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sábado, 24 de março de 2018

As Fases da Lua e os eclipses de 2018

Estas serão as Fases da Lua em 2018:


Neste ano, haverá 5 eclipses: 3 parciais do Sol e 2 totais da Lua.

- Parciais do Sol: 15fev, 13jul e 11ago.
- Totais da Lua: 31jan e 27jul.

Editado em 07ago2018:

Apenas o Total da Lua, de 27julserá (foi) visível na Europa. Este eclipse será (foi) de grande extensão (visível na Europa, Ásia, África, América do Sul, Austrália...), assim como de grande duração (mais de hora e meia, só na fase total...). Em Lisboa, a Lua nasce/nasceu já eclipsada, cerca das 20H47...

Eis uma sequência de fotos do mesmo:
 










Abaixo da Lua, era visível Marte:

 

(alguém tem melhores?!)

Saiba mais em:

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Eclipse do Sol do dia 20mar2015

     Quem viu o Eclipse do Sol, esta manhã, entre as 08 e as 10? A luz solar esteve bastante esvanecida, parece que havia uma forte neblina/bruma no ar!... Em Portugal, apenas um pouco mais de 70% do Sol ficou eclipsado. Mas numa faixa que vai do sul da Gronelândia até ao norte da Noruega, foi Eclipse Total.

     Para os que viram ou não, aqui vai uma amostra:



Nos dois esquemas anteriores, a vermelho as zonas do Eclipse Total.


E a sombra visível nesta imagem de satélite sobre a Europa e Atlântico Norte:


PRÓXIMOS GRANDES ECLIPSES:

Os próximos eclipses do género (do Sol), totais ou com maior percentagem que o referido (ou seja, quase totais), a serem presenciados em Portugal, ocorrerão em 12ago2026 e 02ago2027. Mas, em 26jan2028, teremos um Anular/Anelar, na parte Sul do país... Esperemos para ver se ficamos quase às escuras! Eis as suas zonas de cobertura:

12ago2026
(melhor zona para presenciar o evento: Trás-os-Montes)

02ago2027
(melhor zona para presenciar o evento: Algarve)

 26jan2028
 (zona onde será visto como Anular: Baixo Alentejo e Algarve)



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Durante o ano...

Além das Marés e Fases da Lua (publicadas de ano a ano), por serem sempre úteis, não deixe de visitar:

1 - Nascimento o ocaso do Sol (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011/05/nascimento-e-ocaso-do-sol.html);
2 - Datas da Páscoa, Carnaval e Corpo de Deus (http://vale-da-carreira.blogspot.pt/2011_06_01_archive.html).

sábado, 14 de maio de 2011

Nascimento e ocaso do Sol

     Por achar útil, aqui vai uma tabela com as horas locais do nascer e pôr-do-Sol, para o Vale da Carreira. Para cada mês, indico 3 dias. Estas horas servem para todos os anos, pois as diferenças são mínimas...


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Notas:
1 - Para Lisboa, acrescentar alguns minutos (entre 2 e 9, conforme a altura do ano)...
2 - Pode criar tabela para qualquer lugar, para o Sol, Lua e crepúsculos. Aceda a:
http://aa.usno.navy.mil/data/docs/RS_OneYear.php

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Olhando para o céu (principalmente de noite), Eclipses, etc.

     Na nossa aldeia, durante as noites sem nuvens, principalmente no verão, na altura das desencamisadas, ou quando se permanecia bastante tempo fora de casa ao fresco, ou ainda quando se ia caminhando, um dos temas de conversa muito abordado pelos nossos antepassados era relativo ao céu (firmamento), com as suas diversas fontes de luz: estrelas, planetas, constelações, etc.

     A fraca luminosidade no meio rural (ainda mais pronunciada antigamente, sem energia elétrica) ajuda a ver o céu (firmamento), melhor se distinguindo nele os diversos objetos luminosos.

A Via Láctea ou "Estrada de Santiago".

     Bem conhecida dos antigos era a "Estrada de Santiago": parece um rasto de inúmeros pontos pequenos, ao qual pertence a Terra e o Sistema Solar: é a nossa galáxia, ou "Via Láctea". Os antigos normalmente não sabiam isso, mas os estudantes que começavam a aprender Astronomia (na disciplina de Geografia, creio), esclareciam-nos, dando mais umas dicas... Aproveitavam também para explicar a diferença entre os diversos pontos luminosos do céu:  as estrelas (com luz cintilante), que são em muito maior quantidade que os planetas (de luz fixa).

     Falava-se também de "estrelas cadentes" (meteoritos ou meteoroides, que ao entrarem na atmosfera terrestre, se fragmentam e ardem, mas em alguns casos chegam a atingir a Terra, com alguma violência - veja-se o caso recente na Rússia, com mais de mil feridos, (próximo de Chelyabinsk), bem como outro na Sibéria, em 1908 (Tunguska). E também de cometas (astros raros, compostos de núcleo, cabeleira e cauda - esta sempre na direção oposta ao Sol), assim como dos eclipses e como se formavam. Quando se via algum ponto luminoso a passar depressa, falava-se da possibilidade de ser um avião ou um satélite, já que os últimos começaram a ser lançados, a partir do fim da década de 50 e início da de 60...


Cometa.

Estrela cadente.

   
     Existem ainda os asteroides, que são corpos rochosos e metálicos que possuem órbita definida ao redor do Sol. São semelhantes aos meteoros, porém em dimensões bem maiores, possuindo forma e tamanhos indefinidos, mas têm geralmente a dimensão de algumas centenas de quilómetros. (Já que neste ano se podem observar vários cometas e asteroides, veja o artigo de 07jan2013)


Asteroide.

     Quanto aos agrupamentos de estrelas, as chamadas constelações (atualmente são consideradas 88 pela União Astronómica Internacional), muito faladas eram a Ursa Maior (também chamada de carro, arado, caçarola) e a Ursa Menor. Explicava-se como, a partir da Ursa Maior se achava o Norte, descobrindo a Estrela Polar, a última da cauda da Ursa Menor.

     Outras constelações que todos aprendíamos a localizar no céu eram: o Orion (quadrilátero com mais 3 estrelas, muito próximas e alinhadas no seu centro - as "Três Marias") e a Cassiopeia (tem a forma dum W).

A Cassiopeia e o Orion.

     Eis um outro conjunto de estrelas, o "Sete-Estrelo" (também conhecido por "Sete Irmãs"), muito próximas umas das outras (hoje em dia, sabe-se que são muito mais de sete), o que confere ao conjunto um brilho grande, azulado, diferente do geral. São universalmente mais conhecidas por "Plêiades" "ou Aglomerado Estelar M45" - ver http://www.guia.heu.nom.br/pleiade.htm - e pertencem à constelação de "Touro".

O Aglomerado M45 ou "Sete-Estrelo".

O "Sete-Estrelo" ampliado por telescópio.

     Os planetas mais próximos de nós (Marte, Vénus, Mercúrio, Júpiter) são muitas vezes visíveis, embora não seja fácil identificá-los. Próximo do anoitecer e do amanhecer vê-se perfeitamente um dos planetas mais próximos de nós: Vénus, chamado de "estrela da manhã", "estrela da tarde" ou "estrela do pastor".

O planeta Vénus (e à direita, o planeta Mercúrio).

     Quanto ao satélite natural da Terra, a Lua, também havia muitas conversas em seu redor: além dos eclipses, falava-se na lenda das suas manchas: "Uma vez, andava um homem a trabalhar ao domingo apanhando silvas. Deus apareceu-lhe e perguntou porque trabalhava aos domingos. Respondeu ele que o fazia porque ninguém o via naquele canto isolado. Retorquiu o Senhor que, a partir daí, toda a gente o iria ver. E Deus colocou na Lua o homem com o molho de silvas às costas". A isso se deviam as suas manchas... Na verdade, elas são mares ou planícies de solo escuro, formados outrora pela lava que brotou dos vulcões lunares...

A Lua e suas "manchas".

As crateras da Lua, vistas com telescópios.

Uma grande cratera na Lua.

Eclipse parcial da Lua.
   
     No que diz respeito aos eclipses, os mais vistosos e atraentes são os totais do Sol! É que a Lua encobre completamente e de forma quase perfeita o Sol, deixando em seu redor uma auréola brilhante. Outros também espectaculares são os híbridos do Sol: numa parte da Terra são vistos como totais e noutras como anelares (ou anulares). Mas tanto uns como outros, são apenas presenciados em estreitas faixas ao longo da Terra, pelo que são muito raros... Seguem fotos de alguns:

Eclipse total do Sol.

Eclipse anular.

     Eis agora uma imagem da Lua, com o planeta Júpiter próximo (foto tirada em 02jan2012, dia a seguir a Quarto Crescente):


A “Super Lua Cheia" de 2013:

A fase de Lua Cheia acontece próxima do perigeu só uma vez por ano e em 2013, acontece no dia 23 de Junho. (..) Por isso, a Lua estará mais exuberante por atingir a distância mínima da Terra em fase de Lua Cheia. O disco lunar terá um tamanho aparente 14% maior e será 30% mais brilhante do que a Lua no apogeu.
Tamanhos relativos da Lua no apogeu e no perigeu.
Tamanhos relativos da Lua no apogeu e no perigeu.
(Transcrito do site do Observatório Astronómico de Lisboa: http://oal.ul.pt/super-lua-23-jun-2013/)

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OBS.:

1. Para quem quiser explorar um pouco mais e ver a posição das estrelas, constelações, etc., ao longo do ano, aceda ao "link" seguinte - (use o mapa interativo ou faça o seu "download"): AstroViewer Online.

2. Eclipses - Em média, ocorrem 4 a 5 eclipses por ano, mas nem metade deles são visíveis em Portugal - (em 2017, houve 4 eclipses, 2 dos quais visíveis em Portugal).

Em 2018, são 5 os eclipses (3 parciais do Sol e 2 totais da Lua). Em Portugal apenas será visível o Total da Lua, de 27 de julho.


3. Alguns dos próximos eclipses totais/anulares do Sol (os mais espectaculares):


     - 02jul2019 (América do Sul - Argentina/Chile)
     - 14dez2020 (América do Sul - Argentina/Chile)
     - 14out2023 (Américas)
     - 12ago2026 (Europa - Pen. Ibérica, até à Gronelândia e Ártico)
     - 06fev2027 (Costa Este do Brasil)
     - 02ago2027 (desde o Índico até ao SW da Europa)
     - 26jan2028 (da Pen. Ibérica até ao Norte da América do Sul)  

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Actualizado em 24mar2018