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sábado, 28 de setembro de 2019

Furacão "Lorenzo" nos Açores

O Furacão "Lorenzo" está em vias de começar a atingir os Açores, já para o final do dia 01out.

Acompanhe a evolução, no site do IPMA (comunicados), nas TV's (RTP Açores e outras), nas redes sociais, etc.

Eis aqui imagens de satélite, dia-a-dia, para se perceber a gradual aproximação do furacão:

Imagem do Lorenzo (zona a vermelho, à esquerda), em 28set, às 06H.

E, passadas 24h, já está um pouco mais a N.

Já está a mover-se para NE e vai começar a aumentar a velocidade de deslocamento...

A sua localização, em 30set - 06h.

Dia 01out: o Furacão já se desloca mais rapidamente para NE.
Vai aproximando-se do Arquipélago...

O centro do Lorenzo vai passar mesmo a W do Grupo Ocidental (Flores e Corvo). Ao final do dia, começará a fustigar os Açores.  A noite e a madrugada/manhã vão ser complicadas!... Especialmente no respeitante ao vento e ondulação. A precipitação também pode ter, pontualmente, alguma intensidade, susceptível de gerar enxurradas...

Na tarde de amanhã, 02out, com o rápido deslocamento em direcção à Irlanda, a situação no Arquipélago vai regressar à normalidade. Depois, contabilizar e reparar os estragos...

Desejamos que, além dos inevitáveis prejuízos materiais, não haja fatalidades! 
Portanto, toda a precaução e cuidado são necessários...

Editado, às 08h do dia 02out:

Tal como se previa, foi entre as 4 e as 6 horas da manhã que o "Lorenzo" esteve mais próximo das Flores e Corvo:


Então, o centro do furacão já passou, a menos de 100 quilómetros a W das Flores e Corvo! Está agora a mover-se mais rapidamente para NE, afastando-se do Arquipélago. É agora de cat. 1 e passará, dentro de horas, a ser considerado extra-tropical.

Na imagem de satélite das 06h, nota-se bem a desorganização da sua estrutura, sinal do seu enfraquecimento:

O Lorenzo, a desorganizar-se, agora já centrado a NW do Arquipélago. 

A melhoria gradual vai sentir-se no vento e precipitação; apenas mais tarde, na ondulação...

Estragos:

Devida à pouca precipitação caída, parece não ter havido enxurradas! Mas os ventos fortes, com rajadas, chegaram a atingir valores entre 140 e 150 km/h., nas ilhas do Grupo Ocidental. A ondulação e agitação do mar fizeram os maiores estragos, apenas danos materiais, como se mostra a seguir:






Finalmente, convém referir que, desde que os Ciclones Tropicais são seguidos regularmente pelos Centros/Serviços meteorológicos para isso vocacionados (e com a ajuda de imagens de satélite), nunca um Furacão, nestas latitudes, tinha atingido o grau 5 (cat. 5), o mais elevado da classificação (Saffir-Simpson).

Depois de se ter tornado Furacão, em 25set, foi gradualmente ganhando intensidade e, no dia 29, atingiu o máximo. Nas proximidades dos Açores, já estava bem mais fraco, em cat. 2 ou 1. Cerca de 9 a 10 horas depois, passou a depressão extra-tropical.

Eis o seu registo:


domingo, 15 de setembro de 2019

O Outono a chegar...

Claro, já estamos no meio de Setembro! O Outono vai dando sinais: ontem houve precipitação típica da estação, aguaceiros e uma ou outra trovoada isolada...

A situação meteorológica caracteriza-se por uma zona depressionarária centrada no SE de Espanha, estendendo a sua influência, de forma muito menos acentuada, sobre Portugal Continental.

Durante esta semana, continuará a precipitação, dispersa e principalmente no Norte. Haverá um ou outro dia, mesmo sem ela... Mas, a mudança está aí... Parece que, de 20 em diante, vai estender-se a todo o país...

Oxalá acabe o flagelo dos fogos!

Actualizado, em 19set: confirmo a precipitação, apenas para os dias 20 e 21. Mas as temperaturas já são mais baixas, a humidade é maior e as nuvens vão fazendo companhia...

Eis a precipitação do dia 14set, Sábado, nas estações automáticas do IPMA:


E também a do dia 15set, Domingo:


segunda-feira, 8 de julho de 2019

Então, Verão!?

Neste atípico ano, junho acabou por ser o mais frio das últimas 2 décadas, e julho começa com o mesmo cenário! Devia predominar o sol e temperaturas mais altas, mas não tem sido o caso.

Depressão centrada perto do Porto (8jul).

Tal se deve ao facto da persistência, quase constante, de zonas depressionárias centradas a oeste ou NW da Península Ibérica. Em consequência, ar marítimo, mais húmido e fresco, do quadrante oeste, impede a subida da temperatura e o aparecimento de céus limpos. Apenas as zonas mais interiores, junto à fronteira este com Espanha, têm ficado um pouco livres...

Temp. Máx. de Lisboa: depois das "promessas" de Maio, no início de Junho houve uma descida brusca...

Actualização de 14jul:

O tempo continua "aos solavancos"! Depois de um ou outro dia quente, surgem de novo depressões a transportar ar marítimo, mais húmido e com períodos de nebulosidade.

Como esperado, mais um "solavanco": em 10 e 11jul, houve calor (o record da temp. máxima do ano está, até agora, em 43,1 graus, em Alvega), seguindo-se, em 12 e 13, uma descida apreciável de temperatura e alguns aguaceiros ou trovoadas. Mas, foi no dia 13 que, a norte do Douro, houve precipitação abundante, por vezes com trovoada e saraiva, especialmente nas zonas de Mogadouro a Moncorvo. Veja, a seguir:

 Temp. Máx. de 11jul.

Precip. em 12jul.

Precip. em 13jul.

Imagem sat. 13jul/18H.

Mesmo nas regiões do interior, também tem havido oscilações apreciáveis nas temperaturas. No entanto, os valores são mais elevados,
com menos nebulosidade e vento...


Actualização de 28jul:

Este Julho continua mesmo incomum! O normal seria haver temperaturas elevadas e pouca humidade. Mas, pelo menos nas regiões do litoral, nem parece Verão!

Continuam regiões depressionárias no lado oeste da Península Ibérica, transportando ar marítimo sobre o território. Ao mesmo tempo, a maior parte da Europa sofre a influência de massas de ar, vindas de sul, o que leva a recordes de temperatura (acima dos 40 graus)...

E voltou a haver precipitação em grande parte do país, durante esta semana (dados do IPMA):

Precipitação em 25jul.

 Precipitação em 27jul.

Nebulosidade e precipitação,
associadas a zonas depressionarárias,
junto à Pen. Ibérica (27jul).


Actualização de 10ago:

E o princípio de Agosto continuou semelhante: influência de ar marítimo e ausência de Anticlone dos Açores, que costuma estender uma crista pelo norte da Península Ibérica!...

Eis uma depressão, bem típica dos meses de Inverno, com sistema frontal bem visível (imagem do dia 8):


A "corrente perturbada de oeste" a ela associada produziu precipitação em quase todo o país (excepção provável ao Baixo Alentejo e Algarve mais perto de Espanha). Eis os valores dos dias 7, 8 e 9. As quantidades, nada normais para a altura do ano, foram apreciáveis nomeadamente no NW (cf. site do IPMA):

Precip. de 07ago.

Precip. de 08ago.

Precip. de 09ago.

sábado, 11 de maio de 2019

Amostra(s) de Verão... Ainda que breve(s)!

Até dia 14 ou 15 de Maio, aí temos uma pequena amostra do Verão!

No Algarve, já no dia 10, houve temperaturas acima dos 27 graus. Hoje, o calor vai começar a estender-se para norte. Mas os dias 12 e 13 serão os mais quentes: nalguns locais, irão mesmo ultrapassar-se os 35 graus!

Um convite para ida à praia... Ou para uns caracóis e cerveja!!!

No entanto, a partir de terça/quarta-feira, a temperatura começará a descer. E aparecerão já algumas nuvens, a partir do dia 16, havendo aguaceiros fracos, no Norte e Centro, mais prováveis nos dias 18 e 19. Pois, isto foi apenas uma amostra de Verão!...

Não é nada de anormal, embora muito raro! Lembro-me de, em 1977, 78 ou 79, nos mesmos dias do mês de Maio, terem estado 38 graus em Lisboa!...

Actualização em 14mai:

Eis as Temp. Máx. do dia 13
(do site do IPMA):

Variaram entre cerca de 23 e 38... Seria o dia mais quente deste ano, até ao momento...

Actualização de 05jun2019:

É normal, em certas alturas do ano, particularmente nas épocas de transição entre inverno e verão, haver variações mais ou menos significativas nos valores da temperatura, mais do que nos da precipitação...

Assim:

Depois desse período de calor de 11-15mai, voltou-se a valores mais consentâneos com a época. De novo, de 28mai a 02jun, houve valores de temperatura bem acima do normal. Em locais do interior, foram atingidos valores entre 35 e 39 graus, sendo agora os valores mais altos do ano.

Eis as máximas do dia 01jun
(do site do IPMA):

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Podes aparecer, Entrudo tardio!

Entrudo é o mesmo que Carnaval. O Entrudo de antigamente tinha muito pouco a ver com o moderno Carnaval... Está de acordo com a evolução da vida actual, mais concentrada nas cidades do que nas aldeias; mais global, baseada no acesso aos meios de comunicação e acesso às redes sociais; etc. (Mais sobre o Entrudo no artigo de 28fev2011.)

As datas possíveis para o Carnaval estão compreendidas entre 5fev e 9mar. - ver artigo de 01jun2011 ou siga a ligação no final deste artigo/"post".

Assim, neste ano o Carnaval será tardio: dia 05mar. Depois deste ano, voltará a ser no mês de Março, em 2022 (dia 1) e em 2028 (dia 9, último dia possível!)...

Sabemos que, normalmente, depois de passar o Carnaval, com os dias a aumentar, o frio e a chuva vão amainar... Mas, nas semanas recentes, já temos tido alguns dias de temperatura amena e a chuva tem sido escassa!

Como não há regra sem excepção, os foliões do Carnaval é que não vão gostar de sentir a chuva e a descida de temperatura que se esperam, a partir do fim do dia 3, a começar pelo Norte! No dia de Carnaval e Quarta-feira de Cinzas, será geral! E abundante, em alguns locais...

Melhor será, então, antecipar as comemorações para o fim-de-semana, como já vem acontecendo em muitas terras...

Boa sorte e bom Carnaval a todos!



Para saber mais sobre as datas da Páscoa e Entrudo/Carnaval, visite:



domingo, 14 de outubro de 2018

No rescaldo de Leslie: Depois da tempestade, a bonança...

Hoje, 14out2018, é domingo, um dia calmo e sereno! Dia de bonança, que se segue a um dia muito atípico, agitado, de autêntica tempestade!

O Furacão Leslie, que desde 23 de setembro vagueava entre a Bermuda e os Açores (fig. 1), cerca do dia 9 ou 10out (fig. 2), ganhou intensidade e começou a tomar um rumo mais certo, na direcção ENE (es-nordeste), ameaçando atingir território português. Felizmente, de 12 para 13out, passou bastante a Sul dos Açores, depois aproximou-se do Arquipélago da Madeira, na manhã do dia 13, passando um pouco mais longe do que era esperado, cerca de 300 km a Norte. Mesmo assim, provocou ainda algum vento e ondulação - (fig. 3 e 4).

A sua velocidade ia aumentando e, apesar de se mover sobre águas mais frias, não se dirigia para a zona das Ilhas Canárias, antes continuava mais na direcção NE (nordeste), de tal modo que ao final do dia 13 atingiu a costa do Continente português, já como tempestade tropical, embora com ventos ainda característicos de furacão cat. 1 - (fig. 13).

Quase todos os cenários apontavam, de início, para que atingisse com intensidade a Madeira e se dissipasse na zona das Ilhas Canárias... Mas o seu trajecto, numa área não comum para estes ciclones, foi sendo sucessivamente revisto, cada vez se deslocando mais para o Norte do país, desde o Algarve até à zona de Lisboa, depois entre Peniche e Figueira da Foz (fig. 5 a 8)...

Acabou por entrar em terra na zona da Figueira da Foz, entre as 22 e as 23h. Aí, bem como na margem esquerda do Rio Mondego e Soure, provocou os maiores estragos (fig. 9 a 12).

Nas horas seguintes  foi perdendo actividade, mas deixando ainda vestígios nos distritos de Coimbra, Viseu, Vila Real e Bragança... De um modo geral, todo o litoral desde a foz do Tejo até  Aveiro acabou por ser afectado!

Na fig. 14, apresenta-se o trajecto completo deste furacão, que esteve activo durante 21 dias, um dos mais duradouros e erráticos de sempre. (O Furacão John, no Pacífico, em ago/set 1994, durou 31 dias, o máximo atingido conhecido!)...

Em 1998, 2005 e 2017, Portugal Continental tinha já sofrido com ciclones topicais. Os Açores têm sido sempre mais sujeitos a estes acontecimentos: nos últimos 45 anos, foram assolados ou ameaçados cerca de 35 vezes! - (Veja, na barra lateral deste blogue: Portugal e os Ciclones Tropicais). Tal como o Continente, também a Madeira muito raramente é afectada. Parece que o foi, e severamente destruída, no longínquo ano de 1842. Ao que parece, esse evento ainda atingiu o Algarve. - (Note-se que o muito falado Ciclone de fev/1941 não tinha as características de ciclone tropical, mas sim de uma intensa depressão das latitudes médias).

Aparentemente, estamos cada vez mais a ser atingidos por estas calamidades! Efeitos das alterações climáticas???

Acrescentado, em 16out: as fig. 15 e 16 apresentam, respectivamente, o vento máximo (rajadas) e a precipitação total do dia 13out (nas estações automáticas da rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera  - IPMA - do seu site). Os ventos foram bem significativos nas zonas próximas do centro da tempestade/depressão, tendo-se, na Figueira da Foz, atingido o máximo alguma vez registado em Portugal Continental (rajada de 176,4 km/h). Em Aveiro, Coimbra e Caramulo, foram registadas rajadas de 120 km/h, 122 km/h e 140 km/h, respectivamente. Já a precipitação foi bastante inferior ao esperado...

Fig. 1

Fig. 2

Fig. 3 - O furacão Leslie a N da Madeira

Fig. 4 - Ondas enormes na costa Norte da Madeira

Fig. 5

Fig. 6

Fig. 7

Fig. 8

Fig. 9

Fig. 10

Fig. 11

Fig. 12

Fig. 13 - Imagem de radar meteo., cerca de 40 min. antes de atingir terra

Fig. 14 - Trajecto total do Furacão Leslie

Fig. 15 - Vento máximo (rajada)

Fig.16 - Precipitação total

Nota: imagens ou fotos obtidas do IPMA, Correio da Manhã, Diário de Notícias, TVI,  NOAA, Wunderground.com, Facebook. - (Para melhor definição, clique nas imagens)

domingo, 3 de agosto de 2014

Aí estão as canículas (primeiros doze dias de Agosto)...

     Alguém se lembra de ouvir os seus pais, avós ou vizinhos falar das canículas? Eu lembro. E vou explicar do que se trata.

     Diziam os antigos que os primeiros dias de Agosto de cada ano "arremedavam" o tempo do ano seguinte!  Isto é, acreditavam eles que o estado do tempo nos primeiros 12 dias de Agosto daria uma indicação genérica do tempo que iria estar no ano seguinte. Agricultores, pastores, pescadores, etc. tinham necessidade de projectar (prever/antever) o que iria acontecer...

     Cada dia corresponderia a um mês. O dia 1 indicava o tempo em Agosto (o primeiro dia era guardado para si); o dia 2 arremedava Janeiro; o 3, Fevereiro; etc. Consoante o tempo que estava ao longo do dia (pela manhã, à tarde e à noite), assim iria ser o mês correspondente, no ano seguinte. Esta era a correspondência:

1 - ago
2 - jan (O jan. de 2015 seria chuvoso. Aqui poderá dar certo!!!)
3 - fev
4 - mar
5 - abr
6 - mai
7 - jun
8 - jul
9 - set
10 - out
11 - nov
12 - dez

     De notar que, de zona para zona do país (penso que mais na parte sul), havia algumas diferenças na distribuição dos dias...

     Isto deixa logo antever o rigor ou a veracidade da tal correspondência! E a tão grande distância!? Evidentemente que, com os conhecimentos de hoje em dia, que são aceites numa base científica, a previsão dos elementos do tempo (ou clima) não pode ser vista da mesma forma de antigamente... Até a designação de "fenómenos" meteorológicos deixava a ideia de que não se sabia a origem ou razão de ser dos estados do tempo... Tudo isso mudou. 

        No entanto, para que os mais novos saibam algo mais do nosso passado, aqui ficou esta descrição...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Voltemos a falar do tempo: no mês "seca fontes", vem aí a chuva! (E chegou em grande, mas sem estragos...)

O mês de setembro é mencionado num ditado popular como "seca fontes" ou "leva pontes"... Sobre isso, já escrevi em anterior publicação (artigo/mensagem), de 28out2011.

Este verão está a ser realmente seco: há muitas zonas do país onde não chove desde meados de junho... E o calor também dominou, embora não tivesse havido grandes "vagas de calor". Em apenas um período (1.ª semana de julho), as temperaturas se aproximaram ou ultrapassaram os 40 graus, especialmente no interior, como é habitual (Beja e Castelo Branco - 41; Lisboa e Coimbra - 39; Porto - 38). Por volta de 19/23 de agosto, as temperaturas voltaram a estar altas no interior das Beiras, no Baixo Alentejo e no Algarve (Beja - 41; Castelo Branco - 40; Faro - 37).

Em consequência da secura e calor, este ano voltou a ser de muitos e grandes incêndios, calamidade a que devemos estar sempre atentos (assunto também tratado anteriormente)...

Segundo as mais recentes previsões/antevisões, na próxima semana (última do mês) a chuva vai aparecer, finalmente! Não se descarta a possibilidade de, no fim de semana das eleições, ser por vezes forte (o "leva pontes"?!)... Esperamos que não haja estragos...

(Parece que não houve grandes estragos, apesar de os totais de precipitação terem sido altos: entre 24/25set e 03out, caíram entre 70 e 75mm, em Lisboa; e pelo menos entre 100 a 150mm, em muitas zonas do N./C.)

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Actualizado em 21set e 03out.

sábado, 9 de março de 2013

O TEMPO: tornados recentes...

     Devido a muita instabilidade atmosférica, com condições para a formação de trovoada, rajadas de vento e queda de granizo, ocorreram fenómenos muito localizados de tornados ou trombas de água, no Norte do país, no dia 9mar (sábado), no Porto, Caminha e Póvoa de Varzim.

     Junto fotos obtidas da internet, dos dois primeiros. Como o último ocorreu de noite, não há imagens.

     Na Foz, Porto (foto de Daniel Camacho - http://www.danielcamacho.net)

Em Caminha - Foto de A Bola (http://www.abola.pt)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Outra vez neve...

     Chama-se a atenção para um agravamento do estado do tempo a partir da manhã do dia 27fev e até meio do dia 28. É de salientar que vai haver grande possibilidade de queda de neve, mesmo em locais muito baixos e até perto do mar. As serras mais altas (todas as habituais do Norte e Centro, mas também outras do Centro e Sul - Montejunto, Sintra,  S. Mamede, Monchique/Caldeirão) serão notoriamente afectadas... 

     A cota de neve vai ser muito baixa! Logo, pode haver precipitação sólida (neve ou granizo) em qualquer local. Os vários modelos de previsão concordam nesse sentido.

     A questão da maior ou menor extensão do "manto branco" vai depender das horas a que se verificar a precipitação: há maior probabilidade de ser para a tarde de 27 e na madrugada de 28, começando pelo N./NE.

     Depois de 29jan2006 e 10jan2010 (ver http://vale-da-carreira.blogspot.com/p/neve-na-aldeia.html?m=0), a neve vai voltar a deliciar (e deliciou!) muitos portugueses, em zonas onde este acontecimento não é frequente...

     Afinal, nas aldeias mais baixas da nossa zona acabou por não chegar a neve, embora tenha aparecido com força em muitas zonas mais interiores (inclusive Alentejo)... Mas os pontos mais altos foram contemplados, como se pode ver por estas imagens da Serra das Corgas, gentilmente cedidas pelo amigo Prof. António Manuel (dos Vales - Este é o seu blogue: http://terrasdopolome.webnode.pt):



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Actualizado em 02mar2013