sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Durante o ano...

Além das Marés e Fases da Lua (publicadas de ano a ano), por serem sempre úteis, não deixe de visitar:

1 - Nascimento o ocaso do Sol (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011/05/nascimento-e-ocaso-do-sol.html);
2 - Datas da Páscoa, Carnaval e Corpo de Deus (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011_06_01_archive.html).

domingo, 29 de dezembro de 2013

Vale da Carreira - "post" do António Alves, transcrito do Facebook


Vale da Carreira

Poucos sabem da minha aldeia
Poucas ruas
Uma estrada e uma fonte
Uma paisagem de casas vazias.

A vida quase acabou
A estrada está quase morta
Até a ribeira secou.

Já poucos sabem dela
Sumida
Longe de tudo.

No meu tempo de criança
Foi o meu reino
A capital do mundo

Enorme como os meus sonhos.

O tempo passou.
Os sonhos não morreram.
A minha aldeia continua lá.
Eu estou vivo.
Amo…
E,
Amo a aminha aldeia.

António Alves
29/12/2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

E esta, hem! (É a crise, é da crise!)

Soube há pouco tempo, com surpresa, que já nem temos café no Vale de Água! Cada vez mais o pessoal das nossas aldeias vai ficando desamparado... Já lá vai o tempo em que em quase todas as aldeias havia esse apoio, nalgumas até havia mais do que uma taberna...

E agora, como estão as pessoas a viver com a situação? Gostava de saber mais e ouvir a vossa opinião. Será que também fechou a parte de "mini-mercado"? Comentem aqui, por favor...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Voltemos a falar do tempo: no mês "seca fontes", vem aí a chuva! (E chegou em grande, mas sem estragos...)

O mês de setembro é mencionado num ditado popular como "seca fontes" ou "leva pontes"... Sobre isso, já escrevi em anterior publicação (artigo/mensagem), de 28out2011.

Este verão está a ser realmente seco: há muitas zonas do país onde não chove desde meados de junho... E o calor também dominou, embora não tivesse havido grandes "vagas de calor". Em apenas um período (1.ª semana de julho), as temperaturas se aproximaram ou ultrapassaram os 40 graus, especialmente no interior, como é habitual (Beja e Castelo Branco - 41; Lisboa e Coimbra - 39; Porto - 38). Por volta de 19/23 de agosto, as temperaturas voltaram a estar altas no interior das Beiras, no Baixo Alentejo e no Algarve (Beja - 41; Castelo Branco - 40; Faro - 37).

Em consequência da secura e calor, este ano voltou a ser de muitos e grandes incêndios, calamidade a que devemos estar sempre atentos (assunto também tratado anteriormente)...

Segundo as mais recentes previsões/antevisões, na próxima semana (última do mês) a chuva vai aparecer, finalmente! Não se descarta a possibilidade de, no fim de semana das eleições, ser por vezes forte (o "leva pontes"?!)... Esperamos que não haja estragos...

(Parece que não houve grandes estragos, apesar de os totais de precipitação terem sido altos: entre 24/25set e 03out, caíram entre 70 e 75mm, em Lisboa; e pelo menos entre 100 a 150mm, em muitas zonas do N./C.)

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Actualizado em 21set e 03out.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Incêndios florestais: todos os anos a mesma calamidade...

Quando iremos ter mão nesta desgraça nacional?  É todos os anos a mesma coisa: incêndios e mais incêndios (a média é de cerca de 200 ocorrências por dia!!!)... Mortes, destruição, etc., numa palavra: calamidade!...

A sociedade exige que sejam tomadas medidas enérgicas, mas eficazes, para debelar estas calamidades. Salvo melhor opinião, devia ser nomeada uma comissão (com personalidades entendidas na matéria) para debater este assunto e propor medidas... Não apenas mais uma comissão, claro. Era preciso aprofundar a questão em todas as suas vertentes...

Aqui fica uma foto tirada/publicada pela astronauta Karen L. Nyberg, da Estação Espacial Internacional, no dia de ontem (25/08/2013). Nela se vêem nitidamente os incêndios sobre Portugal. Reparem na beleza da imagem (nuvens a Oeste) e na calamidade subjacente (fumos, zonas ardidas)... Não deixa de ser ambíguo: tanta beleza e, ao mesmo tempo, tão grande calamidade!...

(fonte/créditos: https://twitter.com/AstroKarenN)

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Para quem tem dificuldade em visualizar, aqui fica a mesma foto, com orientação Norte-Sul:

sábado, 13 de julho de 2013

Parabéns, Tia Lurdes - (e minha madrinha)

O Raul Sonso escreveu este artigo/mensagem, que foi publicado no Jornal "O Concelho de Proença-a-Nova", do passado dia 10 de julho. Dado que ele autorizou, transcrevo o artigo:

"Celebrou recentemente 89 anos de idade a D.ª Lurdes do Vale da Carreira. Junto de familiares, alguns vindos do Brasil, o sobrinho Raul, a Fernanda, a Irene e a Josélia, cantaram os parabéns pela sua longevidade. Chegar aos 89 anos é um privilégio e a Lurdes é aquela mulher cheia de garra para quem não existem lamúrias, mas alegria e satisfação por chegar a esta idade rodeada de quem tanto ama. Ficámos com a certeza que vive em pleno a sua velhice, alegre, bem disposta, recebendo toda a gente sempre com um sorriso. Tomou conta dos pais, o José Alves e a Maria dos Prazeres, dos irmãos cuidou com amor e carinho e agora recebe os sobrinhos e demais familiares sempre de braços abertos. Agora vêm até junto da tia Lurdes e desfrutam das suas histórias, das suas gargalhadas, enfim da sua boa disposição.
Parabéns pelo seu aniversário, são os votos dos seus sobrinhos do Brasil."



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Conservação de uvas, marmelos, cebolas, etc. (dependurados pela casa...)

     Antigamente, uma forma de conservar uvas, marmelos, etc., passava por dependurá-los no tecto da sala, despensa, adega. Depois de feita a vindima, alguns cachos de uva eram seleccionados para o efeito, ficando dependuradas durante mais 2 ou 3 meses (até cerca do Natal). Era natural que, gradualmente, os bagos começassem a secar, dando um sabor cada vez mais adocicado à uva.

     O mesmo se passava (ou passa ainda) com as cebolas e alhos. Estes por vezes ficavam fora de casa (na cabana ou num anexo).

     As uvas e os marmelos ficavam presos por um cordel ou ráfia, ligeiramente afastados do tecto, para evitar o acesso dos ratos. Já as cebolas e alhos eram aglomerados em forma de trança e assim ficavam dependurados. 

(arranjar fotos)

terça-feira, 21 de maio de 2013

A aldeia está de luto...

Uma tragédia durante o dia de ontem (20 de maio), trouxe o luto ao Vale da Carreira e ao Mesão Frio: o nosso caro amigo e valecarreirense Ti António Cardoso (mais conhecido por "Balseiro") faleceu, vítima de acidente com tractor... 

O Ti António é natural do Carrascal (Cardigos) e casou no Vale da Carreira, tendo-se mudado para o Mesão Frio, já depois de ter regressado de França, onde foi emigrante durante muitos anos.

Aqui prestamos a nossa homenagem e deixamos à viúva (Prazeres, natural do Vale da Carreira) e filhas os nossos sentimentos. Paz à sua alma, ele que era tão estimado por todos os que com ele viviam e conviviam...


Segue notícia recolhida ontem do site http://www.oesteglobal.com


"MAÇÃO: Capotamento de trator provoca um morto.

Um capotamento de um trator agrícola provocou hoje a morte a um homem de 74 anos em Mesão Frio, na freguesia de Cardigos, em Mação.

Em declarações à agência Lusa, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Mação disse que o acidente ocorreu perto da hora do almoço e o homem teve morte imediata, ao ficar debaixo de uma das rodas do veículo.

'O acidente deu-se num caminho agrícola e no trator vinham dois homens, um dos quais sentado no guarda-lamas. Quando o trator capotou, esse indivíduo foi projetado para o chão e o veículo caiu-lhe em cima, provocando-lhe morte imediata', contou.

No local estiveram bombeiros de Mação e Proença-a-Nova, com sete homens e três viaturas, uma das quais de desencarceramento, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar do Médio Tejo e dois elementos da GNR."

domingo, 21 de abril de 2013

Noutros tempos: a ribeira do Vale d'Anta, a azenha, os pastores e as cabras...

Mais uma colaboração do António. Obrigado, grande poeta e pintor. Aproveitem para espreitar o seu blogue, ainda na fase inicial: Leiriartes (http://leiriartes.blogspot.pt).


Tempos "Idos" a ribeira do Vale D'Anta e a Azenha... os pastores e as cabras...

...

Meio Dia…

O sol aquece
e esquece a sombra
que parada dorme
na solidão das horas.

O gado descansa
debaixo da árvore
que abrasada esconde
e mata o sol.

No silêncio da água
quente, parada
a rã saltitona
entra nos juncos
e canta afinada 
um som dormente.

Os frutos maduros
dão vida ao pastor;
o cão acordado
aguarda a partida.

As ervas crescem,
a vida renova-se 
na minha ribeira.

O moinho parado
relembra outros tempos.
O verão e as cabras.
A sesta e os pastores.

António Alves
20/04/2013