Um bom dia para todos os pais deste Mundo!...
quinta-feira, 19 de março de 2015
19 de Março: é "Dia do Pai"!...
Hoje é "Dia de São José" e "Dia do Pai": é altura para recordar os nossos pais, em especial aqueles que já nos deixaram...
Leia o que escrevi, de forma breve, na Pág. 4 - HOMENAGENS... (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/p/homenagens.html) e, se desejar, deixe o seu comentário...
Um bom dia para todos os pais deste Mundo!...
Um bom dia para todos os pais deste Mundo!...
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terça-feira, 17 de março de 2015
Até já, Mãe, Avó e Bisavó!
Transcrevo o Agradecimento dos descendentes da Tia Conceição, publicado no Jornal "O Concelho de Proença-a-Nova", n.º 732, de 10mar:
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Quis Deus que, no dia 14 de dezembro de 1921, nascesse na pequena aldeia do
Vale da Carreira, uma menina a quem foi dado o nome de Maria da Conceição.
Quis, igualmente Deus, chamá-la a Si, de forma quase inesperada (“… não sabeis
o dia nem a hora” – Mt 25,13), no passado dia 01 de março.
Independentemente da
longa vida que viveu, a notícia da sua morte não deixou de ser para todos nós
motivo de profunda tristeza, mas ao mesmo tempo de agradecimento por todo o
amor e carinho maternal que nos dispensou. Casada com Francisco Alves, foi
sempre uma esposa dedicada, companheira, confidente, porto de abrigo.
Referindo-se ao marido, dizia com muita graça a seguinte quadra:
Adeus, ó Vale da Carreira
Em tudo és superior.
Foi onde eu nasci
E nasceu o meu amor.
Ambos souberam construir uma família, onde os grandes valores cristãos e
humanos estiveram sempre presentes e transmitidos aos filhos, com o máximo
respeito pela liberdade de cada um. O seu exemplo de pais e cidadãos era a
principal forma de fazer passar a mensagem. O casal soube, através do seu
trabalho e dedicação, criar os seus filhos, numa atmosfera em que se respirava
amor. Que saudades temos desses tempos!...
Abertos à vida, geraram 13 filhos, morrendo 3 nos primeiros anos de vida.
Ao falecer, Maria da Conceição tinha 8 filhos vivos, 16 netos e 5 bisnetos.
Estamos todos muito orgulhosos e agradecidos por estes dois seres que nos
transmitiram a vida e que para nós não morreram, já que somos portadores dos
seus genes.
O funeral da nossa mãe, avó e bisavó foi, sem dúvida, uma grande manifestação
de fé e de amizade. Muitas pessoas, algumas vindas de bastante longe, se
quiseram associar a nós neste momento de dor, mas ao mesmo tempo de ação de
graças e louvor a Deus por tudo o que lhe concedeu ao longo da vida. Todo o
ambiente celebrativo estava impregnado de espírito cristão e grande
solidariedade humana. Estamos convencidos de que ela repousa em paz e
intercede, junto de Deus, por todos nós.
Queremos agradecer, do fundo do nosso coração, a todas as pessoas que
participaram nas cerimónias fúnebres, familiares ou não, e a todas aquelas que
de outras formas nos apoiaram e transmitiram palavras de conforto. Agradecemos,
também, a comida que algumas pessoas nos fizeram chegar.
Estamos bastante reconhecidos à Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova,
incluindo o Provedor e restantes órgãos sociais, funcionários e voluntários,
pela forma cuidada e dedicada como sempre a trataram, nestes últimos dez meses
de vida.
Para a paróquia de Proença-a-Nova, onde foi batizada, recebeu os
sacramentos e viveu de forma intensa a sua fé, vão também as nossas palavras de
gratidão.
A todos o nosso bem hajam.
Os filhos, netos e bisnetos da “Ti Conceição (Mendes)”.
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segunda-feira, 2 de março de 2015
O Vale da Carreira de luto, novamente...
As Famílias Alves e Mendes e, em geral, todos os Valecarreirenses estão de luto, pois a Tia Conceição Alves partiu... Ela que tinha a mais bonita idade de todos (93 anos). A toda a família enlutada deixamos os sentidos pêsames. Que ela descanse em paz e se junte no Céu ao marido, Tio Francisco, que nos deixou já há 20 anos...
A Tia Conceição foi uma grande mulher, esposa, mãe/avó/bisavó, tia, etc... Penso que, desde a origem da aldeia, terá sido aquela que teve a maior descendência: 13 filhos, 16 netos e 5 bisnetos...
A Tia Conceição foi uma grande mulher, esposa, mãe/avó/bisavó, tia, etc... Penso que, desde a origem da aldeia, terá sido aquela que teve a maior descendência: 13 filhos, 16 netos e 5 bisnetos...
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Nota: Veja também publicação mais recente (19mar), bem como a Pág. 4...
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
É Natal - (poema da autoria do Sr. César Ramos da Silva)
"É Natal
Sejamos reais e,
Não mais que, a nós iguais;
Sem frete, sem reset...;
Nem armar um pinchar
Da Lua, boa vontade,
Porque essa é
A minha, tua e nossa
Maior felicidade!
Não mais que, a nós iguais;
Sem frete, sem reset...;
Nem armar um pinchar
Da Lua, boa vontade,
Porque essa é
A minha, tua e nossa
Maior felicidade!
Natal é hoje.
O Natal vai-nos construindo
A idade.
É ele, um lindo
Marco nascença, pureza
Verdade.
Cria viva, p´rarredo do medo
E da soledade.
O Natal vai-nos construindo
A idade.
É ele, um lindo
Marco nascença, pureza
Verdade.
Cria viva, p´rarredo do medo
E da soledade.
O Natal dá-nos a
certeza,
Em cada loco, alimento, alteza;
Na mesa
Foco, momento
Da solidariedade...!
Em cada loco, alimento, alteza;
Na mesa
Foco, momento
Da solidariedade...!
Com frio ou calor
Onde ele se quer e for
Terá de ser Real
Nas doses
Bem alegres, vozes
E falas, nas ceias, cheias
De presentes, significado, amor!
Onde ele se quer e for
Terá de ser Real
Nas doses
Bem alegres, vozes
E falas, nas ceias, cheias
De presentes, significado, amor!
Feliz Natal"
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(Autoria e permissão do Sr. César Ramos da Silva, em “Minha
Escrita em Edição”. A ele, o meu muito obrigado!) - Veja mais publicações do escritor aqui: https://www.facebook.com/CasadaEscritaeditos
domingo, 30 de novembro de 2014
O canto da lenha (noutros tempos - cont.)
Todas as casas da aldeia tinham (e
continuam a ter) lareira, visto haver
necessidade de aquecer a casa e seus habitantes, nos tempos mais frios, bem
cozinhar alimentos para pessoas e alguns animais domésticos...
A matéria combustível
usada na fogueira compreende: para iniciar a chama, risca-se/acende-se um
fósforo ou sopra-se uma brasa da fogueira anterior, que inflamam uma carqueja
(ou mesmo palha, papel, pinha, etc., quando não há carqueja seca); depois, uns
paus miúdos e, por cima disso, a lenha mais grossa, desde esteva a torga,
azinheira, oliveira, etc.
De salientar que,
antigamente, os fósforos eram mais escassos, não se podia (no salazarismo) usar
isqueiros. E, para colmatar isso, era frequente as nossas mães/avós irem
perguntar às vizinhas se lhes podiam dispensar alguma brasa que restasse das
suas fogueiras anteriores (ou se já as tivessem aceso antes). Isto apesar de
ser muito habitual, ao findar do serão, as mães acondicionarem debaixo da
cinza algumas das melhores brasas que ainda havia, para as tentarem manter
até de madrugada...
Ao lado da lareira, havia sempre um canto da lenha. Era o local, num canto da cozinha, onde se
colocava a lenha que iria ser queimada. Não era a grande (ou maior) reserva de
lenha que se tinha. Essa era guardada num canto da cabana ou num curral seco,
onde, no final do Verão ou começo do Outono, se amontoava, principalmente a mais grossa, para ser usada nos meses mais frios...
Numa linguagem meio
português meio espanhol, contavam os nossos pais que, no tempo da guerra civil
em Espanha (1936-39), em que muitos espanhóis se refugiaram em Portugal, alguns
escondendo-se dos seus rivais, diziam uns para os outros: "Se te vas a
Portugal, não te ponhas en el "canto da lenha", porque está lá o
portuguesito que está siempre a decir: "mete lenha, mete lenha"."
Utensílios indispensáveis, para se usar com a lareira: a tenaz, a pá, o abanico (abano), a vassoura, a grelha, os trempes (tripé), etc.
Utensílios indispensáveis, para se usar com a lareira: a tenaz, a pá, o abanico (abano), a vassoura, a grelha, os trempes (tripé), etc.
domingo, 9 de novembro de 2014
Mais um Valecarreirense nos deixou, o Ti Joaquim Alves...
Embora com atraso de cerca de uma semana, cumpro o dever de informar que faleceu aquele que era o mais antigo Valecarreirense à data: por muito pouco, não chegou aos 100 anos! O Ti Joaquim Alves morava em casa de sua filha, em Torres Novas...
Para toda a família, vão as nossas condolências... Paz à sua alma!
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Poema ao Vale da Carreira de Proença-a-Nova... E também ao Mesão Frio de Cardigos!
Aqui publico um poema de homenagem às 2 aldeias, da autoria da Sra. Gracinda Tavares Dias, que mora na Lameira do Mesão Frio. A ela o meu muito obrigado pelo poema, foto(s) e permissão para o publicar (fonte: Facebook).
"Vale da Carreira!
És uma terra vizinha da minha
Que diariamente posso contemplar
E as pessoas das duas aldeias
São amigos que podemos estimar.
Vale da Carreira!
Passo constantemente
Pela estrada principal
Que liga as duas aldeias
Para uma amizade fraternal.
Vale da Carreira!
A aldeia da minha referência
É Mesão Frio, de Cardigos
E ambas de mãos dadas
Estimam os bons amigos!
Vale da Carreira!
És uma aldeia atraente
E com muita animação,
Do concelho de Proença
E, Mesão Frio de Mação!
Viva o Vale da Carreira
E Mesão Frio também!
Assim, desta maneira
Lhe desejo todo o bem.
Gracinda Tavares Dias
O Mesão Frio ao longe (tirada da eira do Vale da Carreira)
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Video de homenagem ao emigrante...
Eis um video enviado pelo Raul Sonso. Clique na legenda e aprecie!
![]() |
| https://www.facebook.com/video.php?v=10153125389748029 |
domingo, 3 de agosto de 2014
Aí estão as canículas (primeiros doze dias de Agosto)...
Alguém se lembra de ouvir os seus pais, avós ou vizinhos falar das canículas? Eu lembro. E vou explicar do que se trata.
Diziam os antigos que os primeiros dias de Agosto de cada ano "arremedavam" o tempo do ano seguinte! Isto é, acreditavam eles que o estado do tempo nos primeiros 12 dias de Agosto daria uma indicação genérica do tempo que iria estar no ano seguinte. Agricultores, pastores, pescadores, etc. tinham necessidade de projectar (prever/antever) o que iria acontecer...
Cada dia corresponderia a um mês. O dia 1 indicava o tempo em Agosto (o primeiro dia era guardado para si); o dia 2 arremedava Janeiro; o 3, Fevereiro; etc. Consoante o tempo que estava ao longo do dia (pela manhã, à tarde e à noite), assim iria ser o mês correspondente, no ano seguinte. Esta era a correspondência:
1 - ago
2 - jan (O jan. de 2015 seria chuvoso. Aqui poderá dar certo!!!)
3 - fev
4 - mar
5 - abr
6 - mai
7 - jun
8 - jul
9 - set
10 - out
11 - nov
12 - dez
De notar que, de zona para zona do país (penso que mais na parte sul), havia algumas diferenças na distribuição dos dias...
Isto deixa logo antever o rigor ou a veracidade da tal correspondência! E a tão grande distância!? Evidentemente que, com os conhecimentos de hoje em dia, que são aceites numa base científica, a previsão dos elementos do tempo (ou clima) não pode ser vista da mesma forma de antigamente... Até a designação de "fenómenos" meteorológicos deixava a ideia de que não se sabia a origem ou razão de ser dos estados do tempo... Tudo isso mudou.
No entanto, para que os mais novos saibam algo mais do nosso passado, aqui ficou esta descrição...
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