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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Fases da Lua e eclipses para 2026

Em 2026, serão estas as fases da Lua:

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Quanto a eclipses, teremos os seguintes:

- 17fev - solar anular (não visível em Portugal);

- 2/3mar - lunar total (não visível em Portugal);

- 12AGO - SOLAR TOTAL (será visível como parcial em Portugal, mas praticamente total no NE transmontano (parque de Montesinho) - entre 99 e 100%). Ver publicação de 20mar2015, aqui - A NÃO PERDER!...

- 28ago - lunar parcial.

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Curiosidade: embora não sejam visíveis num mesmo local da Terra, os eclipses aparecem sempre agrupados em número de 2 (ou de 3, mas menos frequentemente), alternando entre Sol e Lua, separados por cerca de 2 semanas (dado que só nas fases de Lua cheia e Lua nova podem ocorrer eclipses)...

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Leia mais aqui:

https://vale-da-carreira.blogspot.com/2015/03/o-eclipse-do-sol-de-hoje.html

https://www.timeanddate.com/eclipse/2026

-https://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse_solar_de_12_de_agosto_de_2026

https://mooncalendar.astro-seek.com/solar-and-lunar-eclipses-2026

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Eclipse do Sol do dia 20mar2015 - Grandes eclipses de 2026, 2027 e 2028

Quem viu o Eclipse do Sol, esta manhã, entre as 08 e as 10h? A luz solar esteve bastante esvanecida, parece que havia uma forte neblina/bruma no ar!... Em Portugal, apenas um pouco mais de 70% do Sol ficou eclipsado. Mas numa faixa que vai do sul da Gronelândia até ao norte da Noruega, foi Eclipse Total.

Para os que viram ou não, aqui vai uma amostra:



Nos dois esquemas anteriores, a vermelho as zonas do Eclipse Total.

E a sombra, bem visível nesta sequência de imagens de satélite sobre a Europa e Atlântico Norte:


PRÓXIMOS GRANDES ECLIPSES:

Os próximos eclipses do género (do Sol), totais ou com maior percentagem que o referido (ou seja, quase totais), a serem presenciados em Portugal, ocorrerão em 12ago2026 e 02ago2027. Mas, em 26jan2028, teremos um Anular/Anelar, na parte Sul do país...

Esperemos para ver estes espectaculares eventos, se o tempo permitir (e se ficamos quase às escuras! - eheheheh).

Eis as suas zonas de cobertura:

12ago2026

Noutra perspectiva. 

Melhor zona para presenciar o evento, em Portugal: Trás-os-Montes (especialmente a norte de Rio de Onor / Guadramil).
Quanto mais para o Norte/Nordeste, maior a percentagem de Sol eclipsado (que chega a ser entre 99 e 100%, na zona referida)...

Ampliação da zona. 

Percentagem do Sol eclipsado.
(Mais de 90%, em todo o Continente português)

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02ago2027
(Melhor zona para presenciar o evento: Algarve...)

(Quanto mais para o Sul, melhor...)

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 26jan2028
 (Regiões onde será visto como Anular:
Baixo Alentejo, Algarve e Arq. da Madeira)

Ampliação da zona.

Outra perspectiva da zona.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Olhando para o céu (principalmente de noite), Eclipses, curiosidades astronómicas, etc.

Na nossa aldeia, durante as noites sem nuvens, principalmente no verão, na altura das desencamisadas, ou quando se permanecia bastante tempo fora de casa ao fresco, ou ainda quando se ia caminhando, um dos temas de conversa muito abordado pelos nossos antepassados era relativo ao céu (firmamento), com as suas diversas fontes de luz: estrelas, planetas, constelações, etc.

A fraca luminosidade no meio rural (ainda mais pronunciada antigamente, sem energia eléctrica) ajuda a ver o céu (firmamento), melhor se distinguindo nele os diversos objectos luminosos.

A Via Láctea ou "Estrada de Santiago".

Bem conhecida dos antigos era a "Estrada de Santiago": parece um rasto de inúmeros pontos pequenos, ao qual pertence a Terra e o Sistema Solar: é a nossa galáxia, ou "Via Láctea". Os antigos normalmente não sabiam isso, mas os estudantes que começavam a aprender Astronomia (na disciplina de Geografia, creio), esclareciam-nos, dando mais umas dicas... Aproveitavam também para explicar a diferença entre os diversos pontos luminosos do céu:  as estrelas (com luz cintilante), que são em muito maior quantidade que os planetas (de luz fixa).

Falava-se também de "estrelas cadentes" (meteoritos ou meteoroides, que ao entrarem na atmosfera terrestre, se fragmentam e ardem, mas em alguns casos chegam a atingir a Terra, com alguma violência - veja-se o caso recente na Rússia, com mais de mil feridos, (próximo de Chelyabinsk), bem como outro na Sibéria, em 1908 (Tunguska). E também de cometas (astros raros, compostos de núcleo, cabeleira e cauda - esta sempre na direção oposta ao Sol), assim como dos eclipses e como se formavam. Quando se via algum ponto luminoso a passar depressa, falava-se da possibilidade de ser um avião ou um satélite, já que os últimos começaram a ser lançados, a partir do fim da década de 1950 e início da de 1960...


Cometa.

 
Estrela cadente.

   
Existem ainda os asteroides, que são corpos rochosos e metálicos, que possuem órbita definida ao redor do Sol. São semelhantes aos meteoros, porém em dimensões bem maiores, possuindo forma e tamanhos indefinidos, mas têm geralmente a dimensão de dezenas ou centenas de metros até alguns quilómetros. (Já que neste ano se podem observar vários cometas e asteroides - veja o artigo de 07jan2013)

Acrescentado em 29abr2025: Tem-se falado, nos últimos meses, sobre a probabilidade do asteroide descoberto no ano passado, ao qual foi dado o nome "2024 YR4", e que vai passar "próximo" das órbitas da Terra e Lua, poder vir a interferir connosco. (Aponta-se mesmo o dia 22dez2032, como altura em que passará mais próximo, segundo cálculos recentes. As probabilidades têm vindo a diminuir, mas é assunto a acompanhar.) - Se desejar saber mais, pesquise na internet por "asteroide 2032", ou "2024 yr4", por exemplo...

Asteroide.

Quanto aos agrupamentos de estrelas, as chamadas constelações (atualmente são consideradas 88 pela União Astronómica Internacional), muito faladas eram a Ursa Maior (também chamada de carro, arado, caçarola) e a Ursa Menor. Explicava-se como, a partir da Ursa Maior se achava o Norte, descobrindo a Estrela Polar, a última da cauda da Ursa Menor.

Outras constelações que todos aprendíamos a localizar no céu eram: o Orion (quadrilátero com mais 3 estrelas, muito próximas e alinhadas no seu centro - as "Três Marias") e a Cassiopeia (tem a forma dum W).

Cassiopeia e Orion.

Eis um outro conjunto de estrelas, o "Sete-Estrelo" (também conhecido por "Sete Irmãs"), muito próximas umas das outras (hoje em dia, sabe-se que são muito mais de sete), o que confere ao conjunto um brilho grande, azulado, diferente do geral. São universalmente mais conhecidas por "Plêiades" "ou Aglomerado Estelar M45" - ver http://www.guia.heu.nom.br/pleiade.htm - e pertencem à constelação de "Touro".

O Aglomerado M45 ou "Sete-Estrelo".

O "Sete-Estrelo" ampliado por telescópio.

Os planetas mais próximos de nós (Marte, Vénus, Mercúrio, Júpiter) são muitas vezes visíveis, embora não seja fácil identificá-los. Próximo do anoitecer e do amanhecer vê-se perfeitamente um dos planetas mais próximos de nós: Vénus, chamado de "estrela da manhã", "estrela da tarde" ou "estrela do pastor".

O planeta Vénus (e, à direita, o planeta Mercúrio).

Quanto ao satélite natural da Terra, a Lua, também havia muitas conversas em seu redor: além dos eclipses, falava-se na lenda das suas manchas: "Uma vez, andava um homem a trabalhar ao Domingo, apanhando silvas. Deus apareceu-lhe e perguntou porque trabalhava aos domingos. Respondeu ele que o fazia porque ninguém o via naquele canto isolado. Retorquiu o Senhor que, a partir daí, toda a gente o iria ver. E Deus colocou na Lua o homem, com o molho de silvas às costas". A isso se deviam as suas manchas... Na verdade, elas são mares ou planícies de solo escuro, formados outrora pela lava que brotou dos vulcões lunares...

A Lua e suas "manchas".


As crateras da Lua, vistas com telescópio.

Uma grande cratera na Lua.

Eclipse parcial da Lua.
   
No que diz respeito aos eclipses, os mais vistosos e atraentes são os totais do Sol! É que a Lua encobre completamente, e de forma quase perfeita. o Sol, deixando em seu redor uma auréola brilhante. Outros também espectaculares são os híbridos do Sol: numa parte da Terra são vistos como totais e noutras como anelares (ou anulares). Mas tanto uns como outros, são apenas presenciados em estreitas faixas ao longo da Terra, pelo que são muito raros... Seguem fotos de alguns:

Eclipse total do Sol.

Eclipse anelar/anular.

Eis agora uma imagem da Lua, com o planeta Júpiter próximo (foto tirada em 02jan2012, dia a seguir a Quarto Crescente):


A “Super Lua Cheia" de 2013:

A fase de Lua Cheia acontece próxima do perigeu só uma vez por ano e em 2013, acontece no dia 23 de Junho. (..) Por isso, a Lua estará mais exuberante por atingir a distância mínima da Terra em fase de Lua Cheia. O disco lunar terá um tamanho aparente 14% maior e será 30% mais brilhante do que a Lua no apogeu.

Tamanhos relativos da Lua no apogeu e no perigeu.

(Transcrito do site do Observatório Astronómico de Lisboa: http://oal.ul.pt/super-lua-23-jun-2013/)

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No final de fev. e início de mar/2023, tem despertado a curiosidade geral a visão próxima dos dois planetas mais visíveis, a olho nu: Vénus e Júpiter. As redes sociais encheram-se de fotos do assunto. Eis algumas:




A Lua está também presente, acima
ou abaixo dos referidos planetas,
nas três fotos anteriores. 


Nestas duas últimas fotos, notam-se bem
quatro dos satélites de Júpiter.

De tempos a tempos, esta situação acontece, tal como em 2015, em que se chegaram a sobrepor:


Em 2022:


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Curiosidade acrescentada em 16mar2023: é só para lembrar que tudo está em movimento. Vejam só as velocidades relativas de rotação e translação da Terra, translação do Sol na Via Láctea e desta no "espaço sideral":


(...)

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OBS.:

1. Para quem quiser explorar um pouco mais e ver a posição das estrelas, constelações, etc., ao longo do ano, e dado que o "AstroViewer Online" deixou de funcionar, tente usar uma aplicação como as recomendadas em: 
http://www.sp-astronomia.pt/node/642

2. Eclipses - Em média, ocorrem 4 a 5 eclipses por ano, mas nem metade deles são visíveis em Portugal. Os mais espectaculares são os Totais, do Sol ou da Lua.
Como é lógico, os eclipses do Sol ocorrem de dia, e os da Lua, de noite...
Os eclipses andam sempre agrupados (a 2 ou mesmo 3, mais raramente), ocorrendo com 14 ou 15 dias de intervalo, e alternando entre Sol e Lua...

3. Alguns dos próximos eclipses totais e/ou anelares do Sol (os mais espectaculares):


     - 02jul2019 (América do Sul - Argentina/Chile)
     - 14dez2020 (América do Sul - Argentina/Chile)
     - 14out2023 (Américas)
     - 12ago2026 (Europa - da Pen. Ibérica, até à Gronelândia -  e Ártico)
     - 06fev2027 (Costa Este do Brasil)
     - 02ago2027 (desde o Índico até ao SW da Europa)
     - 26jan2028 (da Pen. Ibérica até ao Norte da América do Sul)  

- Pesquise nos temas Sol ou Lua, deste blogue. Ou saiba mais em:


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Actualizado em 29abr2025