quarta-feira, 21 de maio de 2014

Cuidado com o maio!

     Havia uma superstição (e tradição) antiga, na nossa aldeia, que dizia que, mal chegasse o mês de Maio, não se devia ficar na cama até tarde! Ou seja, pelo menos no dia 1, todos tinham de se levantar cedo (antes do nascer do sol), pois, caso contrário, o tal bicho maio podia entrar-lhes pelo rabo!!!

     Percebe-se a intenção: como os dias começam a ficar mais quentes, é pela madrugada (pelo fresco) que se devem fazer prioritariamente os trabalhos do campo, logo toda a gente deve começar a levantar-se cedo...  




Eis um maio, no seu ambiente e ampliado...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de ABRIL, sempre!

     Há que revigorar o espírito do 25 de Abril!... Pois, 40 anos depois já é tempo de fazer uma boa avaliação... Muito falta fazer ou dar um ajuste em certos aspectos... Cada um que se interrogue, confronte os políticos, e faça valer os seus direitos... Não se esqueça também dos deveres...


     VIVA o 25 de Abril!!!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vamos voltar a dedicar-nos mais à agricultura?

     Seja por necessidades relacionadas com a crise surgida nos últimos anos (há quem diga que houve um retrocesso de cerca de 30/40 anos nas condições de vida, poder de compra, preços dos produtos hortícolas), ou até como forma de ocupar o tempo livre, ou ainda porque é moda, o facto é que se está a notar-se um aumento crescente de pessoas que se dedicam a cultivar, quase exclusivamente para consumo próprio, verduras, legumes, ervas aromáticas, flores, frutas, etc.

     Tudo vale para arranjar pequenas hortinhas, não nos mesmos moldes de antigamente, em que se cultivavam maiores porções de terreno, fora das habitações. Hoje, são muitos os exemplos virados para os mini-quintais, em prateleiras, canteiros, etc. Todos os suportes servem para neles colocar um pedaço de terra, e ficarem resguardados mesmo dentro dos apartamentos, ou em redor das casas...

     A rega pode ser simples ou mais elaborada. Quem precisar, pode mesmo idealizar pequenas estufas, com plásticos, vidros, etc.

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Seguem algumas imagens retiradas da net, para dar ideias:

















     Como se vê, tudo pode servir, desde que possa conter terra e água. Haja lugar à imaginação!...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Os Ditados da Avó Carmo...

Actualização de 30mar2014: A Ti Carmo acabou de nos deixar para sempre! Às filhas e restantes famílias deixamos aqui os nossos sentimentos. Que descanse em paz!...

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A Ti Carmo (da Palhota) era até agora a Valecarreirense de idade mais avançada. Aqui se publicam estes versos, por ela muitas vezes declamados. A iniciativa é da sua filha Prazeres. Eles foram compilados por uma nora sua, em 2005. A todas agradeço a iniciativa, que visa perpetuar as memórias dos nossos pais e avós... Que sirva de exemplo a outros valecarreirenses.

Trata-se duma agradável homenagem à sua mãe, que acaba por ser ainda mais vincada já que aconteceu pouco tempo antes da sua partida...




Meu amor é pequenino,
Fui à cama não o acho.
Veio uma pulga, deu-lhe um coice
Deitou-o da cama abaixo.

O meu amor não é este,
O meu amor traz chapéu.
O meu amor ao pé deste,
Parece um anjo do céu.

Meu amor vem lá em baixo,
Eu pelo andar o conheço:
Traz o chapéu à maroto
E o “capote” do avesso.

Só eu tenho uma sogra
Que não faz nada.
É pior que uma cobra
Quando está assanhada.

Vai para a porta e para a janela,
Dar à língua com os vizinhos.
Trabalhar não é com ela,
Vai bebendo umas pinguinhas.

Já pedi à Sra. da Hora,
Que ma retire de casa para fora,
Para ver se tenho alegria
Se me sai a sorte grande, ganho a lotaria.

11 horas ou meio-dia,
Vai o meu bem a jantar.
Quem me dera ser pombinha
Para o ir acompanhar.

Haja cautela no baile
No baile haja cautela:
Que ali já ia um
Aos beijos à cara dela.

Que valor tem um beijo
Para me estares sempre a “tentar”?
Há beijos que perdem cor
Outros que fazem corar.

Eu fui ao céu para te ver
E subi por um diamante.
Quem sobe ao céu para te ver,
Já te tem amor bastante.

Da minha janela à tua,
É uma vara medida.
Do meu coração ao teu,
É uma estrada seguida.

À tua porta menina
Não se pode lá namorar.
De dia há lá só moscas
De noite os cães a ladrar.

Se vires cair apanha,
Salsa verde na varanda.
Olha que são saudades
Que o meu coração te manda.

Eu deitei-me e adormeci
Ao pé da água que corre.
A água me respondeu
“Quem tem amores não dorme”.

O meu coração fechou-se,
Fechou-se já não se abre.
Quem o fechou ausentou-se,
Ausentou-se e levou a chave.

Passarinho da ribeira,
Eu não sou o teu irmão.
Tu levas as penas nas asas
E eu trago-as no coração.

Passarinho do ar,
Eu não sou teu inimigo.
Empresta-me as tuas asas
Que eu quero voar contigo.

Quando eu me for desta terra
Vou para outra freguesia.
Levo na minha companha
A nossa Senhora da Guia.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Durante o ano...

Além das Marés e Fases da Lua (publicadas de ano a ano), por serem sempre úteis, não deixe de visitar:

1 - Nascimento o ocaso do Sol (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011/05/nascimento-e-ocaso-do-sol.html);
2 - Datas da Páscoa, Carnaval e Corpo de Deus (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011_06_01_archive.html).

domingo, 29 de dezembro de 2013

Vale da Carreira - "post" do António Alves, transcrito do Facebook


Vale da Carreira

Poucos sabem da minha aldeia
Poucas ruas
Uma estrada e uma fonte
Uma paisagem de casas vazias.

A vida quase acabou
A estrada está quase morta
Até a ribeira secou.

Já poucos sabem dela
Sumida
Longe de tudo.

No meu tempo de criança
Foi o meu reino
A capital do mundo

Enorme como os meus sonhos.

O tempo passou.
Os sonhos não morreram.
A minha aldeia continua lá.
Eu estou vivo.
Amo…
E,
Amo a aminha aldeia.

António Alves
29/12/2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

E esta, hem! (É a crise, é da crise!)

Soube há pouco tempo, com surpresa, que já nem temos café no Vale de Água! Cada vez mais o pessoal das nossas aldeias vai ficando desamparado... Já lá vai o tempo em que em quase todas as aldeias havia esse apoio, nalgumas até havia mais do que uma taberna...

E agora, como estão as pessoas a viver com a situação? Gostava de saber mais e ouvir a vossa opinião. Será que também fechou a parte de "mini-mercado"? Comentem aqui, por favor...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Voltemos a falar do tempo: no mês "seca fontes", vem aí a chuva! (E chegou em grande, mas sem estragos...)

O mês de setembro é mencionado num ditado popular como "seca fontes" ou "leva pontes"... Sobre isso, já escrevi em anterior publicação (artigo/mensagem), de 28out2011.

Este verão está a ser realmente seco: há muitas zonas do país onde não chove desde meados de junho... E o calor também dominou, embora não tivesse havido grandes "vagas de calor". Em apenas um período (1.ª semana de julho), as temperaturas se aproximaram ou ultrapassaram os 40 graus, especialmente no interior, como é habitual (Beja e Castelo Branco - 41; Lisboa e Coimbra - 39; Porto - 38). Por volta de 19/23 de agosto, as temperaturas voltaram a estar altas no interior das Beiras, no Baixo Alentejo e no Algarve (Beja - 41; Castelo Branco - 40; Faro - 37).

Em consequência da secura e calor, este ano voltou a ser de muitos e grandes incêndios, calamidade a que devemos estar sempre atentos (assunto também tratado anteriormente)...

Segundo as mais recentes previsões/antevisões, na próxima semana (última do mês) a chuva vai aparecer, finalmente! Não se descarta a possibilidade de, no fim de semana das eleições, ser por vezes forte (o "leva pontes"?!)... Esperamos que não haja estragos...

(Parece que não houve grandes estragos, apesar de os totais de precipitação terem sido altos: entre 24/25set e 03out, caíram entre 70 e 75mm, em Lisboa; e pelo menos entre 100 a 150mm, em muitas zonas do N./C.)

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Actualizado em 21set e 03out.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Incêndios florestais: todos os anos a mesma calamidade...

Quando iremos ter mão nesta desgraça nacional?  É todos os anos a mesma coisa: incêndios e mais incêndios (a média é de cerca de 200 ocorrências por dia!!!)... Mortes, destruição, etc., numa palavra: calamidade!...

A sociedade exige que sejam tomadas medidas enérgicas, mas eficazes, para debelar estas calamidades. Salvo melhor opinião, devia ser nomeada uma comissão (com personalidades entendidas na matéria) para debater este assunto e propor medidas... Não apenas mais uma comissão, claro. Era preciso aprofundar a questão em todas as suas vertentes...

Aqui fica uma foto tirada/publicada pela astronauta Karen L. Nyberg, da Estação Espacial Internacional, no dia de ontem (25/08/2013). Nela se vêem nitidamente os incêndios sobre Portugal. Reparem na beleza da imagem (nuvens a Oeste) e na calamidade subjacente (fumos, zonas ardidas)... Não deixa de ser ambíguo: tanta beleza e, ao mesmo tempo, tão grande calamidade!...

(fonte/créditos: https://twitter.com/AstroKarenN)

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Para quem tem dificuldade em visualizar, aqui fica a mesma foto, com orientação Norte-Sul: