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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Valecarreirenses familiares, emigrantes e amigos que nos visitaram neste verão...

Mesmo correndo o risco de não mencionar todos, aqui lembro os Valecarreirenses, familiares, amigos, que vivem ou trabalham noutros países e que estiveram entre nós, neste verão. Reconhece-os nestas fotos?

Do Brasil (António, José Luís e Marcelo Dias) e de Espanha (João Pedro Cruz e Aixa):


Da Suíça (Ana Alves e família):


Do Brasil (Raúl Alves e familiares):

Aqui com "a camiseta com foto do Vale da Carreira":

Fernanda e Márcia, com a Tia Lurdes:


Da Holanda (Fernando Dias). Aqui com filhos:

Do Brasil (Jozélia Alves Dias):


Do Brasil (Maria Medeiros) com o companheiro, Tobias Delgado:


Do Brasil (Rosa Maria Dias e filho Samuel Carneiro):

Indo para o Serimógão e, depois, visitando a casa onde a prima Rosa nasceu e morou, em pequena, antes de emigrar, há quase 60 anos (casa completamente diferente da original):


Muito mais haveria a dizer e outras fotos poderiam ser aqui colocadas. No essencial, tenta-se evidenciar a alegria de voltar/visitar a "terrinha", recordar vivências passadas, e conviver com os familiares e amigos, em alegria e quase sempre com emoção...

Em nome de todos, os nossos agradecimentos pelas vossas visitas. Muito obrigado a todos!
Voltem sempre!

Nota - próximos convívios: Família Mendes (data a definir, em 2019); Festa do São João (26 e 27jun2021)... A publicitar neste blogue, nas devidas alturas.  Aguardem!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Acabou o Convívio/Festa de 2018! Obrigado a todos!

Obrigado a todos os convivas que nos honraram com a sua presença, nos dias 23 e/ou 24jun, no Convívio/Festa do São João...
E a todas as pessoas e Entidades que, de qualquer forma, nos apoiaram, ficamos muito gratos.

T-shirt do Raul Alves Sonso, alusiva ao evento.

Veja fotos e descrição na Página 2, além do Facebook, (evento "Convívio do São João" e cronologias de vários Valecarreirenses)...

O próximo está previsto para 26 e 27 de junho de 2021.

O Presidente da Direcção da LAVRAR,
José Luís Dias 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Depois do incêndio, a aldeia ficou triste!

O Vale da Carreira foi fustigado pelo tão falado incêndio que começou na Várzea dos Cavaleiros, Sertã, no passado dia 23jul, e que se propagou rapidamente para sul, na direcção dos concelhos de Proença e Mação... Ao final desse dia, durante a noite e no dia seguinte, os poucos residentes portaram-se como heróis ao defenderem a aldeia, evitando que as casas fossem atingidas pelo fogo. Merecem o nosso agrdecimento e, sem dúvida, uma homenagem pública...

Há muitos anos, ou talvez nunca, se tinha vivido aqui uma situação tão dramática como esta... Felizmente, não houve habitações ardidas nem acidentes pessoais!

Eis uma pequena amostra da triste situação em que ficou a paisagem:
 


Agradeço ao João Patrício a cedência das fotos acima. Também são suas estas palavras: "Desta vez foi por pouco. Graças ao Zé, ao Jorge, ao Ramiro, ao João Branco, à Alice e dois amigos lá se salvou a aldeia. À nossa casa valeram os Bombeiros de Proença que passaram na hora certa, apagaram as chamas à volta da casa e seguiram. Obrigado a todos."


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Acrescentado em 02set2017:

Como o António Joaquim Alves descreve a desolação na aldeia:

Vale da Carreira
são das estevas as cinco chagas de cristo:
brancas, de jade, contrastam com as folhas, os caules
são das abelhas quase todas as flores:
urzes, rosmaninho, alecrim, flores de laranjeira
das minhas, de algumas, agora restam cinzas
são dos lameiros o branco cru do linho que há de vestir-nos,
as margaças amarelas e brancas, as papoilas frágeis, vermelhas
muitas vezes lavrei as terras, invoquei a chuva, fugi do calor,
mondei as cearas, amanheci e anouteci com o sol
à noite a luz era de candeia, a panela de barro a cozer os feijões,
o serão o começo do dia seguinte,
não havia tempo para insónias
eram tempos de milho trigo e centeio, de moinhos a vento,
de nascer e morrer quase sem sair do mesmo lugar
as ruas eram carqueja, tojos, rosmaninho, moitas
eram o adubo para as próximas sementeiras
aprender era feito de experiência, trabalho natural
numa curva da estrada a minha casa, branca de dois pisos,
uma luz sempre acesa, “Nossa Senhora de Fátima”
estive lá ontem, o fogo engoliu o verde da natureza, dos pinheiros
restam as casas quase todas vazias, agora tristes de gente
António Alves
27/08/2017

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Acrescentado em 24out2017: 

Apresento aqui uma imagem de satélite de hoje, da banda visível, de Portugal Continental, bem elucidativa do que ardeu neste verão. As áreas a escuro (preto) representam os efeitos dos incêndios (com excepção da albufeira do Alqueva)... Note-se que ardeu em locais até ao litoral da zona centro (entre Aveiro e Figueira da Foz e Pinhal de Leiria)!


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Acrescentado em 30out2017: 

Apenas ontem, mais de 3 meses depois do incêndio, passei na aldeia... Confirmou-se o que temia: encontrar uma espécie de "buraco negro", em toda aquela área. A tristeza invade-nos a alma só de olhar para o que se levanta à frente dos nossos olhos. E imaginar o sofrimento dos que, no local, naqueles dois dias (23 e 24jul) sofreram e se debateram com aquele "inferno"!...

No pouco tempo que tive para tirar fotos, eis mais uma amostra do que se pode ainda encontrar:







terça-feira, 17 de março de 2015

Até já, Mãe, Avó e Bisavó

     Transcrevo o Agradecimento dos descendentes da Tia Conceição, publicado no Jornal "O Concelho de Proença-a-Nova", n.º 732, de 10mar:

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Quis Deus que, no dia 14 de dezembro de 1921, nascesse na pequena aldeia do Vale da Carreira, uma menina a quem foi dado o nome de Maria da Conceição. Quis, igualmente Deus, chamá-la a Si, de forma quase inesperada (“… não sabeis o dia nem a hora” – Mt 25,13), no passado dia 01 de março.


Independentemente da longa vida que viveu, a notícia da sua morte não deixou de ser para todos nós motivo de profunda tristeza, mas ao mesmo tempo de agradecimento por todo o amor e carinho maternal que nos dispensou. Casada com Francisco Alves, foi sempre uma esposa dedicada, companheira, confidente, porto de abrigo. Referindo-se ao marido, dizia com muita graça a seguinte quadra:

     Adeus, ó Vale da Carreira
     Em tudo és superior.
     Foi onde eu nasci
     E nasceu o meu amor.

Ambos souberam construir uma família, onde os grandes valores cristãos e humanos estiveram sempre presentes e transmitidos aos filhos, com o máximo respeito pela liberdade de cada um. O seu exemplo de pais e cidadãos era a principal forma de fazer passar a mensagem. O casal soube, através do seu trabalho e dedicação, criar os seus filhos, numa atmosfera em que se respirava amor. Que saudades temos desses tempos!...
Abertos à vida, geraram 13 filhos, morrendo 3 nos primeiros anos de vida. Ao falecer, Maria da Conceição tinha 8 filhos vivos, 16 netos e 5 bisnetos.
Estamos todos muito orgulhosos e agradecidos por estes dois seres que nos transmitiram a vida e que para nós não morreram, já que somos portadores dos seus genes.
Ambos nascidos no Vale da Carreira, onde viveram toda a sua vida, notava-se que eram estimados e reconhecidos por todos os vizinhos, para os quais vai o nosso muito obrigado pela amizade e bons momentos que lhes dispensaram.
O funeral da nossa mãe, avó e bisavó foi, sem dúvida, uma grande manifestação de fé e de amizade. Muitas pessoas, algumas vindas de bastante longe, se quiseram associar a nós neste momento de dor, mas ao mesmo tempo de ação de graças e louvor a Deus por tudo o que lhe concedeu ao longo da vida. Todo o ambiente celebrativo estava impregnado de espírito cristão e grande solidariedade humana. Estamos convencidos de que ela repousa em paz e intercede, junto de Deus, por todos nós.
Queremos agradecer, do fundo do nosso coração, a todas as pessoas que participaram nas cerimónias fúnebres, familiares ou não, e a todas aquelas que de outras formas nos apoiaram e transmitiram palavras de conforto. Agradecemos, também, a comida que algumas pessoas nos fizeram chegar.
Estamos bastante reconhecidos à Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, incluindo o Provedor e restantes órgãos sociais, funcionários e voluntários, pela forma cuidada e dedicada como sempre a trataram, nestes últimos dez meses de vida.
Para a paróquia de Proença-a-Nova, onde foi batizada, recebeu os sacramentos e viveu de forma intensa a sua fé, vão também as nossas palavras de gratidão.
A todos o nosso bem hajam.

Os filhos, netos e bisnetos da Ti Conceição (Mendes)”.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Agradecimento muito pessoal (e especial)

     Era o final do mês de junho de 1955. Tinha eu cerca de dois meses de idade...

     Numa das nossas hortas da Conecril, junto à estrada, a minha mãe tirava água à picota para regar o milho... O meu irmão António andava a regar... Eu dormia, deitado num cesto, a alguns metros do poço... Quando o poço estava quase sem água, o imprevisto aconteceu: o poço desmoronou-se; a terra em volta abateu/deslizou e o cesto, comigo dentro, foi juntamente com a terra para dentro do poço...

     A minha mãe gritou, o mesmo fazendo o meu irmão! Na horta ao lado, a Ti Nati (Natividade) e o filho Raul começaram também a gritar, pedindo por socorro... Na eira, os homens malhavam centeio ou trigo e, ao ouvirem o pedido, correram em direção à Conecril.

     Entretanto, ao passar de bicicleta, o Ti "Zé Pedreiro" (agora casado no Serimógão) correu para a horta, atirou-se para dentro do poço, começou a remover terra e pedras e lá me encontrou debaixo do cesto...

     Lavaram-me no ribeiro ao lado, onde ainda havia algumas poças de água...

     Passou a camioneta de carreira – que esperou por nós, enquanto a minha mãe foi a correr a casa mudar de roupa! – fui levado para Proença onde fui observado por um médico (penso que o Dr. Paisana). Depois, por precaução, mandaram-me fazer uns exames no Hospital de Castelo Branco... Concluíram que não era nada de especial, apenas umas pequenas mazelas (ainda agora se nota uns pequenos defeitos na minha cabeça, por cima da orelha direita)... Enfim, tive muita sorte em ter sido socorrido com rapidez, e ter ficado debaixo do cesto, com algum ar para respirar!...

     Aqui e agora, lembrei-me de escrever este artigo para agradecer a todos os que contribuíram para que eu tivesse sobrevivido. Foram muitos, alguns já falecidos. Mas este agradecimento é especialmente dirigido aos que ainda estão vivos, nomeadamente ao Ti "Zé Pedreiro" (José Dias, curiosamente tem o mesmo nome do meu pai, por isso às vezes digo que foi/é o meu segundo pai...), ao meu irmão António e ao Raul (ambos no Brasil), etc.

     Muito, muito obrigado a todos.

Zé Luís

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Nota: Como é óbvio, relato os acontecimentos, conforme me recordo de me terem contado. Pode haver pormenores diferentes e outras pessoas envolvidas. Se alguém tiver algo a dizer-me, faça favor...