quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Falecimento de uma valecarreirense, no Brasil

     Recebi do Raul Alves Sonso, no Brasil, a informação do falecimento da Sra. Maria da Conceição Alves, no passado dia 8. A Ti Conceição (que era irmã da Ti Lurdes, do Padre José Alves, etc.) vivia em Estrela d´Oeste, no Estado de São Paulo, e contava já com a bonita idade de 90 anos!

     A toda a família enlutada, enviamos os nossos sentidos pêsames...


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O outono começou quente e seco! Mas, por fim, a chuva apareceu (e em força!). Depois, o inverno foi de secura extrema!...

     Creio que ninguém se lembrará de algum mês de setembro ou outubro tão quentes e secos como estes... (Acrescentado em 12nov2017: e neste ano, até o novembro está a sê-lo). Quero dizer-vos que, à nossa latitude, isto pode acontecer. E a explicação é conhecida dos meteorologistas. As latitudes médias (± entre 30 e 55 graus), ao contrário das latitudes baixas (próximo do Equador) ou das altas (mais perto dos polos), não têm uma regularidade climática. Ou seja, as ditas "estações do ano" normalmente não têm início e fim exatamente na altura dos equinócios e solstícios.

     Por isso, acontecem períodos mais ou menos longos (de algumas até mais de um mês), em que Portugal é atingido por uma massa de ar vinda de este, transportado por um anticiclone que se mantém estacionado a norte da Península Ibérica. Normalmente, os anticiclones movem-se (não tanto como as depressões), mas nestes casos, acontece que permanecem mais ou menos na mesma posição, impedindo que depressões, frentes e massas de ar marítimo (húmido) atinjam Portugal. Quando tal acontece, chama-se anticiclone de bloqueio...

     O ar que nos atinge, transportado pela circulação desses anticiclones tem, pois, um trajeto continental, pelo que é seco. Assim, não chove por vezes durante um único dia do mês (ou eventualmente apenas aparece alguma precipitação num ou noutro dia, por acaso). E esse ar tanto pode ser relativamente quente (no princípio do outono - frequentemente - ou mesmo na primavera - mais raramente), como relativamente frio (no inverno). Neste último caso, temos geadas e gelo persistentes...

     O mês de setembro passado teve precipitação apenas nos 3 ou 4 primeiros dias. E o de outubro continuou seco até ao dia 22/23. Isto perfez um total de 7 semanas sem precipitação! O normal teria sido nesse período terem caído, em termos médios, à volta de 200 mm (l/m2) de chuva, no Norte, cerca de 100, no Centro, e pelo menos 50, no Sul... As temperaturas, no período 05set-15out, estiveram sempre bastante acima do normal: por exemplo, em Castelo Branco (em Proença terá sido muito semelhante), as máximas foram sempre superiores a 26º C, tendo chegado a cerca de 34º em setembro e 33º em outubro! Mas houve locais do país com valores de mais de 35 ou 36!...

     Entretanto, finalmente choveu (e bastante) desde 22 ou 23 até 27, atingindo-se precipitações acima do normal para igual período de tempo (houve locais onde caíram mais de 100 mm). Evidentemente, teria de haver perturbações e estragos significativos (inundações, pontes submersas, queda de árvores, derrube de postes e coberturas de edifícios, estufas danificadas, encerramento de barras dos portos, etc. Com tudo isto, e como quase sempre acontece, há vítimas...)



     Com a mudança de tempo, a temperatura desceu acentuadamente até valores próximos do normal ou ligeiramente abaixo e caiu o primeiro nevão, na Serra da Estrela e noutras serras mais altas do Norte.



     Então voltou a confirmar-se o provérbio que diz que setembro (e mesmo outubro)  "seca fontes" ou "leva  pontes"... Primeiro houve seca/calor; depois, inundações/estragos!...

     Como complemento do que disse (e não só), lembrei-me dalgumas conclusões com que fiquei quando fiz um estudo climático de diversos aeródromos de Portugal, desde meados do século passado:

- Há anos em que, no período normalmente mais favorável à ocorrência de chuva (outono, inverno e primavera), durante um mês inteiro (ou até ligeiramente mais), as precipitações são nulas ou muito pequenas (inferiores a 10 mm), especialmente nas regiões do Centro e do Sul;
- A temperatura máxima extrema anual costuma ocorrer em julho ou agosto, mas também se tem verificado em junho ou setembro;
- Em alguns anos, o final de março e, mais frequentemente, abril e/ou maio também têm temperaturas altas...

     Lembro-me de, por exemplo: 38º C em Lisboa, num 13 de maio (de 1978 ou 1979); 30º, no fim de março - (algumas pessoas mais idosas afirmam que, por volta de 1970, estiveram perto de 40º no fim de março, mas não pude confirmar). Também me lembro de estar a nevar na Serra da Estrela, num dia 10 de junho; houve um ano, (no final dos anos 70 ou princípio de 80) em que choveu todos os dias de junho, na nossa aldeia (trovoadas de origem térmica) - até o meu pai não se cansava de falar disso, pois os ribeiros e ribeiras não deixaram de correr...

     Finalmente, também me lembro dos mais antigos dizerem que foi depois da II Guerra Mundial (1939-1945), ou mais ou menos por volta de 1950, que o tempo "começou a andar descontrolado"...

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Acrescentado em 03nov:

     Se calhar, vem a propósito um pouco de humor, relativo à muita chuva que tem caído (desde 22out até hoje, 03nov):


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Acrescentado em 04mar2012:

     O resto do inverno foi de uma secura alarmante! Quarenta e tal dias sem chuva, em quase todo o país: de meados de janeiro até aos primeiros dias de março... As reservas de água (barragens/albufeiras) só não estão pior porque houve precipitação abundante no período  22out a 23nov...
     E as perspetivas para este mês não são animadoras!... Vá seguindo as observações/previsões, clicando nas ligações da barra lateral direita do blogue, em "INFORMAÇÃO DO TEMPO".

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Nota: Estes dados são muito superficiais. Comparar com os dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera - ver o seu site (www.ipma.pt), no separador "Clima".

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Setembro (e/ou outubro) seca as fontes ou leva as pontes"...

     Lembrei-me de escrever umas linhas sobre o mês de setembro, que um ditado acusa de secar as fontes ou levar as pontes! A razão deste artigo tem a ver com o facto deste ano estarmos a ter um setembro com bom tempo (seco e quente), se comparado com a média para esta altura do ano. Quem tirou férias este mês está com sorte!... As uvas e outros frutos com apanha para esta altura terão maturado bem, terão mais açúcar...

     Embora talvez as pessoas não se lembrem, isto não é assim tão excecional: acontece em certos anos praticamente não chover em setembro. Mas noutros anos, começa o tempo chuvoso (às vezes ainda em agosto) e quase não deixa de chover durante todo o mês. As latitudes médias (digamos entre os 30 e os 50 graus) têm destas coisas. E não há previsão a médio prazo que confirme isto ou aquilo... Já agora, anda por aí o boato de que quase não vai chover até ao fim do ano!!! Até dá para rir! Eu cá não acredito nisso; veremos, quando a chuva chegar...

     De facto, é mais habitual por esta altura já terem começado as chuvas do final do verão, princípio do outono. Ou seja, é costume já haver passagem de frentes (sistemas frontais), que se deslocam da zona dos Açores para o centro da Europa. Ou, então, depressões vindas do lado das Canárias/Madeira em direção ao sul da Península Ibérica e Mediterrâneo.

     A primeira dessas situações meteorológicas costuma provocar chuva, estendendo-se de norte para sul (ou do  litoral para o interior), às vezes já em quantidades apreciáveis... Os primeiros 3 a 4 dias deste mês tiveram uma situação dessas: em locais de Trás-os-Montes, no dia 1, a precipitação chegou a ser de mais de 30 litros/m2 (ou mm) em apenas uma hora.

     A segunda dessas situações desencadeia trovoadas e aguaceiros, por vezes fortes, com maior incidência no interior sul e centro do país. A precipitação é de tal modo abundante, às vezes em intervalos de tempo reduzidos, que chega a fazer grandes estragos, transbordando rios e ribeiras, danificando pontes e caminhos, etc... Chega a haver precipitações de algumas dezenas de mm (e até mais de cem) durante 24 horas... Daí vem a expressão "leva as pontes"!

Os cursos de água chegam a transbordar, por vezes com grandes danos...

     Se, porventura, nesta altura do ano, o anticiclone dos Açores permanecer, durante semanas, a estender-se em crista pelo norte da Península Ibérica, impede que as frentes atinjam o país. O vento sopra, predominantemente, do quadrante este, do interior de Espanha; logo, é mais seco e quente... E, se não houver desenvolvimento de depressões (de origem térmica ou sub-tropicais), a sul, não haverá instabilidade atmosférica, logo não haverá precipitações. Quando tal acontece, a somar a todo o período de verão anterior, as nascentes de água vão-se acabando e a seca chega... Daí a expressão "seca as fontes"!

Ficam secas as fontes...

     É o caso do presente ano, embora de forma não muito acentuada, porque tivemos precipitações nos primeiros dias do mês, como se disse antes, e ainda porque os meses anteriores, de verão, tiveram temperaturas mais amenas ou alguma precipitação, o que não é frequente... Se até ao fim do mês não chover, a situação agravar-se-á... E quando se propaga para outubro, é ainda pior... (Anotação feita em 01out: Na verdade, não choveu e a primeira quinzena de outubro vai pelo mesmo caminho. Logo, a situação está a piorar: atenção aos incêndios, à falta de água nas nascentes, etc...)

     Mas, pelo menos, as vindimas estão com sorte... Por norma, se as uvas forem apanhadas com tempo seco, a produção é menor mas de melhor qualidade. Quanto às sementeiras de outono, lembro-me bem de, às vezes, o meu pai as querer fazer e não haver chuva nem sinais dela! Já ele e os antigos diziam: não vale a pena ter pressa; ela sempre há de vir...


Aspecto dos solos, devido à secura...

     Um outro ditado que tem muito a ver com este aqui tratado é: "De Espanha (ou de leste), nem bom vento nem bom casamento!" Precisamente porque o ar vindo desse quadrante é frio ou muito frio, no inverno, e quente ou muito quente, no verão (vento suão).

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- Acrescentado em 23out:

     Aí está a chuva! Já houve uma amostra nas regiões do interior, entre a tarde de ontem e a manhã de hoje, como se pode ver no mapa abaixo. - (precip. em mm ou l/m2 / .8 significa 8 décimos de mm) -  Para a tarde de hoje (dia 23) e durante a próxima noite, vai haver precipitação mais abundante, em todo o continente.


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- Acrescentado em 24out:  

     Eis agora o mapa de precipitação nas últimas 24 horas, entre as 06h de ontem e as 06h de hoje. Foi intensa e a quase totalidade ocorreu durante a noite...

(fonte: http://www.weatheronline.co.uk)

- Acrescentado em 26out: - Adaptado do site do Instituto de Meteorologia (IM):


     Salientam-se os valores de precipitação acumulada entre as 18 UTC do dia 23 e as 06 UTC do dia 24: Viana do Castelo com 95mm, Guarda com 65mm, Penhas Douradas com 60mm, Castelo Branco com 66mm, e Proença-a-Nova com 77mm.

     

- Acrescentado em 30out:

     A propósito de valores mais ou menos anormais, registados nestes dois últimos meses, aqui ficam valores climatológicos extremos de Portugal Continental (desde que há registos em Portugal), obtidos do site do IM:


Nota acrescentada em jan/2019Os valores extremos podem ir sendo ultrapassados, com o decorrer dos anos. Como exemplo, * o maior valor da rajada de vento passou a ser de 176,4 km/h (na Figueira da Foz, em 13out2018, com o Furacão/tempestade Leslie) - ver art. de 14out2018.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Feira de São Bartolomeu (dia 24ago)

     No dia 24 de agosto, comemora-se o dia de São Bartolomeu (também conhecido por Natanael, Nathanael Bar-Tholomai, Bartholomäus, Bartholomew, etc.). Foi um apóstolo que viajou por quase toda a Ásia e Médio Oriente. É também considerado o apóstolo da Arménia.

Na pintura da Última Ceia, de Leonardo da Vinci, São Bartolomeu é o apóstolo mais à esquerda.
     Em Proença, existe uma zona da vila (entrada do lado nascente, vindo do Vale Porco) chamada São Bartolomeu, assim como uma capela em sua honra. Fica mesmo em frente à Pousada das Amoras...

     Ao dia deste santo esteve sempre associada a maior feira do ano, a Feira de Agosto ou de São Bartolomeu (antigamente também conhecida por Feira das Melancias), já que as outras feiras ao longo do ano (maio e dezembro) sempre tiveram menor significado.

Montes como este eram frequentes na Feira das Melancias...
     Antigamente, não havia praticamente ninguém que não fosse à vila, por ocasião dessa feira. Quase todas as ruas de Proença (que eram poucas na altura) eram ocupadas com tendas (e toldos que protegiam do calor ou da chuva). Vendia-se e comprava-se quase de tudo, mas realço: roupas, calçado, alfaias, árvores de fruta, loiças e artigos de barro, pipas de vinho, frutas (melancia e melão), gado, etc.

     Enquanto ainda não havia a generalização do uso de veículos automóveis, dava gosto ver as estradas cheias de pessoas que se deslocavam a pé, em burros, em carroças... Poucos eram os que iam de camioneta de carreira, pois havia apenas uma ou duas, pela manhã e outras tantas ao fim da tarde, para o regresso à aldeia.

      De todas as lembranças que tenho desse dia de feira, o que mais me impressionava era a forma como os nossos pais lidavam com os negociantes: pela manhã, costumavam observar os artigos que lhes interessavam, perguntavam o preço, às vezes experimentavam (por exemplo, roupas e calçado). Mas, muitas vezes, essas compras eram feitas apenas perto do final da feira, altura em que era costume os preços baixarem, quando os negociantes estavam já a arrumar os artigos e lhes apareciam os fregueses que tinham andado antes a regatear os preços!... 
    
     Ir à feira e não comprar (e comer) melancia e, às vezes melão, não era habitual. Via-se famílias inteiras, pela hora do calor, em maior quantidade na zona da Senhora das Neves (entrada sul), a deliciarem-se com melancia apetitosa, que provinha principalmente do Ribatejo ou dos campos de Idanha/Ladoeiro.

     Também me lembro de que muitos jovens aproveitavam a deslocação para a feira, ou o regresso da mesma, para conhecer novas moças e, por vezes aí, começar um namoro!...

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Sites que pode visitar, como complemento:

http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Altima_Ceia
http://www.igogo.pt/proenca-a-nova/ (Guia de turismo e lazer de Portugal. Mais de 130 mil pontos de interesse: hotéis, restaurantes, pontos turísticos, etc.)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Receitas tradicionais da aldeia (em constr.)

     Caros amigos valecarreirenses,

     Vamos lá a reunir as tradicionais receitas da nossa terra, para aqui publicarmos. Agradecemos a todos os que se dignem colaborar. Enviem-me os contributos para um dos e-mails do blogue. - (Podem ver os contributos na coluna à direita...)

     E que acham da ideia de, num certo ano, fazermos o Convívio/Festa apenas à base destas receitas tradicionais?...

Sugestões:

- Couves de azeite
- Couves requentadas
- Couves com carne nova (bofes, suã, sangue...)
- Arroz de tortulhos
- Gasalhos na brasa
- Arroz de miúdos
- Cabrito (ou borrego) no forno (ou com massa)
- Semeneta (semineta)
- Assaduras (febras)
- Sopas com ovos e poejos
- Sopa à Lavrador
- Sopa da Boda
- Sopas de cavalo cansado
- Rancho
- Batatas amassadas com tomate (e sardinha assada)
- Batatas e cebolas assadas no forno (de cozer o pão)
- Salada de almeirão com feijão (e chouriças)
- Migas de alho
- Tigelada
- Arroz-doce
- Leite-creme
- Marmelada e geleia
- Papas de milho
- Broinhas
- Filhoses e belhoses
- Cadarrapos
- Jeropiga
- Figos secos
- Pevides de abóbora
- Tremoços (adoçados no poço ou na barroca)
- Castanhas veladas
- Freiras (pipocas), no lar da lareira
- Bolotas assadas no borralho (ou no lar)
- Refresco com água e umas gotas de vinagre (ou vinho)
- ...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Emigrantes que nos visitaram no verão

     Como é habitual, todos os anos, principalmente no verão, alguns dos nossos emigrantes nos visitam. A maior parte deles vive no Brasil, mas também os há em vários países da Europa. Essas visitas (ou regressos às suas origens) são sempre vividas com emoção e alegria, tanto para quem visita como para quem recebe.

     Assim, neste verão (2011) fizeram-nos a surpresa de vir até nós:

1.     O António Dias e a esposa Pilar residem no Brasil (em Barretos, Estado de S. Paulo) com os 2 filhos e 4 netos. Vieram participar no encontro dos irmãos, descendentes de José Dias e Maria dos Prazeres (ver a Página 2. Crónicas de convívios):

António Dias e Pilar

2.     De visita aos famíliares, estiveram também o José Alves (Zezinho) e família, residentes no Brasil. Só agora (jun2012) me foi possível ter acesso a fotos dessa visita. Eis algumas: 











3.     Emigrante na Holanda, o Fernando Dias veio também participar no encontro dos irmãos. Surpreendeu-nos trazendo os seus dois filhos, que moram na Covilhã com a mãe... (Esperamos que ela, Anabela, apareça também numa próxima oportunidade...):

Fernando Dias (com os filhos)

     A todos, os valecarreirenses residentes agradecem as visitas às vossas origens e desejam felicidades lá por onde andam e fazem a vida. Aguardamos sempre a vossa vinda até à pequena aldeia que os viu nascer e da qual, cremos, nunca se esquecem. Esperamos muitos mais, que nos visitem sempre que possível e quando desejarem.

     NB: Peço desculpa por este artigo ser pequeno, pois merecia que a este respeito se dissesse muito mais... Se algum dos visados quiser, que envie umas palavras para aqui serem acrescentadas (ou comentem abaixo)...

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(Actualização de 25jun2012)

Obrigado.
Zé Luís.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Participação na V Feira da Tigelada

No dia 14 de julho, comecei este artigo assim: "Vem aí mais uma Feira da Tigelada..." Agora (01ago) atualizo-o com fotos. Se alguém tiver alguma com muita assistência, ceda-ma...

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     No passado fim de semana (dias 30 e 31 de julho), decorreu, em Proença-a-Nova, a quinta edição da Feira da Tigelada. O evento, realizado no Mercado Municipal, começou com pouca afluência de público, talvez devido ao calor. Mas, no sábado, à medida que refrescou, para a noite, acabou por se presenciar um Mercado bem repleto de visitantes... De tal modo que creio que todos os "stands" esgotaram os seus produtos!

     No domingo, a afluência foi bem menor, havendo também menor quantidade de expositores e produtos à venda. Na manhã desse dia, os que compareceram tiveram de renovar os seus "stocks"...  

     As aldeias/associações participantes (Vale da Carreira, Atalaias, Casais, Corgas, Cunqueiros, Estevês, Malhadal, Maljoga, Moitas, Pena Falcão, Pergulho, Póvoa, Vale de Água e Vergão) presentearam-nos com a mesma iguaria, mas com  apresentações e sabores diversos, em função dos ingredientes e do modo de confeção do doce (receita). Assim, além da apresentação normal da tigelada, em caçoulo de barro, mostrámos um pudim de tigelada e tigelada com gelado - "Ti-gelado" (da autoria da Carla Pinheiro). Boa imaginação que resultou!...

     Creio que deu para comprovar que as tigeladas do Vale da Carreira não ficam atrás das doutras aldeias da zona (algumas delas com mais fama, por isso foram as primeiras a esgotar o "stock" para venda)!... E que dizer das inovações criadas (pudim de tigelada e "ti-gelado")? Valeu a pena, pessoal!...

     Parabéns a todos e obrigado pelo empenhamento. Para o ano haverá mais, cremos...

     Seguem umas fotos ilustrativas:








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Atualização de 05ago2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Datas da Páscoa e Carnaval no séc. XXI (e Corpo de Deus, até 2030)

Todos notamos que, de ano para ano, variam as datas da Páscoa e do Carnaval, que são festas (ou feriados) móveis. Essa variação tem a ver com o início da primavera (do outono, no hemisfério sul) e com as fases da Lua.

A regra é: a Páscoa será no primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia a seguir ao início da primavera (do outono, no hemisfério sul). Pode, pois, variar entre 22mar e 25abr. A partir daí, determinam-se o Carnaval (47 dias antes da Páscoa) e os outros feriados móveis (ou dias santos/feriados): Quarta-feira de Cinzas, Domingo de Ramos, Sexta-feira Santa, Páscoa, Pentecostes, Ascenção, Corpo de Deus...

Assim, a Páscoa recai sempre 47 dias depois do Carnaval... E o Corpo de Deus será 60 dias depois da Páscoa...

Pela sua utilidade, aqui ficam, então, as datas da Páscoa e Carnaval, durante este século:


A seguir, eis as datas de alguns Feriados Móveis, até 2030 (apresentados de outra forma), onde se inclui o Corpo de Deus:



Nota: Para quem quiser aprofundar, veja, por exemplo:

- http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1lculo_da_P%C3%A1scoa
- http://ghiorzi.org/portug2.htm
- http://astro.if.ufrgs.br/pascoa.htm
- http://www.pascoa.info/como-saber-a-data-da-pascoa-de-qualquer-ano.html
- http://www.brasilescola.com/pascoa/datadapascoa.htm
- http://oal.ul.pt/publicacoes/almanaques/outros-dados/feriados-moveis-ate-2030/

domingo, 15 de maio de 2011

Frases (inesquecíveis ou apenas engraçadas) de valecarreirenses...

Para recordar... Quem terá escrito ou dito estas frases (ou parecidas)? Se quiser colaborar com alguma de que se lembre, informe-me...

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- "A nha mãe não cá tá nem cá tem ovos"...;
- Quando se está a fazer um trabalho, "pára-se quando está quase bom..." - (conselho de carpinteiro!);
- Esta agenda pertence a Aníbal J. O novo dono acrescentou: Agora é do irmão. - (por volta de 1962/4);
- "Se não depenicas, não és pássaro!" - (por volta de 1962/3 - todos comendo bagos de um cacho colhido no caminho para a escola...);
- "Mana, gosto tanto de ti como da Terra até ao Céu!" - (de... para a Alice); 
- "Oh mãe, eu ouvi-te dizer que ias ordenhar a chuvenisca!" - (por volta de 1962/5) - Frase referida no artigo de janeiro 2010 - "À eira, colmo!";
- "Ó Ti Marês, dê cá o nariz, que eu já cá tenho a troquês." - (por volta de 1964/5);
- "Então, Arménio, caíste?"; "Não, não; estou-me a levantar". - (a jogar à bola, por volta de 1976/8);
- "E quem é que enterra a última pessoa que morrer?" - (por volta de 1969/71);
- "Os teus pais foram pra horta e mandar dizer-te pra ires ao presunto pra merenda, quando chegasses da escola..." - (por volta de 1965/6);
- "Tu tens c´abrandecer!";
- "O cão é teu (,) irmão?" E ainda: "Vai pra casa, cão, que o teu dono também já foi (,) cão!";
- "Pra onde é que vocês vão os dois?" - "Vamos buscar palha pra nós os três!..."
- Episódio passado no Largo da Fonte: "Ó miúdo, vai-me buscar ali um copo de água." Depois de muito insistir, virou-se para quem com ele estava e disse: "O garoto é mesmo bem-mandado: é preciso mandá-lo muitas vezes!...";
- "Eu gostava de ser porco, pra comer como eles, assim a abocanhar e cas mãos dentro do prato...";
- "Bebam aí este copito de aguardente, duma só vez, e depois gritem bem alto: Ó Elvas, ó Elvas..." - (a fazer aguardente, no alambique do povo... - referido no artigo de out2010);
- "Quando eu for Zé já lavro, quando eu for Tonho tenho uma mota e quando eu for pai limpo oliveiras." - (por volta de 1969/70);
- "Vê lá se consegues trincar esta bolota..." - (praxe ou partida feita aos mais novos, junto ao forno do pão, no tempo das bolotas);
- "Ó senhor, vá-se lá embora, que se está a fazer noite!..." - (O homem era duma aldeia vizinha e tinha a alcunha de "O Noites"...);
- Havia um outro homem que tinha a alcunha de "O Brusco". Então, naqueles dias em que o tempo estava com cara de chuva, o pessoal dizia baixinho (mas para ele ouvir): "Está o tempo brusco!" Ele respondia logo de seguida: "É a put* da tua tromba, meu gaiato de merda...";
- "Eu não tenho vinho, mas deixa-me ter..." - (propositadamente para confundir com "deixa meter");
- "Eu, quando morrer, quero viajar...";
- "Ó Ti Antonho, o 'whisky' faz bem ao coração..." - (toca a esvaziar a garrafa e jogar cartas...);
- "Eu andei a fazer cachopos c'a nha mãe" - (!);
- "Temos que levar a vida conforme ela se apresenta";
- ...