No dia 25set2026, o meu sobrinho Marcelo Dias (de Barretos, Brasil), em viagem por Portugal, fez este vídeo com um drone, na nossa aldeia.
Gentilmente, o cedeu para eu aqui publicar. Obrigado, Marcelo.
Vídeo de drone.
BEM-VINDO A ESTE BLOGUE, QUE RETRATA ALGUMAS TRADIÇÕES OU A HISTÓRIA DA ALDEIA, EVENTOS, HOMENAGENS, ETC. TAMBÉM TEM INFORMAÇÕES SOBRE O ESTADO DO TEMPO (É CLARO, FUI METEOROLOGISTA, MAIS DE 30 ANOS). VALECARREIRENSE/AMIGO, QUER COLABORAR? CONTACTE-ME (Ver abaixo, em Acerca do autor). «»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«» Nota: Este é também o blogue da "ASSOCIAÇÃO LAVRAR" - Liga dos Amigos do Vale da Carreira (Ver Pág. 10)
No dia 25set2026, o meu sobrinho Marcelo Dias (de Barretos, Brasil), em viagem por Portugal, fez este vídeo com um drone, na nossa aldeia.
Gentilmente, o cedeu para eu aqui publicar. Obrigado, Marcelo.
Vídeo de drone.
O dia de ontem, 03set2026, deve ter sido o dia em que se atingiram os valores mais altos de temperatura, na maioria dos locais, principalmente no Centro e Sul de Portugal Continental.
Isto, depois de termos tido um Verão bastante quente, com várias ondas de calor.
Temperaturas máximas de 40 ou mais graus foram atingidas em quase 50 estações automáticas (EMA) do IPMA. Sendo mais de 20 delas acima dos 42 graus e mesmo 3 acima de 44 graus. O valor mais alto (44,3º) foi registado na EMA de Alcochete.
Temp. máximas de 03set.
Outra forma de apresentação, com valores decrescentes:
Foram, assim estabelecidos novos recordes para algumas estações meteorológicas... Ver publicação do IPMA.
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Para as próximas semanas, continuaremos com tempo geralmente seco e temperaturas com oscilações (mas com máximas menos agrestes). Para Lisboa, teremos:
Máximas "em carrossel"... E períodos de noites tropicais, com mínimas à volta dos 25 graus...
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Acrescentado em 13ago: o tempo vai continuar quente e seco... Eis, para Castelo Branco:
Temp. Máximas sempre acima dos 30 e mesmo 35 graus...
Em complemento do que ficou dito anteriormente (aqui), eis as horas para observação do eclipse do dia 12, quarta-feira:
Aproveite, se puder... Mas, nos próximos 2 anos, teremos mais 2 bons eclipses do Sol... (Ver na publicação acima referida)
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Acrescentado, em 13ago:
Como se previa, este acontecimento astronómico teve imensa participação das pessoas, a nível local, nacional e internacional. Acontece raramente e desperta sempre imensa curiosidade...
Por os eclipses solares totais (e/ou os anulares) abrangerem apenas pequenas faixas da superfície terrestre e, por isso, serem raros em qualquer região, curiosamente, também no início do século passado, se observaram 3 na Península Ibérica: em 1900, 1905 e 1912.
Dos inúmeros relatos e fotografias partilhados pelos observadores (que pode ver nas redes sociais), apresento apenas isto:
Na minha região (Sintra, Lx), foi assim:
Em 2027 e 2028, haverá mais, centrados no Sul da Península Ibérica...
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- E foi assim, em "time lapse", (por Rubén Díaz):
https://www.facebook.com/share/v/1FBz3W3ioD/
- Ou aqui (por ZWO Astrophotography):
https://www.facebook.com/share/r/1BceYEwiLr/
Veja ainda a sombra da Lua, sobre o Atlântico Norte, numa sequência de imagens de satélite (fonte IPMA):
"A campanha RAPI de Proença arrancou na plataforma de crowdfunding PPL, tendo como promotor o Município de Proença-a-Nova.
A iniciativa prevê a criação de uma rede municipal de apoio de proximidade para resposta a situações de isolamento de populações, articulada com as Juntas de Freguesia, associações locais e serviços municipais.
Neste sentido, vimos solicitar a vossa colaboração na divulgação da campanha através dos vossos canais de comunicação, nomeadamente redes sociais e outros meios considerados adequados.
Brevemente será também disponibilizada uma divulgação oficial por parte do Município, cuja partilha agradecemos igualmente.
A campanha pode já ser consultada através do seguinte link: https://ppl.pt/RAPI
Agradecemos toda a colaboração e disponibilidade. (...)"
Do site, com link acima.
Apesar do ditado/crença popular de que "a Semana Santa gosta muito de chuva", neste ano não está prevista precipitação para o período em questão. Espera-se céu geralmente limpo, com temperaturas máximas (durante a tarde) a rondar os 24 a 26 graus. As mínimas (de madrugada) deverão situar-se entre os 12 e os 14°C...
Este período de "bom tempo", que já dura desde 22mar, é mais que apreciado, desejado ou merecido, depois dum inverno bastante chuvoso e repleto de acontecimentos meteorológicos gravosos...
Boa semana a todos! E Feliz Páscoa!
Leia mais aqui sobre as Endoenças.
A designação “ciclone tropical” refere-se a uma depressão (baixa pressão) que se forma em zona próxima dos trópicos, sobre os oceanos. Outras das suas características são: a pressão no centro pode atingir valores bastante baixos; abrange uma área relativamente pequena (por norma, em comparação com os típicos ciclones/depressões das outras latitudes); não tem frentes associadas, mas bandas espirais de nuvens em seu redor (se for englobado/absorvido por numa frente, perde as suas características); possui ventos muito fortes e destruidores (nas fases mais intensas é normalmente visível uma área central, de céu sem nuvens e vento fraco ou calmo, a que se chama “olho”)...
Quase todos os oceanos que ocupam zonas entre o Equador e os Trópicos têm condições para a formação de ciclones/tempestades tropicais, na época do ano em que a água do mar está mais quente (acima de 26/28 graus C.), o que produz uma enorme evaporação. Consoante a sua intensidade, de forma crescente, designam-se por: depressão tropical, tempestade tropical e furacão (categoria 1, 2, 3, 4 ou 5 – escala Saphir-Simpson). Noutras zonas, em vez de furacão recebem a designação de tufão.
Quanto aos que se formam na bacia do Atlântico Norte, são-lhes atribuídos nomes por ordem alfabética (A, B, C... W - durante uns anos, foi preciso recorrer ao alfabeto grego: alpha, beta gamma, delta, epsilon, zeta, eta, theta, iota, kappa - mas essa prática foi abandonada em 2021: agora há uma lista de nomes suplementares…), compreendendo nomes próprios de várias línguas, alternando entre masculino e feminino. As listas estão pré-estabelecidas e repetem-se de 6 em 6 anos, excepto se algum deles provocar muitas vítimas ou danos, pelo que é retirado e substituído por outro nome. Veja aqui:
(https://www.nhc.noaa.gov/aboutnames.shtml)
Por coincidência, os Açores foram atingidos, em 1991 e 1997, por tempestades tropicais com o mesmo nome - Erika - e, de novo, em 2006 e 2012, por furacões com o nome Gordon!
A pressão no centro dos ciclones tropicais desce, por vezes, abaixo de 900 hPa. Em cerca de uma dezena, desde que há registos, o valor chegou aos 880 hPa ou abaixo. No Atlântico, o record é de 882 hPa, no furacão Wilma, em2005. Mas crê-se que o record mundial é de 870 hPa, no tufão Tip, no Pacífico NE, em 1979…
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Veja mais aqui (copie e cole no seu browser): https://www.ipma.pt/pt/educativa/fenomenos.meteo/index.jsp?page=ciclone.tropical.xml>
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Ciclones tropicais que atingiram Portugal, desde 1973 (a grande maioria afecta(ou) os Açores, normalmente do final de Agosto a Novembro, mas há excepções, e alguns têm atingido também o Continente e a Madeira):
1973 – Fran (furacão de categoria 1), que afectou apenas o Grupo Ocidental dos Açores;
1976 – Anna (dissipou-se sobre os Açores); Emmy (atingiu os Açores, como furacão de cat. 1); Frances (tempestade tropical sobre os Açores);
1978 – Irma (temp. tropical, atingiu os Açores);
1980 – Ivan (dissipou-se sobre os Açores);
1981 – Jose e Gert (depr. tropicais nos Açores);
1985 – Claudette (temp. tropical sobre os Açores);
1987 – Cindy (temp. tropical sobre os Açores);
1990 – Edouard (tempestade tropical que passou 2 vezes sobre os Açores);
1991 – Bob (furacão de cat. 3, mas que se aproximou da costa portuguesa – entre Cabo da Roca e Cabo Mondego, onde se dissipou como depressão tropical; Claudette (furacão de cat. 4, atingiu os Açores como tempestade tropical); Erika (também atingiu os Açores – como tempestade/depressão tropical);
1992 – Charley e Bonnie (atingiram os Açores como tempestades tropicais, mas com uma diferença de apenas 3 dias!);
1995 – Tanya (furacão de cat. 1, atingiu os Açores como tempestade tropical);
1997 – Erika (furacão de cat. 3, mas atingiu os Açores como tempestade tropical);
1998 – Ivan (furacão de cat. 1 - atingiu os Açores); Jeanne (furacão de cat. 2, que atingiu os Açores e Portugal Continental como depressão e/ou tempestade tropical. Dissipou-se entre Lisboa e Madrid);
2003 – Ana (tempestade tropical, que atingiu os Açores);
2005 – Vince (furacão de cat. 1, mas atingiu o Algarve como depressão tropical); Delta (tempestade tropical) passou a sul da Madeira e passou a depressão extratropical, a caminho de Marrocos; tempestade sub-tropical n.º 19 - (Não chegou a ser-lhe atribuído nome, formou-se e dissipou-se na zona dos Açores);
2006 – Gordon (furacão de cat. 3, mas atingiu os Açores já como cat. 1);
2010 – Otto (passou próximo do Grupo Ocidental dos Açores, como tempestade tropical. Depois contornou as restantes ilhas, pelo norte, e dirigiu-se para a Madeira, como depressão tropical, onde se dissipou...);
2012 – Gordon (furacão de cat. 2, que atingiu os Açores como cat. 1, na madrugada de 20ago); Nadine (atingiu os Açores, de 19 a 22set e, de novo, a 04out, como tempestade tropical);
2013 – Melissa (tempestade tropical, em fase de dissipação, passou a cerca de 200 km a oeste e, depois, a norte dos Açores, em 21/22nov. Os seus efeitos sentiram-se principalmente no vento e ondulação);
2014 – Apenas 2 ameaças aos Açores (Laura e Omar)... Foi um ano em geral muito calmo no Atlântico Norte!;
2015 – 3 ciclones tropicais ameaçaram os Açores e o Continente, já em fase de dissipação ("remnants"): Claudette, Henri e Joaquin;
2016 – Embora seja extremamente raro para a época, a 15jan, os Açores foram atravessados pelo furacão Alex (cat. 1), que se deslocou de sul para norte, tendo o olho do furacão passado entre a Terceira e S. Miguel; Gaston (atingiu os Açores, como tempestade tropical, de 02 para 03set);
2017 – De 14 para 15out, o furacão Ophelia atingiu as ilhas mais orientais dos Açores, como categoria 3. Depois, deslocou-se para NE, entre os Açores e Portugal Continental, passou ao largo do Minho, em direcção à Irlanda... Tudo leva a crer que potenciou/incrementou os diversos incêndios que se verificavam no Norte e Centro de Portugal e na Galiza, pelo facto da sua aproximação ao NW da Península Ibérica ter aumentado os ventos, do quadrante Sul, quentes e secos...;
2018 – A depressão tropical Helene passou próximo do Grupo Ocidental dos Açores, de 15 para 16set; A tempestade tropical Leslie (ainda com ventos parecidos com os de furação de cat. 1) atingiu o Continente, com muitos estragos, especialmente de Peniche a Aveiro entre o final do dia 13 e a madrugada de 14out. Entrou em terra na zona da Figueira da Foz e continuou enfraquecendo, em direcção aos distritos de Viseu, Vila Real e Bragança... (ver art. de 14out2018);
2019 – O Furacão Lorenzo atingiu os Açores (de 01 para 02out), passando muito perto do Grupo Ocidental, entre cat. 2 e cat. 1, a enfraquecer e deslocando-se para NE...; a tempestade tropical Pablo ameaçou o Grupo Oriental (mas passou bastante ao largo de Santa Maria); A tempestade tropical Sebastien passou junto ao Grupo Ocidental dos Açores, de 24 para 25nov;
2020 – Em 18set, foi nomeada de tempestade subtropical Alpha a depressão que atingiu o Continente. Dissipou-se sobre os distritos de Leiria e Coimbra, durante a noite. Mas antes, foram registadas rajadas acima de 100 km/h em alguns locais; Na mesma altura, a tempestade pós-tropical Paulette atingiu o Grupo Ocidental dos Açores, mas já como depressão pós-tropical; A tempestade tropical Theta afectou a Madeira/P. Santo, entre 14 e 16nov, com o centro a passar muito próximo, a oeste e, depois, moveu-se para norte e entrou em dissipação...
2022 – Em set, a tempestade tropical Gaston atingiu os Grupos Ocidental e Central dos Açores...
2024 – O furacão Kirk, já transformado em depressão extratropical, passou a norte dos Açores e, depois, mesmo junto ao Cabo Finisterra, em 09out, tendo provocado bastante precipitação e vento em Portugal Continental. Houve queda de árvores e duma grua, prejuízos na agricultura, etc.; Nos Açores, a depressão subtropical Patty passou sobre o arquipélago, no primeiro fim-de-semana de novembro, com bastante precipitação e algum vento. Dissipou-se antes de chegar ao NW da Península Ibérica.
2025 – Em 25/26set, os Açores foram atingidos por Gabrielle, já como ciclone/tempestade pós-tropical. De seguida, continuou para o Continente português (leia artigo, na página inicial do blogue)...
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Nota: o ano de 2020 bateu o recorde (que era de 2005) de ciclones tropicais nomeados: 30. Curiosamente, Portugal Continental foi atingido por um deles e a Madeira por outro. Os Açores, com maior probabilidade de serem afectados, sofreram alguns leves efeitos de um, já como depressão pós-tropical - (Na descrição acima, estão realçados a vermelho os que afectaram o Continente).
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- Dados obtidos da Internet, principalmente de:
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- A seguir, imagem do Furacão Lorenzo (em 2019, a SW dos Açores):