem pode, obedece quem deve.
Mãos frias, coração quente (e amor para sempre).
Mãos quentes, amores ausentes.
Março marçagão, manhãs de inverno e tardes de verão.
Morra Marta, morra farta.
Morrer por morrer, morra o meu pai que é mais velho.
Morrer por morrer, morra o meu pai que é mais velho.
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Muita parra, pouca uva.
Muito alcança quem não cansa.
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá.
Muito esquece quem não sabe.
Muito riso, pouco siso.
Muito riso, pouco siso.
Muitos cozinheiros estragam a sopa.
Mulher doente, mulher pra sempre.
Na Lua Cheia não cortes pau nem veia.
Nada como um dia depois do outro.
Não adianta chorar sobre o leite derramado.
Não batas mais no ceguinho.
Nada como um dia depois do outro.
Não adianta chorar sobre o leite derramado.
Não batas mais no ceguinho.
Não contes com o ovo no cu da galinha.
Não dá a bota com a perdigota.
Não dá a bota com a perdigota.
Não dá quem tem, dá quem quer bem.
Não deites foguetes antes da festa.
Não é com palha que se apaga o fogo.
Não é com palha que se apaga o fogo.
Não é com vinagre que se apanham moscas.
Não há amor como o primeiro.
Não há bela sem senão.
Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.
Não há duas sem três.
Não há fome que não dê em fartura.
Não há fumo sem fogo.
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe.
Não há regra sem excepção.
Não há rosas sem espinhos.
Não há rosas sem espinhos.
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça.
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu.
Não ponhas o carro à frente dos bois.
Não tenhas mais olhos que barriga.
Não vendas a pele do urso antes de o matar.
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes.
Nem oito nem oitenta.
Nem sempre nem nunca.
Nem só de pão vive o homem.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Nem tudo o que reluz é ouro.
Nem tudo o que sobe cai.
Nem tudo o que sobe cai.
Nem tudo o que vem à rede é peixe.
Ninguém diga "desta água não beberei".
Ninguém fica para semente.
Ninguém diga "desta água não beberei".
Ninguém fica para semente.
No aperto e no perigo se conhece o amigo.
No meio está a virtude.
No melhor pano cai a nódoa.
No poupar é que está o ganho.
No princípio ou no fim, Abril é ruim.
No S. João, a sardinha pinga no pão.
No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
Norte frio, água no rio.
Nunca digas "desta água não beberei".
Norte frio, água no rio.
Nunca digas "desta água não beberei".
Nuvem baixa, sol que racha.
O barato sai caro.
O bom filho a casa torna.
O bom julgador por si se julga.
O bom julgador por si se julga.
O casamento e a mortalha no céu se talha.
O feitiço vira-se contra o feiticeiro.
O feitiço vira-se contra o feiticeiro.
O fruto proibido é o mais apetecido.
O futuro a Deus pertence.
O homem põe e Deus dispõe.
O maio me molha, o maio me enxuga.
O novo, por não saber, e o velho, por não poder, deitam tudo a perder.
O maio me molha, o maio me enxuga.
O novo, por não saber, e o velho, por não poder, deitam tudo a perder.
O óptimo é inimigo do bom.
O primeiro milho é dos pardais.
O prometido é devido.
O que a água dá, a água leva.
O que a água dá, a água leva.
O que arde cura, o que coça sara e o que aperta segura.
O que está feito, feito está.
O que não mata, engorda.
O que não tem remédio, remediado está.
O que tem que ser tem muita força.
O saber não ocupa lugar.
O segredo é a alma do negócio.
O seguro morreu de velho (e a prudência foi ao seu enterro).
O seu a seu dono.
O Sol quando nasce é para todos (e a Lua é para quem a merece).
Olho por olho, dente por dente.
Olhos que não vêem, coração que não sente.
Onde come um, comem dois.
Onde come um, comem dois.
Os amigos são para as ocasiões.
Os cães ladram e a caravana passa.
Os dias de Natal são saltos de pardal.
Os homens não se medem aos palmos.
Os opostos atraem-se.
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Ovelha que berra, bocado que perde.
Paga o justo pelo pecador.
Palavra de rei não volta atrás.
Palavras, leva-as o vento.
Palavra de rei não volta atrás.
Palavras, leva-as o vento.
Para a frente é que é andar.
Para baixo, todos os santos ajudam; para cima, só um e é coxo.
Para bom entendedor meia palavra basta.
Para bom mestre, não há má ferramenta.
Para bom mestre, não há má ferramenta.
Para grandes males, grandes remédios.
Para morrer basta estar vivo.
Para quem é, bacalhau basta.
Para ser um bom ano de pão, deve haver três nevadas e um nevão.
Parar é morrer.
Parar é morrer.
Passarinhos e pardais não são todos iguais.
Patrão fora, dia santo na loja.
Pau que nasce torto jamais se endireita.
Pedra que rola não cria limo.
Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir, dai-o.
Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir, dai-o.
Peixe não puxa carroça.
Pela boca morre o peixe.
Pelo andar da carruagem, se vê quem lá vai dentro.
Pelo São João (24jun), a sardinha pinga no pão.
Pelo São João, deve o milho cobrir o chão.
Pelo São Tiago (25jul), pinta o bago.
Pelo andar da carruagem, se vê quem lá vai dentro.
Pelo São João (24jun), a sardinha pinga no pão.
Pelo São João, deve o milho cobrir o chão.
Pelo São Tiago (25jul), pinta o bago.
Pelo São Lourenço (10ago), vai à vinha e enche o lenço.
Pelo São Martinho (11nov), vai à adega e prova o vinho.
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber.
Perdido por cem, perdido por mil.
Perdido por cem, perdido por mil.
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco.
Pintos do São João, pela Páscoa ovos dão.
Pior cego é o que não quer ver.
Pintos do São João, pela Páscoa ovos dão.
Pior cego é o que não quer ver.
Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.
Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera.
Porcos com frio e homens com vinho fazem grande ruído.
Porcos com frio e homens com vinho fazem grande ruído.
Pra frente, que atrás vem gente.
Pra trás mija a burra.
Preso por ter cão, preso por não ter (ou por ter gato).
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer.
Primeiro a obrigação, depois a devoção.
Quando a esmola é grande, o santo desconfia.
Quando Deus queria, até do norte chovia.
Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão.
Quando mal, nunca pior.
Quando mija um português, mijam dois ou três.
Quando o ano é de leite, até os bodes o dão.
Quando Deus queria, até do norte chovia.
Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão.
Quando mal, nunca pior.
Quando mija um português, mijam dois ou três.
Quando o ano é de leite, até os bodes o dão.
Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.
Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas.
Quando um cai, todos o pisam.
Quando um não quer, dois não discutem.
Quanto mais alto se sobe, maior é o tombo.
Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães.
Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães.
Quanto mais depressa, mais devagar.
Quanto mais me bates, mais gosto de ti.
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima (ou mais te vêem o cu).
Que a mão direita não saiba o que a esquerda dá.
Quem anda à chuva, molha-se.
Quem anda à chuva, molha-se.
Quem anda de boca aberta, ou entra mosca ou sai asneira.
Quem assim fala, não é gago.
Quem bem nada, não se afoga.
Quem bem nada, não se afoga.
Quem boa cama fizer nela se deitará.
Quem brinca com o fogo queima-se. (Mas tem a vantagem de se aprender a lidar com ele...)
Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgum lado lhe vem.
Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgum lado lhe vem.
Quem cala, consente.
Quem canta, seu mal espanta.
Quem casa em Agosto, não casa a gosto.
Quem casa em Agosto, não casa a gosto.
Quem casa não pensa, quem pensa não casa.
Quem casa quer casa.
Quem com ferros mata, com ferros morre.
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa.
Quem comeu a carne que roa os ossos.
Quem conta um conto, acrescenta um ponto.
Quem convida de véspera, não quer que vá à festa.
Quem convida de véspera, não quer que vá à festa.
Quem corre por gosto não cansa.
Quem dá aos pobres, empresta a Deus.
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar.
Quem dá o pão, dá a educação.(ou Quem dá o pão, também dá o pau.)
Quem dá o pão, dá a educação.(ou Quem dá o pão, também dá o pau.)
Quem desdenha quer comprar.
Quem diz a verdade, não merece castigo.
Quem diz as verdades, perde as amizades.
Quem diz o que quer, ouve o que não quer.
Quem é amigo de todos, não é de ninguém.
Quem é vivo sempre aparece.
Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
Quem em Maio não merenda, aos mortos (ou finados) se encomenda.
Quem em novo não trabalha, em velho come palha.
Quem escorrega também cai.
Quem espera, desespera.
Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
Quem em Maio não merenda, aos mortos (ou finados) se encomenda.
Quem em novo não trabalha, em velho come palha.
Quem escorrega também cai.
Quem espera, desespera.
Quem espera sempre alcança.
Quem está de fora, não racha lenha.
Quem está mal, que se mude.
Quem está de fora, não racha lenha.
Quem está mal, que se mude.
Quem está (ou vive) no convento é que sabe o que lá vai dentro.
Quem estraga velho, paga novo.
Quem fala no barco, quer embarcar.
Quem estraga velho, paga novo.
Quem fala no barco, quer embarcar.
Quem faz o que pode (ou dá o que tem), a mais não é obrigado.
Quem feio ama, bonito lhe parece.
Quem mais jura, é quem mais mente.
Quem mais tem, mais quer.
Quem mal anda, mal acaba.
Quem muito chora, pouco mija.
Quem muito dorme, pouco aprende.
Quem mal anda, mal acaba.
Quem muito chora, pouco mija.
Quem muito dorme, pouco aprende.
Quem muito fala (ou escolhe), pouco acerta.
Quem (bem) nada, não se afoga.
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece.
Quem não arrisca, não petisca.
Quem não chora, não mama.
Quem não come por ter comido, não é mal de perigo.
Quem não confia, não é de confiar.
Quem não confia, não é de confiar.
Quem não deve, não teme.
Quem não pode, arreia.
Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.
Quem não sabe é como quem não vê.
Quem não se aventurou, não perdeu nem ganhou.
Quem não se sente, não é filho de boa gente.
Quem não se aventurou, não perdeu nem ganhou.
Quem não se sente, não é filho de boa gente.
Quem não semeia, não colhe.
Quem não te conhece, que te compre.
Quem não te conhece, que te compre.
Quem não tem cão, caça com gato.
Quem não tem dinheiro não tem vícios.
Quem não tem panos não arma tendas.
Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra.
Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.
Quem não trabuca não manduca.
Quem nasceu para a forca não morre afogado.
Quem o alheio veste, na praça o despe.
Quem o seu cão quer matar, chama-lhe raivoso.
Quem paga adiantado é mal servido.
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte.
Quem planta no Outono, leva um ano de abono.
Quem planta no Outono, leva um ano de abono.
Quem quer boleta (bolota), que trepa (trepe, suba).
Quem quer faz (ou vai), quem não quer manda.
Quem quer festa, sua-lhe a testa.
Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
Quem sabe, faz; quem não sabe, ensina.
Quem sabe, sabe; quem não sabe, aprende
Quem sai aos seus não degenera. (por brincadeira: "quem... não é de Genebra")
Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
Quem tarde vier, comerá do que trouxer (ou houver).
Quem te avisa, teu amigo é.
Quem te cobre, que te descubra.
Quem tem amigos assim, não precisa de inimigos.
Quem tem boca vai a Roma.
Quem tem burro e anda a pé mais burro é.
Quem tem calos, não se mete em apertos.
Quem tem capa sempre escapa.
Quem tem cem mas deve cem pouco tem.
Quem tem filhos tem cadilhos.
Quem tem medo, fica em casa (ou compra um cão).
Quem tem filhos tem cadilhos.
Quem tem medo, fica em casa (ou compra um cão).
Quem tem telhados de vidro não atira pedras.
Quem tem unhas é que toca viola.
Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita.
Quem tem unhas é que toca viola.
Quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita.
Quem tudo quer tudo perde.
Quem vai à guerra dá e leva.
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento.
Quem vai ao mar avia-se em terra.
Quem vai para a cama sem ceia, toda a noite rabeia.
Quem vai para a cama sem ceia, toda a noite rabeia.
Quem vê caras não vê corações.
Quem vier atrás que feche a porta.
Quem vier atrás que feche a porta.
Querer é poder.
Queres um conselho? Pede-o ao velho.
Queres um conselho? Pede-o ao velho.
Recordar é viver.
Rei morto, rei posto.
Ri melhor, quem ri por último.
Ri melhor, quem ri por último.
Rir é o melhor remédio.
Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Roupa suja lava-se em casa.
Saber esperar é uma grande virtude.
Saco cheio não verga.
Saco cheio não verga.
Santos da casa (ou da terra) não fazem milagres.
São mais as vozes que as nozes.
Se a Candelária (Senhora das Candeias - dia 02fev) chora, está o Inverno fora; se a Candelária rir, está o Inverno para vir.
Se cair, do chão não passa.
Se a Candelária (Senhora das Candeias - dia 02fev) chora, está o Inverno fora; se a Candelária rir, está o Inverno para vir.
Se cair, do chão não passa.
Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes!
Se o velho pudesse e o novo quisesse, nada havia que não se fizesse.
Se queres um bom alhal, semeia-o pelo Natal.
Se queres ver o teu corpo, abre o teu porco.
Se o velho pudesse e o novo quisesse, nada havia que não se fizesse.
Se queres um bom alhal, semeia-o pelo Natal.
Se queres ver o teu corpo, abre o teu porco.
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei.
Sem eira nem beira.
Sem ovos não se fazem omeletes.
Semeia e cria: terás (ou viverás com) alegria.
Setembro (e/ou outubro) seca as fontes ou leva as pontes. - (ver artigo de 19set2011)
Só a morte não tem remédio.
Só alcança quem não cansa.
Só alcança quem não cansa.
Só se lembra de Santa Bárbara, quando troveja.
Só trabalha quem não sabe fazer mais nada.
Só vemos os argueiros nos olhos dos outros, mas não vemos as 'traves' nos nossos.
Sol de Junho madruga muito.
Sol de Junho madruga muito.
Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que um dia lá fica a asa.
Tão ladrão é o que vai à horta (ou vinha) como o que fica à porta (ou espreita).
Tão ladrão é o que vai à horta (ou vinha) como o que fica à porta (ou espreita).
Tempo é dinheiro.
Tempo perdido nunca se recupera.
Toda a brincadeira tem sempre um pouco de verdade.
Todo o burro come palha; a questão é saber dar-lha.
Todo o homem tem o seu preço.
Todos os caminhos vão dar a Roma.
Tostão a tostão se faz um milhão.
Tostão a tostão se faz um milhão.
Tristezas não pagam dívidas.
Tudo está bem quando acaba em bem.
Tudo está bem quando acaba em bem.
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Um burro carregado de livros parece (ou não é) doutor.
Um dia é da caça, o outro é do caçador.
Um dia não são dias.
Um homem atrapalhado é pior do que uma mulher bêbada.
Um dia não são dias.
Um homem atrapalhado é pior do que uma mulher bêbada.
Um olho no burro, outro no cigano.
Um rico avarento não tem amigo nem parente.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
Uma andorinha não faz a Primavera.
Um rico avarento não tem amigo nem parente.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
Uma andorinha não faz a Primavera.
Uma desgraça (ou mal) nunca vem só.
Uma maçã por dia dá uma vida sadia.
Uma maçã por dia dá uma vida sadia.
Uma mão lava a outra; e ambas lavam a cara.
Uma mentira repetida torna-se verdade.
Uns comem os figos, a outros rebentam-lhes os lábios.
Uma mentira repetida torna-se verdade.
Uns comem os figos, a outros rebentam-lhes os lábios.
Vão-se os anéis, ficam os dedos.
Vaso ruim não quebra.
Velho casado com nova, filhos até à cova.
Velho com nova, ou corno ou cova.
Velho e namorado, cedo enterrado.
Velhos são os trapos.
Vem a guerra, vai-se a guerra, mas fica a terra.
Vaso ruim não quebra.
Velho casado com nova, filhos até à cova.
Velho com nova, ou corno ou cova.
Velho e namorado, cedo enterrado.
Velhos são os trapos.
Vem a guerra, vai-se a guerra, mas fica a terra.
Vender (ou comer) gato por lebre.
Venha quem vier, que venha por bem.
Venha quem vier, que venha por bem.
Vinho e amigo, do mais antigo.
Viver não custa; custa é saber viver.
Voz corrente muito mente.
Voz do povo, voz de Deus.
Voz corrente muito mente.
Voz do povo, voz de Deus.
Vozes (ou zurros) de burro não chegam aos céus.
Xarope bem feito nem sempre surte efeito.
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
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Actualização de 11jan2019
Etiquetas:
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