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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS!

Feliz Natal a todos os Valecarreirenses, familiares e amigos! E, porque não, a todos os que lerem esta mensagem...

É tempo de juntar as famílias, tempo de tolerância, tempo para tudo o que de bom se possa imaginar... Deixemo-nos levar por esses princípios, que só nos fazem bem e engrandecem...

Aqui fica uma foto do meu presépio (muito antigo e modesto, mas genuíno):


"Alegrem-se os céus e a Terra,
Cantemos com alegria!
Já nasceu o Deus Menino,
Filho da Virgem Maria!

Entrai, pastores, entrai
Por esse portal sagrado.
Vinde adorar o Menino
Numas palhinhas deitado..."

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

É Natal - (poema da autoria do Sr. César Ramos da Silva)

É Natal

Sejamos reais e,
Não mais que, a nós iguais;
Sem frete, sem reset...;
Nem armar um pinchar
Da Lua, boa vontade,
Porque essa é
A minha, tua e nossa
Maior felicidade!

Natal é hoje.
O Natal vai-nos construindo
A idade.
É ele, um lindo
Marco nascença, pureza
Verdade.
Cria viva, p´rarredo do medo
E da soledade.

O Natal dá-nos a certeza,
Em cada loco, alimento, alteza;
Na mesa
Foco, momento
Da solidariedade...!

Com frio ou calor
Onde ele se quer e for
Terá de ser Real
Nas doses
Bem alegres, vozes
E falas, nas ceias, cheias
De presentes, significado, amor!


Feliz Natal
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(Autoria e permissão - Sr. César Ramos da Silva, em “Minha Escrita em Edição”. A ele, o meu muito obrigado!) - Veja mais aqui: https://www.facebook.com/CasadaEscritaeditos

domingo, 13 de janeiro de 2013

As Janeiras na Capelania do Caniçal

Mais uma vez, se transcreve um artigo sobre a tradição de cantar as Janeiras, da autoria de Fernando Alves, publicado no Jornal "O Concelho de Proença-a-Nova" n.º 682, de 10jan2013:

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     "As populações das aldeias de Bairrada, Mesão Frio, Vale da Carreira, Caniçal Fundeiro e Caniçal Cimeiro viveram na noite do passado dia 05 e manhã do dia 06 (sábado e domingo) a tradição, quiçá centenária, (desconhece-se a data de início) do cantar das Janeiras.

     Fortemente enraizada nestas gentes, todos esperam ouvir as vozes fortes, a cortar o frio da noite, de dois grupos de homens, entoando versos alusivos aos reis magos e apelando ao espírito da caridade cristã, enquanto outros batem de porta em porta, para receber as ofertas. Estas dádivas, popularmente designadas de esmolas, revertem para os fundos da Capelania do Caniçal e são dadas com a intenção de serem celebradas missas pelas "almas" dos seus entes queridos já falecidos.

     Depois da celebração da missa de domingo, foram leiloados, no adro da capela, os géneros ofertados (muitas pessoas optam por doações monetárias diretas).

     Como já temos referido em notícias publicadas em anos anteriores, também agora vieram muitos que residem fora mas estão fortemente ligados, por laços de sangue, a estas terras.

     Em todos os participantes no cantar das Janeiras, dos vinte aos oitenta anos, reside o forte desejo de a tradição não se perder. Enquanto houver vida humana e cristãos por estas paragens, estamos convictos, vamos continuar a cantar as Janeiras.

Fernando António Alves"

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Ver também os artigos de jan/fev 2010:

- http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/01/as-janeiras-reis.html (versos das Janeiras)
http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2010/02/tradicao-das-janeiras.html (as Janeiras em 2010)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Então é Natal...

Seguem outros versos, também propícios para a quadra festiva que atravessamos, da autoria de John Lennon e Yoko Ono - (sabe quem foram? Leia http://en.wikipedia.org/wiki/John_Lennon):

"Então é Natal
E o que você fez?
O ano termina
E nasce outra vez.

Então é Natal
A festa cristã
Do velho e do novo
Do amor como um todo.

Então é Natal
E um Ano Novo também.
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem.


Então é Natal
Pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre
Num só coração.


Então, bom Natal
Pro branco e pro negro
amarelo e vermelho
Pra paz, afinal.

Então, bom Natal
E um Ano Novo também
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem.

Então é Natal
E o que a gente fez?
O ano termina
E começa outra vez.

Então é Natal
A festa cristã
Do velho e do novo
Do amor como um todo.

Então é Natal
E um Ano Novo também
Que seja feliz quem
Souber o que é o bem."

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

É Natal!...

FESTAS FELIZES a todos! A propósito da quadra festiva que vivemos, aqui vão uns versos que ontem descobri,  e que me pareceu oportuno publicar. São de Ary dos Santos, poeta e declamador português.

1.  Os Amigos:


"Quem faz o Natal para todos nós? São os amigos
Quem nos dá prazer e dá calor? São os amigos

A quem é que damos a ternura? É aos amigos
A quem é que damos o melhor? É aos amigos

Os amigos são o nosso bolo de Natal
Cada amigo nosso vale mais que um Pai Natal
É um irmão nosso que trabalha no Natal
E com suas mãos faz a diferença do Natal.

O dinheiro pouco importa
O que importa é a verdade
E a prenda mais valiosa
É a prenda da amizade.

Quem faz das tristezas forças
E das forças alegrias
Constrói à força de Amor 
Um Natal todos os dias.” 

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2. Quando um homem quiser:

"Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão.

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão.

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão.

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão.

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.” 

domingo, 25 de novembro de 2012

Dias comemorativos

Ao longo do ano, existem muitos dias (ou datas) comemorativos. Aqui deixo apenas alguns:

Dia de ano novo; dia mundial da paz – 01 de janeiro;
Dia dos namorados – 14 de fevereiro;
Dia internacional da mulher – 08 de março;
Dia mundial dos direitos do consumidor – 15 de março;
Dia do pai – 19 de março;
Dia mundial da floresta (da árvore); dia mundial da poesia; dia mundial para a eliminação da discriminação racial – 21 de março;
Dia mundial da água – 22 de março;
Dia de Páscoa  entre 22mar e 25abr (no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre depois do equinócio da primavera, no hemisfério norte, ou do outono, no hemisfério sul. O Carnaval será 47 dias antes)  ver http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011/06/datas-da-pascoa-e-carnaval-no-sec-xxi.html
Dia mundial da meteorologia – 23 de março;
Dia das mentiras – 01 de abril;
Dia mundial da Terra – 22 de abril;
Dia do trabalhador – 01 de maio;
Dia da mãe – primeiro domingo de maio;
Dia internacional da família – 15 de maio;
Dia dos vizinhos – última terça-feira de maio;
Dia mundial do não fumador – 31 de maio;
Dia mundial da criança – 01 de junho;
Dia de Santo António – 13 de junho;
Dia de São João – 24 de junho;
Dia de São Pedro – 29 de junho;
Dia das bruxas (“halloween”) – 31 de outubro;
Dia de todos-os-santos – 01 de novembro;
Dia de São Martinho  11 de novembro;
Noite de consoada – 24 de dezembro;
Dia de Natal – 25 de dezembro;


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Consulte também as ligações:


domingo, 25 de dezembro de 2011

Para meditar: Natal de quem?

     Não resisti a copiar esta poesia que vi no Facebook. É para se meditar, hoje que é Dia de Natal e em tempo de crise (qual crise?!)...

NATAL DE QUEM?

Mulheres atarefadas 
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau!
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pra ver 
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu, 
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive teto nem afeto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

(João Coelho dos Santos in “Lágrima do Mar” - 1996)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A fogueira de Natal e a ida aos madeiros

     Nos dias que antecediam a noite de Natal, os rapazes da aldeia reuniam-se e, pela calada da noite, começavam a juntar os madeiros para a fogueira que iria ser acesa na noite de Natal. (Lembro-me dum ano em que também as raparigas se juntaram aos rapazes, quando fomos na camioneta do falecido primo Domingos Mendes carregar troncos de oliveira, entre o nó do IC8 e a "Fonte de Meio Alqueire" - quem sabe onde é?)...

Madeiros preparados para a fogueira (em Proença, 2010 - foto do Raul Sonso)     

     Normalmente, já se tinha "deitado o olho" às azinheiras e/ou oliveiras que seriam "sacrificadas", quer estivessem ou não abandonadas. Tanto podiam estar ainda em crescimento como já cortadas, ou apenas ser um bocado (cepo, tronco, etc.)...

     As árvores eram quase sempre pertencentes a alguém de fora da aldeia. Portanto, era conveniente que ninguém se apercebesse da apropriação das mesmas! Como tal, havia um secretismo máximo tanto na seleção das árvores como no seu abate, transporte e guarda até ao dia em que iriam ser queimadas.

     A lenha era transportada numa carroça (se necessário, duas), que os rapazes puxavam e/ou empurravam. Lembro-me de algumas vezes ter de ser levada pelo ar, ou então rodar muito devagar, para não fazer barulho ao passar junto de casas/pessoas de outras aldeias...
    
     Além da carroça, muníamo-nos de serras, serrotes (raramente machados, para não fazer muito ruído), cordas e picaretas/enxadões... O pessoal era obrigado a bom esforço físico, tanto para cortar e carregar as árvores, como para fazer rolar a carroça, por diversos tipos de piso... E, no escuro da noite, só tínhamos a ajuda do luar ou de lanternas a pilhas ("foxes").

     Havia uma grande rivalidade entre aldeias vizinhas, cada qual tentando surpreender (roubando) aos outros! Até chegávamos a simular ataques aos tiros ou à bomba, pelos cabeços abaixo, para afugentar outros competidores e apoderarmo-nos de certo cepo/árvore que eles pretendiam. Uma vez, um proprietário de um cepo já velho, junto à estrada da Bairrada, resolveu ir passar parte da noite junto do seu cepo, para o guardar. Mas, creio que acabámos por lhe deitar o fogo, ali mesmo no local, um tempo depois do Natal, já que não o conseguimos levar...

     Os madeiros eram guardados, escondidos em currais ou palheiros. No dia 24, à tardinha, era preparada a fogueira, com a colocação dos madeiros em pilha, juntamente com ramos e carquejas (ou até palha). À hora fixada, era então acesa, às vezes com a ajuda de óleo queimado, sobretudo se chovesse ou a lenha estivesse molhada. As labaredas e faúlhas iluminavam então o Largo da Fonte (atualmente Largo P.e José Alves Júnior), o local mais central da aldeia e, portanto, de eleição para todo o tipo de convívios e eventos...

     Junto da fogueira compareciam, então, quase todas as pessoas da aldeia. Por tradição, era nessa noite que se costumava fazer as filhós (ou "filhoses"). Havia quem trouxesse algumas para se provar, juntamente com algum vinho ou aguardente e, creio, até mel!...

     Costumava, às vezes, entoar-se alguns cânticos (de Natal ou outros), ao redor da fogueira. Um, muito usado, tinha a seguinte letra: "Natal, Natal, filhoses com mel não fazem mal; Natal, Natal, filhoses com vinho não fazem mal"... Era uma noite especial de convívio, do mais salutar e genuíno...

     Atualmente, as técnicas e táticas para arranjar madeiros são outras, assim como o tamanho da fogueira!... Mas convém continuar a manter estas tradições...




Fotos da fogueira, no Natal de 2004
      

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Tradição das JANEIRAS

     Na noite fria do dia 09 de janeiro de 2010, voltou a viver-se, na Capelania do Caniçal (Bairrada, Vale da Carreira, Caniçal Fundeiro e Caniçal Cimeiro), o cantar das Janeiras. Desconhece-se a data em que tal tradição se iniciou, sabendo-se, contudo, pelas pessoas mais velhas, residentes no Vale da Carreira, que já nos finais do século XIX existia esta prática. Embora este cantar seja designado das “Janeiras”, na realidade, penso que seria mais apropriado designar-se “cantar os Reis”, atendendo aos versos [ver abaixo, neste blogue - Etiqueta "Janeiras/Reis"], os quais, segundo julgo saber, são propriedade da Capelania do Caniçal.

     O cantar das Janeiras é feito apenas por homens que, deslocando-se de aldeia em aldeia, vão cantando em vários locais de cada uma delas, conforme a sua dimensão e a população aí residente. Divididos em dois grupos (designados de pernas), os homens entoam os vários versos, em que a perna 1 inicia com verso repetido e a perna 2 responde, em verso simples, completando o sentido do primeiro. Enquanto as vozes arrastadas e fortes dos cantadores ecoam pelo silêncio da noite, outros homens (os do saco) visitam todas as casas da aldeia, cumprimentando os seus moradores, desejando bons Reis e recolhendo as suas ofertas (tradicionalmente designadas de esmola). Ao baterem às portas dão a seguinte saudação: “Esmolas para as almas se quiser e puder”. Ao receberem as dádivas agradecem, com a seguinte expressão: “As alminhas agradeçam as vossas esmolas”, ao que os ofertantes respondem: “E a vocês as vossas passadas”.

     As esmolas, nos tempos mais antigos, traduziam-se, essencialmente, em bens produzidos pelas próprias pessoas: enchidos, trigo, milho, batata, laranjas, pão, azeite, queijo, mel (até me lembro de ver grandes nacos de toucinho no lote das ofertas), e outros produtos extraídos da terra e dos animais. Hoje, embora ainda sejam oferecidos alguns destes bens alimentares, a oferta é essencialmente em dinheiro, dado que a maioria da população, já envelhecida, não trabalha a terra como no passado e, felizmente, possui outra disponibilidade financeira, que os nossos avós não tinham. “Mudam-se os tempos”…

     Os produtos recolhidos são leiloados no adro da Capela, à saída da celebração da missa do dia seguinte (domingo).

A Capela do Caniçal Cimeiro

     Toda a recolha efetuada e já convertida totalmente em dinheiro é entregue à Capela do Caniçal e reverte a favor de celebrações litúrgicas em sufrágio das almas dos familiares, já falecidos, das pessoas que contribuem com a sua oferta.

     Além da oferta da sua esmola para a Igreja, muitas casas, com mesa posta, abrem-se para receber todo o grupo. Cria-se, assim, a oportunidade de um maior convívio entre todos e o “afinar” das vozes, enquanto se saboreiam os bons enchidos, presunto, queijo, passas, castanhas assadas, filhós e outros pitéus, bem conhecidos de todos nós, e se bebe o vinho, normalmente produzido pelos ofertantes.

     O cantar das Janeiras, quando o dia de Reis era dia-santo, em Portugal, era sempre feito no dia 05 de janeiro (véspera de Reis), nas aldeias da Capelania do Caniçal. Atualmente e por norma realiza-se no sábado mais próximo do dia de Reis. Lembro-me de que, quando era miúdo, sendo o meu pai Francisco coordenador deste grupo do cantar das Janeiras (serviço que recebeu do meu avô José Alves), se calcorreavam as aldeias da Pracana e vizinhas e também o Freixoeiro, Arganil, Moita Recome e Mesão Frio (onde se voltou a ir, a pedido de alguns dos seus habitantes, desde há dois anos, embora não pertença à Capelania do Caniçal), com a mesma intenção e devoção. Nesses tempos idos em que o cantar das Janeiras saía fora da área geográfica da Capelania do Caniçal, o grupo de cantadores também tinha elementos oriundos da Moita Recome e Mesão Frio.

     Esta tradição que é, simultaneamente, um ato de fé e generosidade para quem nos precedeu, é vivida com muita intensidade e amor à sua terra e às suas gentes. Só assim se justifica que muitos de nós, residentes fora da terra natal, façamos todos os possíveis para estar presentes neste dia. E é bom, reconfortante e esperançoso ver pessoas de todas as idades, irmanadas do mesmo espírito, desde o elemento mais velho do grupo, o Ti Dionildo do Caniçal Fundeiro, com oitenta anos de idade, até aos elementos mais novos, na casa dos vinte. Este ano, em que comemoramos o ano sacerdotal, pudemos também contar com a presença do nosso Pároco, o Sr. Padre Ilídio, o que foi para nós um estímulo e sinal de que a Igreja aprecia este trabalho que também é de evangelização.

     Esta noite, designada do cantar das Janeiras, certamente não irá desaparecer tão cedo, dada a forte motivação de todos nós para este serviço que faz esquecer os momentos menos bons da vida e sentir que vale a pena manter bem vivas as sãs tradições que os nossos antepassados nos legaram.
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Reprod./adapt. autorizada do artigo publicado no Jornal “O Concelho de Proença-a-Nova” n.º 614, de 25/01/2010, da autoria de Fernando Alves (Vale da Carreira / Caldas da Rainha)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

As JANEIRAS (ou CANTAR OS REIS)


PARTIRAM OS TRÊS REIS MAGOS (bis)
P´LAS PARTES DO ORIENTE

P´RA VER DEUS OMNIPOTENTE (bis)
POR UMA ESTRELA GUIADOS

GUIADOS A JERUSALÉM (bis)
ONDE HERODES ESTAVA

HERODES POR SER MALVADO (bis)
POR SER MALVADO MALINO

MANDOU ENSINAR OS REIS (bis)
ÀS AVESSAS O CAMINHO

SEGUEM OS REIS A ESTRELA (bis)
VÃO SEGUINDO O SEU CAMINHO

AFASTADOS DE BELÉM (bis)
VIRAM ESTAR O DEUS-MENINO

ESTAVA A VIRGEM SAGRADA (bis)
COM PENA E GRANDE DOR

VENDO QUE NUMAS PALHINHAS (bis)
NASCEU NOSSO REDENTOR

E OS REIS COM GRANDE ALEGRIA (bis)
AO VEREM PRENDA TÃO BELA

ANJOS CANTEM ALELUIA (bis)
ALEGREM-SE OS CÉUS E A TERRA

OUTRAS FESTAS COMO ESTAS (bis)
CANTAM OS REIS AOS FIDALGOS

MANDE-NOS CANTAR, SENHORA (bis)
DEUS NOS DÊ REIS MELHORADOS

MELHORADOS NAS VIRTUDES (bis)
RECORTADOS NOS PECADOS

(A)LEVANTE-SE, Ó SENHORA (bis)
DO SEU LEITO DE PAU-PRETO

VENHA NOS DAR A ESMOLA (bis)
EM LOUVOR DO NASCIMENTO

OS MORADORES DESTAS CASAS (bis)
MAIS AS SUAS MORADORAS

TODOS SEJAM VISITADOS (bis)
P´LA VIRGEM NOSSA SENHORA

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Nota: Os versos são cantados alternadamente por dois grupos (ou pernas)...