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sábado, 28 de outubro de 2023

Aos cogumelos! Mas cuidado!

Com as chuvas do Outono, começa a época dos cogumelos. Mas cuidado: todos os anos morrem pessoas, por comerem espécies venenosas!...

Procure aqui por espécies comestíveis.

Os chamados "gasalhos", na nossa terra.

Atenção: há um venenoso muito fácil de confundir com este... O mesmo pode acontecer com outras variedades. Por isso, muito cuidado.

Pode consultar este site, sobre o envenenamento por cogumelos.

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E aqui são apresentados alguns dos venenosos.

Para o caso de ser necessário, use o contacto 213303271 ou 808250143 (Centro de Informação Antivenenos)...

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Regresso dos mercados "Os Quintais nas Praças do Pinhal"

Estão de regresso "Os Quintais nas Praças do Pinhal", que foram suspensos em mar/2020.

O regresso acontece no dia 11jun, em Oleiros. Siga a Página 12.

E veja aí também a Agenda para 2023... (A 13ago, em Proença-a-Nova.)

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Cemitérios abertos, no Dia de Todos os Santos e no Dia de Finados, mas...



Os cemitérios estarão abertos, mas com medidas de segurança reforçadas:

"Os cemitérios do concelho de Proença-a-Nova vão estar abertos no próximo fim de semana, ainda que tanto a Câmara como as Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, entidades que gerem estes espaços, tenham adotado medidas adicionais como forma de prevenção, tendo em conta o agravamento da situação pandémica registada no país nas últimas semanas. Para além do uso obrigatório de máscara, distanciamento entre pessoas no mínimo de dois metros e desinfeção de mãos à entrada e à saída, o número máximo de concentração de pessoas é de cinco e só poderão estar no interior por um período máximo de 20 minutos, não havendo lotação limitada. “Estas medidas espelham a preocupação que temos neste tempo que nos obriga a sermos todos agentes de saúde pública e é na congregação dos esforços de todos que contribuímos para a segurança, tanto nossa como dos que fazem parte dos grupos de risco”, considera João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova. “Temos tempo, todos, de prestar homenagem àqueles que nos são mais queridos e de quem temos saudade, mas façamo-lo com responsabilidade: é este o apelo que vos deixo”.
A proibição de circulação entre diferentes concelhos de 30 de outubro e 3 de novembro, decidida pelo Conselho de Ministros, deverá reduzir o número de visitantes na altura em que normalmente as pessoas visitam os cemitérios e prestam homenagem aos seus fiéis defuntos. Em Proença-a-Nova, o cemitério municipal estará aberto entre as 8h00 e as 17h00, o mesmo horário dos cemitérios de Sobreira Formosa, Alvito da Beira e Cunqueiros; os cemitérios de Corgas, Peral, Moitas e Vergão estarão sempre abertos neste fim de semana. Em Montes da Senhora o horário é das 8h00 às 20h00 e em São Pedro do Esteval das 8h30 às 17h00.
Tendo em conta as atuais circunstâncias, o Município recomenda que não se realizem os tradicionais peditórios no dia de Todos os Santos e os magustos nas aldeias. O mercado mensal em Sobreira Formosa, agendado para 1 de novembro, foi adiado para dia 8 de novembro."

(Copiado/retirado do site do Município de Proença-a-Nova)


sexta-feira, 28 de junho de 2019

Vote na nossa Tigelada!

Está a decorrer a eleição das "7 Maravilhas  da Gastronomia de Portugal", na categoria "Doces". A Tigelada da nossa terra é uma das iguarias do distrito de Castelo Branco que ainda se mantêm como possíveis vencedoras. (Veja: https://7maravilhas.pt)

Desde ontem que está aberta a votação nas candidatas que foram pré-seleccionadas em cada distrito e passaram a esta fase.

Então, não deixe de votar na Tigelada de Proença-a-Nova, como uma das 7 Maravilhas - Doces de Portugal. Ligue 760 107 042.

Deve fazê-lo até ao dia 9 de julho. Nesse dia, realiza-se a eliminatória com os sete finalistas do distrito de Castelo Branco, passando à fase seguinte o doce com mais votos.

Está nas nossas mãos fazer com que a Tigelada passe à próxima fase.

Vote! Enalteça e dê a conhecer esta nossa maravilha!...

Editado:

Com as vossas votações, a Tijelada passou à fase seguinte!

A partir do dia 22 de Agosto, às 10h00, reabrem as linhas, para continuar a votar na Tigelada de Proença-a-Nova! Para que atinja a final, basta ligar 760 107 042! Vamos lá a ligar! E ver na RTP1 o programa, nos dias 24 e 31ago.





Editado:

A Tigelada acabou por não conseguir ser eleita como uma das 7 Maravilhas - Doces, de Portugal.
Mas ficou o empenho de todos, que se agradece.

Talvez fique para uma próxima oportunidade... Até lá, não deixe de continuar a saborear esta "maravilha"...

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Regras de convivência...

Estas regras nem necessitam de comentários, pois são tão evidentes. Eis algumas:


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS!

Feliz Natal a todos os Valecarreirenses, familiares e amigos! E, porque não, a todos os que lerem esta mensagem...

É tempo de juntar as famílias, tempo de tolerância, tempo para tudo o que de bom se possa imaginar... Deixemo-nos levar por esses princípios, que só nos fazem bem e engrandecem...

Aqui fica uma foto do meu presépio (muito antigo e modesto, mas genuíno):


"Alegrem-se os céus e a Terra,
Cantemos com alegria!
Já nasceu o Deus Menino,
Filho da Virgem Maria!

Entrai, pastores, entrai
Por esse portal sagrado.
Vinde adorar o Menino
Numas palhinhas deitado..."

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Fotos do Brasil (várias)

Hoje, publiquei fotos do aniversário do Raul Alves Sonso (75 anos), com uma sardinhada à portuguesa. Parabéns ao Raul, embora atrasados!...

Veja aqui as fotos e mais surpresas: quase para o no final da página http://vale-da-carreira.blogspot.pt/p/convivio-da-familia-mendes-fotos.html

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Editado em 13nov:

Também adicionei hoje, no mesmo local, fotos do 72.º aniversário da esposa do Raul, Maria Fernanda... Parabéns!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Dia dos Namorados!

Tradicionalmente, o dia 14 de Fevereiro é conhecido por ser o Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados... A propósito, já se lembrou do seu/sua namorado/a ou da/do sua/seu "cara metade"? Ofereça-lhe um presente, faça-lhe uma surpresa, um carinho diferente, etc.

Em suma, dê-lhe mais atenção, ame... Puxe pela imaginação!... Surpreenda!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Brinquedos de papel, madeira, etc.

Nos tempos em que era miúdo, na aldeia, costumávamos passar largos períodos de tempo entretidos a fazer os nossos próprios brinquedos.

Os materiais iam da madeira ao papel, passando pelas folhas de milho, de azinheira, de esteva, junco, arame, etc.

Contudo, o papel era o mais usado. Com ele fazíamos nomeadamente aviões, barcos, moinhos de vento, pombas, "quantas-queres?" (ou "tira-piolhos"), etc.

Nota: hoje chamam a isto "origamis"!...

Eis alguns exemplos:






Mais tarde, apresentarei outros brinquedos feitos de outros materiais... Concretamente "moinhos" de vento, feitos de partes do milho; moinhos de água, feitos de junco ou de esteva...

domingo, 30 de novembro de 2014

O canto da lenha (noutros tempos - cont.)

Todas as casas da aldeia tinham (e continuam a ter) lareira, visto haver necessidade de aquecer a casa e seus habitantes, nos tempos mais frios, bem cozinhar alimentos para pessoas e alguns animais domésticos...

A matéria combustível usada na fogueira compreende: para iniciar a chama, risca-se/acende-se um fósforo ou sopra-se uma brasa da fogueira anterior, que inflamam uma carqueja (ou mesmo palha, papel, pinha, etc., quando não há carqueja seca); depois, uns paus miúdos e, por cima disso, a lenha mais grossa, desde esteva a torga, azinheira, oliveira, etc.

De salientar que, antigamente, os fósforos eram mais escassos, não se podia (no salazarismo) usar isqueiros. E, para colmatar isso, era frequente as nossas mães/avós irem perguntar às vizinhas se lhes podiam dispensar alguma brasa que restasse das suas fogueiras anteriores (ou se já as tivessem aceso antes). Isto apesar de ser muito habitual, ao findar do serão, as mães acondicionarem  debaixo da cinza algumas das melhores brasas que ainda havia, para as tentarem manter até de madrugada...

Ao lado da lareira, havia sempre um canto da lenha. Era o local, num canto da cozinha, onde se colocava a lenha que iria ser queimada. Não era a grande (ou maior) reserva de lenha que se tinha. Essa era guardada num canto da cabana ou num curral seco, onde, no final do Verão ou começo do Outono, se amontoava, principalmente a mais grossa, para ser usada nos meses mais frios...

Numa linguagem meio português meio espanhol, contavam os nossos pais que, no tempo da guerra civil em Espanha (1936-39), em que muitos espanhóis se refugiaram em Portugal, alguns escondendo-se dos seus rivais, diziam uns para os outros: "Se te vas a Portugal, não te ponhas en el "canto da lenha", porque está lá o portuguesito que está siempre a decir: "mete lenha, mete lenha"."

Utensílios indispensáveis, para se usar com a lareira: a tenaz, a pá, o abanico (abano), a vassoura, a grelha, os trempes (tripé), etc.


A seta indica o canto da lenha...
Encostadas à lareira, estão a tenaz e uma grelha.

domingo, 3 de agosto de 2014

Aí estão as canículas (primeiros doze dias de Agosto)...

Alguém se lembra de ouvir os seus pais, avós ou vizinhos falar das canículas? Eu lembro. E vou explicar do que se trata.

Na nossa região, diziam os antigos que os primeiros dias de Agosto de cada ano "arremedavam" o tempo do ano seguinte!  Isto é, acreditavam eles que o estado do tempo nos primeiros 12 dias de Agosto daria uma indicação genérica do tempo que iria estar no ano seguinte. Agricultores, pastores, pescadores, etc. tinham necessidade de projectar (prever/antever) o que iria acontecer...

Cada dia corresponderia a um mês. O dia 1 indicava o tempo em Agosto (o primeiro dia era guardado para si); o dia 2 arremedava Janeiro; o 3, Fevereiro; etc. Consoante o tempo que estava ao longo do dia (pela manhã, à tarde e à noite), assim iria ser o mês correspondente, no ano seguinte. Esta era a correspondência:

1 - ago
2 - jan (O jan. de 2015 seria chuvoso. Aqui poderá dar certo!!!)
3 - fev
4 - mar
5 - abr
6 - mai
7 - jun
8 - jul
9 - set
10 - out
11 - nov
12 - dez

De notar que, de zona para zona do país (penso que mais na parte sul), havia algumas diferenças na distribuição dos dias...

Isto deixa logo antever o rigor ou a veracidade da tal correspondência! E a tão grande distância!? Evidentemente que, com os conhecimentos de hoje em dia, que são aceites numa base científica, a previsão dos elementos do tempo (ou clima) não pode ser vista da mesma forma de antigamente... Até a designação de "fenómenos" meteorológicos deixava a ideia de que não se sabia a origem ou razão de ser dos estados do tempo... Tudo isso mudou. 

No entanto, para que os mais novos saibam algo mais do nosso passado, aqui ficou esta descrição...

sábado, 26 de julho de 2014

Desafio... (Editado em 15fev2017: Nova foto das Tulhas do Lagar - Ver nomeadamente a pág. 11... Obrigado.)

Hoje lanço aqui um desafio a todos os Valecarreirenses: vamos ver quem tem as fotografias mais antigas da aldeia, dos costumes, dos nossos antepassados, etc. Querem colaborar? Cedam-mas, enviando para o meu mail... (Ou publiquem no Facebook, etc., onde eu as possa ver e copiar) Obrigado.

Colocá-las-ei aqui, por ordem de antiguidade (se souberem o ano/anos, tanto melhor...). Para começar, vejam:

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No casamento do Raul Sonso - 22out1962:


As Tulhas do Lagar, em 1963 (Créditos: Museu de Etnologia e Benjamim Pereira):


Matança do porco, no Covão, nos anos 70:


A debulha dos cereais, na eira, em 1974:


A aldeia em 1976:


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Notas: - Até agora, a foto mais antiga é de 1940-1950;
- Estas e outras fotos podem ser também encontradas noutros artigos, nomeadamente:

http://vale-da-carreira.blogspot.pt/p/fotos-antigas-familias-eventos.html
http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/07/paisagens-do-vale-da-carreira-em.html
http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/03/matanca-do-porco.html
- http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1&REGPAG=50&CRITERIO=MES%c3%83O+FRIO&IDFOTO=84513
- ...

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Cuidado com o maio!

Havia uma superstição (e tradição) antiga, na nossa aldeia, que dizia que, mal chegasse o mês de Maio, não se devia ficar na cama até tarde! Ou seja, pelo menos no dia 1, todos tinham de se levantar cedo (antes do nascer do sol), pois, caso contrário, o tal bicho maio podia entrar-lhes pelo rabo!!!

Percebe-se a intenção: como os dias começam a ficar mais quentes, é pela madrugada (pelo fresco) que se devem fazer prioritariamente os trabalhos do campo, logo toda a gente deve começar a levantar-se cedo...  




Eis um maio, no seu ambiente e ampliado...

Já quanto ao mês de Maio ou outros, leia ainda o que sobre eles dizem os provérbios...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Conservação de uvas, marmelos, cebolas, etc. (dependurados pela casa...)

Antigamente, uma forma de conservar uvas, marmelos, etc., passava por dependurá-los no tecto da sala, despensa, adega. Depois de feita a vindima, alguns cachos de uva eram seleccionados para o efeito, ficando dependuradas durante mais 2 ou 3 meses (até cerca do Natal). Era natural que, gradualmente, os bagos começassem a secar, dando um sabor cada vez mais adocicado à uva.

O mesmo se passava (ou passa ainda) com as cebolas e alhos. Estes por vezes ficavam fora de casa (na cabana ou num anexo).

As uvas e os marmelos ficavam presos por um cordel ou ráfia, ligeiramente afastados do tecto, para evitar o acesso dos ratos. Já as cebolas e alhos eram aglomerados em forma de trança e assim ficavam dependurados. 

(arranjar fotos)

domingo, 21 de abril de 2013

Noutros tempos: a ribeira do Vale d'Anta, a azenha, os pastores e as cabras...

Mais uma colaboração do António Alves. Obrigado, grande poeta e pintor. Aproveitem para espreitar o seu blogue, ainda na fase inicial: Leiriartes (http://leiriartes.blogspot.pt).


"Tempos "Idos" a ribeira do Vale D'Anta e a Azenha... os pastores e as cabras...

...

Meio Dia…

O sol aquece
e esquece a sombra
que parada dorme
na solidão das horas.

O gado descansa
debaixo da árvore
que abrasada esconde
e mata o sol.

No silêncio da água
quente, parada
a rã saltitona
entra nos juncos
e canta afinada 
um som dormente.

Os frutos maduros
dão vida ao pastor;
o cão acordado
aguarda a partida.

As ervas crescem,
a vida renova-se 
na minha ribeira.

O moinho parado
relembra outros tempos.
O verão e as cabras.
A sesta e os pastores.

António Alves
20/04/2013"

domingo, 24 de março de 2013

A Semana Santa e as Endoenças.

Designa-se por Semana Santa a que vai do Domingo de Ramos (este ano precisamente hoje) até ao dia de Páscoa. É um período rico em cerimónias religiosas, principalmente na Quinta-Feira, dia da Paixão de Cristo. Os diversos serviços (ofícios) religiosos desse dia eram (são) designados por Endoenças. 

Não havia nas nossas aldeias quem não fosse à vila (Proença) assistir às Endoenças. Para os mais novos, significava ainda (ou principalmente) o receber dos pais e/ou padrinhos as amêndoas da Páscoa. As variedades eram poucas e não havia ainda a tradição dos ovos da Páscoa. As de chocolate e as torradas ainda não existiam. Em alguns estabelecimentos, chegava a haver um aglomerado tão grande de gente a comprá-las!...


Saliento as cerimónias no interior da Igreja Matriz (Paixão de Cristo) e a procissão dos passos ou do encontro, no Largo da Devesa. Aí era feito um grande sermão. Na Sexta-Feira Santa, à tarde, havia ainda a procissão do enterro.

Quanto ao tempo para esta semana, confirma-se o ditado ou crença dos nossos antepassados: "a Semana Santa gosta muito de chuva"!...

domingo, 13 de janeiro de 2013

As Janeiras na Capelania do Caniçal

Mais uma vez, se transcreve um artigo sobre a tradição de cantar as Janeiras, da autoria de Fernando Alves, publicado no Jornal "O Concelho de Proença-a-Nova" n.º 682, de 10jan2013:

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"As populações das aldeias de Bairrada, Mesão Frio, Vale da Carreira, Caniçal Fundeiro e Caniçal Cimeiro viveram na noite do passado dia 05 e manhã do dia 06 (sábado e domingo) a tradição, quiçá centenária, (desconhece-se a data de início) do cantar das Janeiras.

Fortemente enraizada nestas gentes, todos esperam ouvir as vozes fortes, a cortar o frio da noite, de dois grupos de homens, entoando versos alusivos aos reis magos e apelando ao espírito da caridade cristã, enquanto outros batem de porta em porta, para receber as ofertas. Estas dádivas, popularmente designadas de esmolas, revertem para os fundos da Capelania do Caniçal e são dadas com a intenção de serem celebradas missas pelas "almas" dos seus entes queridos já falecidos.

Depois da celebração da missa de domingo, foram leiloados, no adro da capela, os géneros ofertados (muitas pessoas optam por doações monetárias diretas).

Como já temos referido em notícias publicadas em anos anteriores, também agora vieram muitos que residem fora mas estão fortemente ligados, por laços de sangue, a estas terras.

Em todos os participantes no cantar das Janeiras, dos vinte aos oitenta anos, reside o forte desejo de a tradição não se perder. Enquanto houver vida humana e cristãos por estas paragens, estamos convictos, vamos continuar a cantar as Janeiras.

Fernando António Alves"

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Ver também os artigos de jan/fev 2010:

- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/01/as-janeiras-reis.html (versos das Janeiras)
http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/02/tradicao-das-janeiras.html (as Janeiras em 2010)

domingo, 25 de novembro de 2012

Dias comemorativos

Ao longo do ano, existem muitos dias (ou datas) comemorativos. Aqui deixo apenas alguns:

Dia de ano novo; dia mundial da paz – 01 de janeiro;
Dia Mundial da Liberdade – 23 de janeiro;
Dia dos namorados – 14 de fevereiro;
Dia internacional da mulher – 08 de março;
Dia mundial dos direitos do consumidor – 15 de março;
Dia do pai – 19 de março;
Dia mundial da floresta (da árvore); dia mundial da poesia; dia mundial para a eliminação da discriminação racial – 21 de março;
Dia mundial da água – 22 de março;
Dia de Páscoa  entre 22mar e 25abr (no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre depois do equinócio da primavera, no hemisfério norte, ou do outono, no hemisfério sul. O Carnaval será 47 dias antes)  ver http://vale-da-carreira.blogspot.com/2011/06/datas-da-pascoa-e-carnaval-no-sec-xxi.html
Dia mundial da meteorologia – 23 de março;
Dia das mentiras – 01 de abril;
Dia mundial da Terra – 22 de abril;
Dia da Liberdade (ou da revolução dos cravos), em Portugal – 25 de abril;
Dia do trabalhador – 01 de maio;
Dia da mãe – primeiro domingo de maio;
Dia internacional da família – 15 de maio;
Dia dos vizinhos – última terça-feira de maio;
Dia mundial do não fumador – 31 de maio;
Dia mundial da criança – 01 de junho;
Dia de Santo António – 13 de junho;
Dia de São João – 24 de junho;
Dia de São Pedro – 29 de junho;
Dia dos avós – 26 de julho;
Dia das bruxas (“halloween”) – 31 de outubro;
Dia de todos-os-santos – 01 de novembro;
Dia de São Martinho  11 de novembro;
Noite de consoada – 24 de dezembro;
Dia de Natal – 25 de dezembro.

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Consulte também as ligações:


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Noutros tempos (4 - cont...)

10. O rebanho: buços e barbilhos; o nosso queijo típico (de cabra e/ou ovelha)

Desde pequeno que me lembro dos meus pais terem algumas cabras (a princípio também algumas ovelhas), o mesmo sucedendo com praticamente todas as famílias da nossa aldeia. Cada um ia guardando o seu pequeno rebanho (quase sempre menos de 5 ou 6 cabeças), normalmente isolado do gado dos vizinhos.

Os nossos pais tratavam dos campos e desse gado, com a ajuda dos filhos, aos fins de semana e noutros tempos livres da escola, pelo que iam pastorando mais em redor das suas propriedades. Mas juntavam-se os animais quando era preciso. Por exemplo, quando falecia alguém duma família...

Por isso, foi fácil a certa altura (por volta de 1970) constituir um rebanho único da aldeia, com pastor próprio. Como consequência, aumentou o número de cabeças de gado na aldeia, com alguns a possuírem mais de 10. A par do gradual abandono de cultivo dos campos que se verificou e do aumento de mato, foi possível o gado pastorar até mais longe da aldeia...

A situação manteve-se apenas por cerca duma década: creio que foi por começar a haver falta de pastores ou por eles quererem ganhar além do que era rentável pagar-se. Então, foi decidido continuar com o rebanho único, mas cada dia o guardava uma família, em sistema de rotatividade... Eu próprio cheguei a ir o dia inteiro pelos campos, quando estava de férias ou de fim-de-semana na aldeia. Só não era agradável quando estava mau tempo!

Em qualquer dos casos, dado haver muita diversidade de pasto natural pelos campos (apenas escasseava na parte final dum ou outro verão), sempre os queijos caseiros feitos na nossa aldeia se mostraram muito saborosos e apreciados. Também era devido ao modo paciente e cheio de experiência de todo o processo de fabrico (uso de cardo para coagular/colhar o leite, o cincho/acincho de alumínio, o processo de cura e secagem, a conserva em talhas/potes de azeite, etc.).

O queijo tanto podia ser só de cabra como de mistura (com leite de ovelha, se as houvesse). Enquanto os cabritos (e borregos) eram muito jovens, não se ordenhava as suas mães para fazer queijo. Mas, à medida que eles iam crescendo, iam sendo desmamados (desabituados de se alimentarem só de leite). Começava-se por lhes ir dando umas folhas de hortaliça, enquanto ainda ficavam sem acompanhar o rebanho. Depois, colocava-se-lhes na boca um barbilho (pedaço de pau trabalhado, seguro aos cornos, que possibilitava comer mas não agarrar/chupar nas tetas) ou um buço (pano a tapar a boca). Desse modo se ia começando a aproveitar o leite para fazer o queijo. Passados uns tempos, os cabritos eram vendidos, mortos, ou desabituavam-se do leite.

Quando se fazia o queijo, ao ser apertada a coalhada/colhada no cincho, sobrava aquele soro (almece) tão apreciado por nós para comer com pedaços/sopas de pão! E se ainda contivesse algum "borreguinho" (pedaço de colhada), então ainda melhor. Comia-se fresco, com ou sem açúcar ou mel... Que saudades!!!

Presentemente, quase não há gado na aldeia: creio que apenas 2 famílias ainda têm cabras. Tudo muda, mas os queijos que fazem continuam de qualidade...

Sobre o assunto, muito mais haveria a dizer, talvez noutro artigo adiante... Se alguém se habilitar a escrever, faça favor. Prometendo colocar mais alguma foto, no futuro (sobre queijo, cincho, barbilho...), aqui deixo uma dum rebanho ainda existente (em 2004, tal como agora):


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Noutros tempos (3)

9 - O almofariz. As papas de linhaça e outras mezinhas caseiras:

Quem não sabe o que é um almofariz? Antigamente, na aldeia havia um, que pertencia a todas as famílias (em regime comunitário, à semelhança do que acontecia com outros bens, nomeadamente o alambique, o búzio, a eira, o(s) forno(s), etc.)...

Almofariz...

Utensílio feito de bronze (creio), era bastante pesado, sobretudo quando, ainda pequenos, lhe tentávamos pegar! Actualmente, há quem possua instrumentos parecidos (até de porcelana ou madeira), mas os mesmos servem mais para pisar ervas aromáticas e outros condimentos para a cozinha!

Mas antigamente não era assim: o almofariz era quase um objecto sagrado e o seu uso denotava que havia alguma maleita por perto... Esse utensílio era imprescindível para moer ervas, sementes ou grãos que se usavam nas mezinhas caseiras... A utilização mais comum era para pisar/moer sementes de linhaça e, assim, obter as "papas de linhaça", que eram usadas para combater diversos males, principalmente os ligados à parte respiratória. Usava-se uma cataplasma sobre o peito...


Sementes de linhaça.

Sabe-se, hoje, que são imensos os benefícios da linhaça: rejuvenescimento, vitalidade física, diminuição de peso, combate anemia,  acne e cancro (mama, próstata, cólon, pulmões, etc.), auxilia no equilíbrio hormonal (distúrbios associados à menstruação e menopausa), auxilia o sistema cardiovascular (diminuição do risco de arteriosclerose e redução do mau colesterol - LDL), auxilia no controlo da diabetes (glicemia), beneficia o sistema digestivo (e funcionamento dos intestinos), o sistema nervoso, o sistema imunológico (e doenças inflamatórias), combate a agressividade e a obesidade, produz benefícios na pele e no cabelo…

Lembrei-me agora de mais umas mezinhas do tempo dos nossos pais e avós, a saber:

- Água de malvas para lavar/desinfectar feridas, etc.;
- Mistura de azeite e vinagre (para feridas, ulcerações e inflamações);
- Folha de couve untada com banha (no pescoço para curar a papeira);
- Fel para tirar farpas das mãos ou pés;
- Panos de água quente;
- Chás de: erva de S. Roberto, erva cidreira, barbas de milho, flor de tília, flor de carqueja, folha de oliveira, laranjeira, etc;
- "Pomada" caseira para os calos;
- Folhas de eucalipto (queimadas ou simplesmente ao ar);
- Bochechar aguardente para aliviar dores de dentes;
- Embebedar-se com aguardente para suportar mordeduras de escorpião;
- Passar água fria pela testa para estancar hemorragias do nariz;

(... se souber de mais alguma, pode ajudar-me...)