Um bom dia para todos os pais deste Mundo!...
quinta-feira, 19 de março de 2015
19 de Março: é "Dia do Pai"!...
Hoje é "Dia de São José" e "Dia do Pai": é altura para recordar os nossos pais, em especial aqueles que já nos deixaram...
Leia o que escrevi, de forma breve, na Pág. 4 - HOMENAGENS... (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/p/homenagens.html) e, se desejar, deixe o seu comentário...
Um bom dia para todos os pais deste Mundo!...
Um bom dia para todos os pais deste Mundo!...
terça-feira, 17 de março de 2015
Até já, Mãe, Avó e Bisavó!
Transcrevo o Agradecimento dos descendentes da Tia Conceição, publicado no Jornal "O Concelho de Proença-a-Nova", n.º 732, de 10mar:
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Quis Deus que, no dia 14 de dezembro de 1921, nascesse na pequena aldeia do
Vale da Carreira, uma menina a quem foi dado o nome de Maria da Conceição.
Quis, igualmente Deus, chamá-la a Si, de forma quase inesperada (“… não sabeis
o dia nem a hora” – Mt 25,13), no passado dia 01 de março.
Independentemente da
longa vida que viveu, a notícia da sua morte não deixou de ser para todos nós
motivo de profunda tristeza, mas ao mesmo tempo de agradecimento por todo o
amor e carinho maternal que nos dispensou. Casada com Francisco Alves, foi
sempre uma esposa dedicada, companheira, confidente, porto de abrigo.
Referindo-se ao marido, dizia com muita graça a seguinte quadra:
Adeus, ó Vale da Carreira
Em tudo és superior.
Foi onde eu nasci
E nasceu o meu amor.
Ambos souberam construir uma família, onde os grandes valores cristãos e
humanos estiveram sempre presentes e transmitidos aos filhos, com o máximo
respeito pela liberdade de cada um. O seu exemplo de pais e cidadãos era a
principal forma de fazer passar a mensagem. O casal soube, através do seu
trabalho e dedicação, criar os seus filhos, numa atmosfera em que se respirava
amor. Que saudades temos desses tempos!...
Abertos à vida, geraram 13 filhos, morrendo 3 nos primeiros anos de vida.
Ao falecer, Maria da Conceição tinha 8 filhos vivos, 16 netos e 5 bisnetos.
Estamos todos muito orgulhosos e agradecidos por estes dois seres que nos
transmitiram a vida e que para nós não morreram, já que somos portadores dos
seus genes.
O funeral da nossa mãe, avó e bisavó foi, sem dúvida, uma grande manifestação
de fé e de amizade. Muitas pessoas, algumas vindas de bastante longe, se
quiseram associar a nós neste momento de dor, mas ao mesmo tempo de ação de
graças e louvor a Deus por tudo o que lhe concedeu ao longo da vida. Todo o
ambiente celebrativo estava impregnado de espírito cristão e grande
solidariedade humana. Estamos convencidos de que ela repousa em paz e
intercede, junto de Deus, por todos nós.
Queremos agradecer, do fundo do nosso coração, a todas as pessoas que
participaram nas cerimónias fúnebres, familiares ou não, e a todas aquelas que
de outras formas nos apoiaram e transmitiram palavras de conforto. Agradecemos,
também, a comida que algumas pessoas nos fizeram chegar.
Estamos bastante reconhecidos à Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova,
incluindo o Provedor e restantes órgãos sociais, funcionários e voluntários,
pela forma cuidada e dedicada como sempre a trataram, nestes últimos dez meses
de vida.
Para a paróquia de Proença-a-Nova, onde foi batizada, recebeu os
sacramentos e viveu de forma intensa a sua fé, vão também as nossas palavras de
gratidão.
A todos o nosso bem hajam.
Os filhos, netos e bisnetos da “Ti Conceição (Mendes)”.
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segunda-feira, 2 de março de 2015
O Vale da Carreira de luto, novamente...
As Famílias Alves e Mendes e, em geral, todos os Valecarreirenses estão de luto, pois a Tia Conceição Alves partiu... Ela que tinha a mais bonita idade de todos (93 anos). A toda a família enlutada deixamos os sentidos pêsames. Que ela descanse em paz e se junte no Céu ao marido, Tio Francisco, que nos deixou já há 20 anos...
A Tia Conceição foi uma grande mulher, esposa, mãe/avó/bisavó, tia, etc... Penso que, desde a origem da aldeia, terá sido aquela que teve a maior descendência: 13 filhos, 16 netos e 5 bisnetos...
A Tia Conceição foi uma grande mulher, esposa, mãe/avó/bisavó, tia, etc... Penso que, desde a origem da aldeia, terá sido aquela que teve a maior descendência: 13 filhos, 16 netos e 5 bisnetos...
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Nota: Veja também publicação mais recente (19mar), bem como a Pág. 4...
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
É Natal - (poema da autoria do Sr. César Ramos da Silva)
"É Natal
Sejamos reais e,
Não mais que, a nós iguais;
Sem frete, sem reset...;
Nem armar um pinchar
Da Lua, boa vontade,
Porque essa é
A minha, tua e nossa
Maior felicidade!
Não mais que, a nós iguais;
Sem frete, sem reset...;
Nem armar um pinchar
Da Lua, boa vontade,
Porque essa é
A minha, tua e nossa
Maior felicidade!
Natal é hoje.
O Natal vai-nos construindo
A idade.
É ele, um lindo
Marco nascença, pureza
Verdade.
Cria viva, p´rarredo do medo
E da soledade.
O Natal vai-nos construindo
A idade.
É ele, um lindo
Marco nascença, pureza
Verdade.
Cria viva, p´rarredo do medo
E da soledade.
O Natal dá-nos a
certeza,
Em cada loco, alimento, alteza;
Na mesa
Foco, momento
Da solidariedade...!
Em cada loco, alimento, alteza;
Na mesa
Foco, momento
Da solidariedade...!
Com frio ou calor
Onde ele se quer e for
Terá de ser Real
Nas doses
Bem alegres, vozes
E falas, nas ceias, cheias
De presentes, significado, amor!
Onde ele se quer e for
Terá de ser Real
Nas doses
Bem alegres, vozes
E falas, nas ceias, cheias
De presentes, significado, amor!
Feliz Natal"
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(Autoria e permissão do Sr. César Ramos da Silva, em “Minha
Escrita em Edição”. A ele, o meu muito obrigado!) - Veja mais publicações do escritor aqui: https://www.facebook.com/CasadaEscritaeditos
domingo, 30 de novembro de 2014
O canto da lenha (noutros tempos - cont.)
Todas as casas da aldeia tinham (e
continuam a ter) lareira, visto haver
necessidade de aquecer a casa e seus habitantes, nos tempos mais frios, bem
cozinhar alimentos para pessoas e alguns animais domésticos...
A matéria combustível
usada na fogueira compreende: para iniciar a chama, risca-se/acende-se um
fósforo ou sopra-se uma brasa da fogueira anterior, que inflamam uma carqueja
(ou mesmo palha, papel, pinha, etc., quando não há carqueja seca); depois, uns
paus miúdos e, por cima disso, a lenha mais grossa, desde esteva a torga,
azinheira, oliveira, etc.
De salientar que,
antigamente, os fósforos eram mais escassos, não se podia (no salazarismo) usar
isqueiros. E, para colmatar isso, era frequente as nossas mães/avós irem
perguntar às vizinhas se lhes podiam dispensar alguma brasa que restasse das
suas fogueiras anteriores (ou se já as tivessem aceso antes). Isto apesar de
ser muito habitual, ao findar do serão, as mães acondicionarem debaixo da
cinza algumas das melhores brasas que ainda havia, para as tentarem manter
até de madrugada...
Ao lado da lareira, havia sempre um canto da lenha. Era o local, num canto da cozinha, onde se
colocava a lenha que iria ser queimada. Não era a grande (ou maior) reserva de
lenha que se tinha. Essa era guardada num canto da cabana ou num curral seco,
onde, no final do Verão ou começo do Outono, se amontoava, principalmente a mais grossa, para ser usada nos meses mais frios...
Numa linguagem meio
português meio espanhol, contavam os nossos pais que, no tempo da guerra civil
em Espanha (1936-39), em que muitos espanhóis se refugiaram em Portugal, alguns
escondendo-se dos seus rivais, diziam uns para os outros: "Se te vas a
Portugal, não te ponhas en el "canto da lenha", porque está lá o
portuguesito que está siempre a decir: "mete lenha, mete lenha"."
Utensílios indispensáveis, para se usar com a lareira: a tenaz, a pá, o abanico (abano), a vassoura, a grelha, os trempes (tripé), etc.
Utensílios indispensáveis, para se usar com a lareira: a tenaz, a pá, o abanico (abano), a vassoura, a grelha, os trempes (tripé), etc.
domingo, 9 de novembro de 2014
Mais um Valecarreirense nos deixou, o Ti Joaquim Alves...
Embora com atraso de cerca de uma semana, cumpro o dever de informar que faleceu aquele que era o mais antigo Valecarreirense à data: por muito pouco, não chegou aos 100 anos! O Ti Joaquim Alves morava em casa de sua filha, em Torres Novas...
Para toda a família, vão as nossas condolências... Paz à sua alma!
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Poema ao Vale da Carreira de Proença-a-Nova... E também ao Mesão Frio de Cardigos!
Aqui publico um poema de homenagem às 2 aldeias, da autoria da Sra. Gracinda Tavares Dias, que mora na Lameira do Mesão Frio. A ela o meu muito obrigado pelo poema, foto(s) e permissão para o publicar (fonte: Facebook).
"Vale da Carreira!
És uma terra vizinha da minha
Que diariamente posso contemplar
E as pessoas das duas aldeias
São amigos que podemos estimar.
Vale da Carreira!
Passo constantemente
Pela estrada principal
Que liga as duas aldeias
Para uma amizade fraternal.
Vale da Carreira!
A aldeia da minha referência
É Mesão Frio, de Cardigos
E ambas de mãos dadas
Estimam os bons amigos!
Vale da Carreira!
És uma aldeia atraente
E com muita animação,
Do concelho de Proença
E, Mesão Frio de Mação!
Viva o Vale da Carreira
E Mesão Frio também!
Assim, desta maneira
Lhe desejo todo o bem.
Gracinda Tavares Dias
O Mesão Frio ao longe (tirada da eira do Vale da Carreira)
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Video de homenagem ao emigrante...
Eis um video enviado pelo Raul Sonso. Clique na legenda e aprecie!
![]() |
https://www.facebook.com/video.php?v=10153125389748029 |
domingo, 3 de agosto de 2014
Aí estão as canículas (primeiros doze dias de Agosto)...
Alguém se lembra de ouvir os seus pais, avós ou vizinhos falar das canículas? Eu lembro. E vou explicar do que se trata.
Na nossa região, diziam os antigos que os primeiros dias de Agosto de cada ano "arremedavam" o tempo do ano seguinte! Isto é, acreditavam eles que o estado do tempo nos primeiros 12 dias de Agosto daria uma indicação genérica do tempo que iria estar no ano seguinte. Agricultores, pastores, pescadores, etc. tinham necessidade de projectar (prever/antever) o que iria acontecer...
Cada dia corresponderia a um mês. O dia 1 indicava o tempo em Agosto (o primeiro dia era guardado para si); o dia 2 arremedava Janeiro; o 3, Fevereiro; etc. Consoante o tempo que estava ao longo do dia (pela manhã, à tarde e à noite), assim iria ser o mês correspondente, no ano seguinte. Esta era a correspondência:
1 - ago
2 - jan (O jan. de 2015 seria chuvoso. Aqui poderá dar certo!!!)
3 - fev
4 - mar
5 - abr
6 - mai
7 - jun
8 - jul
9 - set
10 - out
11 - nov
12 - dez
De notar que, de zona para zona do país (penso que mais na parte sul), havia algumas diferenças na distribuição dos dias...
Isto deixa logo antever o rigor ou a veracidade da tal correspondência! E a tão grande distância!? Evidentemente que, com os conhecimentos de hoje em dia, que são aceites numa base científica, a previsão dos elementos do tempo (ou clima) não pode ser vista da mesma forma de antigamente... Até a designação de "fenómenos" meteorológicos deixava a ideia de que não se sabia a origem ou razão de ser dos estados do tempo... Tudo isso mudou.
No entanto, para que os mais novos saibam algo mais do nosso passado, aqui ficou esta descrição...
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Olha ali em baixo... a luz do Vale da Carreira!...
Vi fotos lindas que não resisto a me referir a elas. Ambas foram tiradas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
A primeira é do início da noite do passado dia 26 de julho:
A primeira é do início da noite do passado dia 26 de julho:
A iluminação nocturna, na imagem, mostra bem a distribuição e/ou a densidade dos aglomerados urbanos... Lá estão também as luzes da nossa aldeia!!! Só que é impossível saber quais. Mas, num futuro breve, deve ser possível, pois começam a aparecer fotos com tão grande definição, que se espera ser possível isso e muito mais... (Já há muitas fotos na net: procurar "fotos em gigapixels")
Depois, aqui vai outra que mostra a Lua Cheia, numa perspectiva curiosa. À direita estão partes da ISS (painéis e módulos):
Entretanto, se quiserem, aproveitem para se deliciar com a colecção de mais de 700 fotos, desde os treinos e preparação dos cosmonautas/astronautas da ISS, passando pela ida e vida a bordo, até às magníficas vistas de lá de cima... Apreciem aqui: https://www.flickr.com/photos/nasa2explore/sets/72157631560566351/page10/
Entretanto, se quiserem, aproveitem para se deliciar com a colecção de mais de 700 fotos, desde os treinos e preparação dos cosmonautas/astronautas da ISS, passando pela ida e vida a bordo, até às magníficas vistas de lá de cima... Apreciem aqui: https://www.flickr.com/photos/nasa2explore/sets/72157631560566351/page10/
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NB: Podem ver também: https://twitter.com/AstroKarenN
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terça-feira, 29 de julho de 2014
Homenagem no Brasil...
Recebi do Raul Sonso as fotos que
publico abaixo. Elas referem-se a "uma
homenagem que recebemos do consulado de Londrina e da prefeitura de Astorga
pelos mais de 50 anos de Brasil. Foi uma honra receber esta homenagem destas
instituições das mãos do prefeito de Astorga e do cônsul de Portugal em
Londrina..."
Pesquisei o site "Quem na Balada?", que se refere assim
ao evento:
"Homenagem
aos Pioneiros Portugueses (25/07/2014)
Na ultima
sexta-feira, dia 25 de julho, o Município de Astorga e o Departamento de
Cultura e Turismo realizaram a Homenagem aos Pioneiros Portugueses de nossa
região.
A cerimônia foi
realizada no Centro Cultural Edith Paulino Cabral Krauss e contou com a
presença de varias lideranças e empresários do comercio Astorguense..."
Foram 4 os homenageados de
Astorga, 2 de Jaguapitã, 5 de Apucarana e 14 de Arapongas, dentre estes os
nossos queridos Valecarreirenses Raul Alves Sonso e esposa, Maria
Fernanda Tavares Martins...
Muitos parabéns aos homenageados e suas famílias!!!
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sábado, 26 de julho de 2014
Desafio... (Editado em 15fev2017: Nova foto das Tulhas do Lagar - Ver nomeadamente a pág. 11... Obrigado.)
Hoje lanço aqui um desafio a todos os Valecarreirenses: vamos ver quem tem as fotografias mais antigas da aldeia, dos costumes, dos nossos antepassados, etc. Querem colaborar? Cedam-mas, enviando para o meu mail... (Ou publiquem no Facebook, etc., onde eu as possa ver e copiar) Obrigado.
Colocá-las-ei aqui, por ordem de antiguidade (se souberem o ano/anos, tanto melhor...). Para começar, vejam:
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No casamento do Raul Sonso - 22out1962:

As Tulhas do Lagar, em 1963 (Créditos: Museu de Etnologia e Benjamim Pereira):
Matança do porco, no Covão, nos anos 70:
A debulha dos cereais, na eira, em 1974:
A aldeia em 1976:
Notas: - Até agora, a foto mais antiga é de 1940-1950;
- Estas e outras fotos podem ser também encontradas noutros artigos, nomeadamente:
- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/p/fotos-antigas-familias-eventos.html
- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/07/paisagens-do-vale-da-carreira-em.html
- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/03/matanca-do-porco.html
- http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1®PAG=50&CRITERIO=MES%c3%83O+FRIO&IDFOTO=84513
- ...

A debulha dos cereais, na eira, em 1974:

A aldeia em 1976:

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- Estas e outras fotos podem ser também encontradas noutros artigos, nomeadamente:
- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/p/fotos-antigas-familias-eventos.html
- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/07/paisagens-do-vale-da-carreira-em.html
- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/03/matanca-do-porco.html
- http://www.matrizpix.dgpc.pt/MatrizPix/Fotografias/FotografiasConsultar.aspx?TIPOPESQ=2&NUMPAG=1®PAG=50&CRITERIO=MES%c3%83O+FRIO&IDFOTO=84513
- ...
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Um retrato da minha aldeia.
Com a permissão do António Joaquim Alves (poeta e pintor), publico um post seu do Facebook. Nele se espelha bem a realidade não só desta mas de muitas terras, nomeadamente do interior... Repare-se nos termos usados e seu simbolismo (vazio/as, velhos, abandonado, inútil, silêncio, deserto/a, fogo, cinzas, morte)... Por isso, há que meditar!
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"No serpentear da
estrada algumas casas
a maioria vazias
ou habitadas por velhos.
Um pontão caiado de branco
uma barroca seca
um ribeiro abandonado
um moinho inútil, parado.
Terras incultas
pinheiros e eucaliptos no lugar das cearas
alguns animais
javalis, raposas e gatos
o silêncio marcado pelo vazio da vida
a estrada deserta.
Só o fogo teima em voltar
neste deserto quase vazio.
Ano após ano incêndios, cinzas e pó.
Quase morte.
António Alves
24/06/2014"
a maioria vazias
ou habitadas por velhos.
Um pontão caiado de branco
uma barroca seca
um ribeiro abandonado
um moinho inútil, parado.
Terras incultas
pinheiros e eucaliptos no lugar das cearas
alguns animais
javalis, raposas e gatos
o silêncio marcado pelo vazio da vida
a estrada deserta.
Só o fogo teima em voltar
neste deserto quase vazio.
Ano após ano incêndios, cinzas e pó.
Quase morte.
António Alves
24/06/2014"
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NB: Não se esqueçam de visitar o blogue deste nosso poeta/pintor - http://leiriartes.blogspot.pt/
ou o seu facebook: https://www.facebook.com/pages/Poesia-Alma-Cor/597297627056391?fref=ts
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
Cuidado com o maio!
Havia uma superstição (e tradição) antiga, na nossa aldeia, que dizia que, mal chegasse o mês de Maio, não se devia ficar na cama até tarde! Ou seja, pelo menos no dia 1, todos tinham de se levantar cedo (antes do nascer do sol), pois, caso contrário, o tal bicho maio podia entrar-lhes pelo rabo!!!
Percebe-se a intenção: como os dias começam a ficar mais quentes, é pela madrugada (pelo fresco) que se devem fazer prioritariamente os trabalhos do campo, logo toda a gente deve começar a levantar-se cedo...
Já quanto ao mês de Maio ou outros, leia ainda o que sobre eles dizem os provérbios...
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
25 de ABRIL, sempre!
Há que revigorar o espírito do 25 de Abril!... Pois, 40 anos depois já é tempo de fazer uma boa avaliação... Muito falta fazer ou dar um ajuste em certos aspectos... Cada um que se interrogue, confronte os políticos, e faça valer os seus direitos... Não se esqueça também dos deveres...
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Vamos voltar a dedicar-nos mais à agricultura?
Seja por necessidades relacionadas com a crise surgida nos últimos anos (há quem diga que houve um retrocesso de cerca de 30/40 anos nas condições de vida, poder de compra, preços dos produtos hortícolas), ou até como forma de ocupar o tempo livre, ou ainda porque é moda, o facto é que se está a notar-se um aumento crescente de pessoas que se dedicam a cultivar, quase exclusivamente para consumo próprio, verduras, legumes, ervas aromáticas, flores, frutas, etc.
Tudo vale para arranjar pequenas hortinhas, não nos mesmos moldes de antigamente, em que se cultivavam maiores porções de terreno, fora das habitações. Hoje, são muitos os exemplos virados para os mini-quintais, em prateleiras, canteiros, etc. Todos os suportes servem para neles colocar um pedaço de terra, e ficarem resguardados mesmo dentro dos apartamentos, ou em redor das casas...
A rega pode ser simples ou mais elaborada. Quem precisar, pode mesmo idealizar pequenas estufas, com plásticos, vidros, etc.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Os Ditados da Avó Carmo...
Actualização de 30mar2014: A Ti Carmo acabou de nos deixar para sempre! Às filhas e restantes famílias deixamos aqui os nossos sentimentos. Que descanse em paz!...
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A Ti Carmo (da Palhota) era até agora a Valecarreirense de idade mais avançada. Aqui se publicam estes versos, por ela muitas vezes declamados. A iniciativa é da sua filha Prazeres. Eles foram compilados por uma nora sua, em 2005. A todas agradeço a iniciativa, que visa perpetuar as memórias dos nossos pais e avós... Que sirva de exemplo a outros Valecarreirenses.
Trata-se duma agradável homenagem à sua mãe, que acaba por ser ainda mais vincada já que aconteceu pouco tempo antes da sua partida...
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A Ti Carmo (da Palhota) era até agora a Valecarreirense de idade mais avançada. Aqui se publicam estes versos, por ela muitas vezes declamados. A iniciativa é da sua filha Prazeres. Eles foram compilados por uma nora sua, em 2005. A todas agradeço a iniciativa, que visa perpetuar as memórias dos nossos pais e avós... Que sirva de exemplo a outros Valecarreirenses.
Trata-se duma agradável homenagem à sua mãe, que acaba por ser ainda mais vincada já que aconteceu pouco tempo antes da sua partida...
Meu amor é pequenino,
Fui à cama não o acho.
Veio uma pulga, deu-lhe um coice
Deitou-o da cama abaixo.
O meu amor não é este,
O meu amor traz chapéu.
O meu amor ao pé deste,
Parece um anjo do céu.
Meu amor vem lá em baixo,
Eu pelo andar o conheço:
Traz o chapéu à maroto
E o “capote” do avesso.
Só eu tenho uma sogra
Que não faz nada.
É pior que uma cobra
Quando está assanhada.
Vai para a porta e para a janela,
Dar à língua com os vizinhos.
Trabalhar não é com ela,
Vai bebendo umas pinguinhas.
Já pedi à Sra. da Hora,
Que ma retire de casa para fora,
Para ver se tenho alegria
Se me sai a sorte grande, ganho a lotaria.
11 horas ou meio-dia,
Vai o meu bem a jantar.
Quem me dera ser pombinha
Para o ir acompanhar.
Haja cautela no baile
No baile haja cautela:
Que ali já ia um
Aos beijos à cara dela.
Que valor tem um beijo
Para me estares sempre a “tentar”?
Há beijos que perdem cor
Outros que fazem corar.
Eu fui ao céu para te ver
E subi por um diamante.
Já te tem amor bastante.
Da minha janela à tua,
É uma vara medida.
Do meu coração ao teu,
É uma estrada seguida.
À tua porta menina
Não se pode lá namorar.
De dia há lá só moscas
De noite os cães a ladrar.
Se vires cair apanha,
Salsa verde na varanda.
Olha que são saudades
Que o meu coração te manda.
Eu deitei-me e adormeci
Ao pé da água que corre.
A água me respondeu
“Quem tem amores não dorme”.
O meu coração fechou-se,
Fechou-se já não se abre.
Quem o fechou ausentou-se,
Ausentou-se e levou a chave.
Passarinho da ribeira,
Eu não sou o teu irmão.
Tu levas as penas nas asas
E eu trago-as no coração.
Passarinho do ar,
Eu não sou teu inimigo.
Empresta-me as tuas asas
Que eu quero voar contigo.
Quando eu me for desta terra
Vou para outra freguesia.
Levo na minha companha
A nossa Senhora da Guia.
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Durante o ano...
Mais utilidades: além das Marés, no Verão, e das Fases da Lua (publicadas de ano a ano), por serem sempre úteis, não deixe de visitar/consultar:
1 - Nascimento o ocaso do Sol: (http://vale-da-carreira.blogspot.com/2011/05/nascimento-e-ocaso-do-sol.html);
2 - Datas da Páscoa, Carnaval e Corpo de Deus: (http://vale-da-carreira.blogspot.com/2011_06_01_archive.html).
3 - Outras utilidades: veja também a Página 6:
https://vale-da-carreira.blogspot.com/p/6-curiosidades-e-utilidades.html?m=0
https://vale-da-carreira.blogspot.com/p/6-curiosidades-e-utilidades.html?m=0
domingo, 29 de dezembro de 2013
Vale da Carreira - "post" do António Alves, transcrito do Facebook
Poucos sabem da minha aldeia
Poucas ruas
Uma estrada e uma fonte
Uma paisagem de casas vazias.
A vida quase acabou
A estrada está quase morta
Até a ribeira secou.
Já poucos sabem dela
Sumida
Longe de tudo.
No meu tempo de criança
Foi o meu reino
A capital do mundo
Enorme como os meus sonhos.
O tempo passou.
Os sonhos não morreram.
A minha aldeia continua lá.
Eu estou vivo.
Amo…
E,
Amo a aminha aldeia.
António Alves
29/12/2013"
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
E esta, hem! (É a crise, é da crise!)
Soube há pouco tempo, com surpresa, que já nem temos café no Vale de Água! Cada vez mais o pessoal das nossas aldeias vai ficando desamparado... Já lá vai o tempo em que em quase todas as aldeias havia esse apoio, nalgumas até havia mais do que uma taberna...
E agora, como estão as pessoas a viver com a situação? Gostava de saber mais e ouvir a vossa opinião. Será que também fechou a parte de "mini-mercado"? Comentem aqui, por favor...
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